O Nubank, uma das principais fintechs da América Latina, anunciou uma mudança importante em sua política de trabalho híbrido. Segundo informações da revista IstoÉ Dinheiro, David Vélez, fundador e CEO da companhia, pretende reforçar a presença física dos colaboradores nos escritórios da empresa.
Nubank pode mudar regra do home office e exigir mais presença física
Nubank anuncia mudanças no regime de trabalho presencial para reforçar eficiência e cultura corporativa, seguindo tendência global de grandes empresas.
Atualmente, o Nubank adota um modelo híbrido em que os funcionários comparecem presencialmente durante uma semana inteira a cada ciclo de dois a três meses. No entanto, diante das novas dinâmicas econômicas globais, a fintech está reconsiderando essa estratégia.
Leia mais:
Nome do Nubank pode mudar? Entenda o impasse com o Banco Central
Motivações para o aumento da presença presencial

Impacto das oscilações econômicas globais
A recente correção das bolsas americanas, onde o Nubank é listado, é um dos fatores que motivam a mudança. Em um cenário de maior volatilidade e cobrança por resultados, a fintech quer demonstrar aos investidores seu compromisso com a otimização da eficiência e da produtividade.
Agilidade na tomada de decisões
De acordo com os executivos do Nubank, o trabalho presencial favorece a comunicação entre as equipes, permitindo decisões mais rápidas e alinhadas com as necessidades do mercado e dos clientes. A empresa acredita que essa proximidade física entre líderes e colaboradores é essencial para sustentar seu crescimento em um ambiente altamente competitivo.
Fortalecimento da cultura corporativa
Outro motivo citado é o fortalecimento da cultura organizacional. Para David Vélez, a convivência no escritório é fundamental para consolidar os valores e a identidade da empresa, fatores que, segundo ele, podem se perder no modelo exclusivamente remoto.
Modelo híbrido será mantido, mas com ajustes
Apesar da mudança, o Nubank ainda não pretende abolir o modelo híbrido de trabalho. A intenção é aumentar a frequência de comparecimento dos colaboradores aos escritórios, sem impor o retorno integral.
O objetivo é encontrar um equilíbrio que mantenha a flexibilidade que os funcionários valorizam, mas que também permita um engajamento mais forte e resultados mais eficientes.
Tendência global: grandes empresas revisitam o home office
O recuo do Google
Na mesma linha do Nubank, o Google recentemente anunciou um reforço no retorno ao trabalho presencial. A empresa, que inicialmente adotou o home office em larga escala, agora está pedindo que áreas técnicas e de recursos humanos retomem atividades presenciais em regime híbrido.
Para aqueles que preferirem não retornar aos escritórios, o Google ofereceu a opção de aderir a um plano de demissão voluntária.
O movimento de gigantes globais
Outras grandes corporações globais também mudaram suas estratégias de trabalho em 2024, exigindo a volta parcial ou total dos funcionários aos escritórios:
- Amazon
- Apple
- Disney
- Meta (Facebook)
- Dell
- JPMorgan
- Goldman Sachs
- Tesla
- X (antigo Twitter)
- BlackRock
- Starbucks
Essas empresas apontam como principais motivações a necessidade de colaboração mais efetiva, a agilidade nas entregas e a preservação da cultura corporativa.
A realidade no Brasil
Empresas brasileiras também reforçam presença física
No Brasil, a tendência se repete. Além do Nubank, empresas como L’Oréal, Cora, Neon, Petrobras, Arctouch, Mondelēz Internacional, CI&T, Afferolab, Phonetrack e Atlantic Tax & Advisory também adotaram, pelo menos, modelos híbridos de trabalho, exigindo comparecimento periódico aos escritórios.
Essas movimentações revelam uma mudança estrutural na concepção de trabalho pós-pandemia, equilibrando os benefícios da flexibilidade com a necessidade de interação presencial.
Desafios e oportunidades do novo modelo
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Vantagens do modelo híbrido reforçado
- Aumento da produtividade: Equipes mais alinhadas tendem a entregar resultados de forma mais eficiente.
- Fortalecimento da cultura organizacional: A convivência física reforça valores, rituais e práticas internas.
- Maior inovação: A troca espontânea de ideias é favorecida em ambientes presenciais, acelerando o surgimento de novas soluções.
Desafios a serem superados
- Adaptação dos colaboradores: Nem todos os funcionários se sentem confortáveis com a retomada das atividades presenciais, exigindo estratégias de engajamento.
- Gestão de expectativas: Será necessário equilibrar as exigências da empresa com a qualidade de vida e as preferências dos trabalhadores.
- Infraestrutura adequada: Escritórios devem oferecer ambientes colaborativos, seguros e acolhedores para justificar a presença física.
O que esperar para o futuro do trabalho?
Tendência de flexibilização consciente
O futuro aponta para um modelo de trabalho que não é totalmente remoto nem totalmente presencial, mas que combina o melhor dos dois mundos.
Empresas como o Nubank mostram que a flexibilização continuará sendo uma realidade, mas com ajustes contínuos de acordo com as condições econômicas, os resultados de produtividade e as necessidades estratégicas.
Cultura organizacional em foco
Mais do que nunca, a cultura corporativa será um diferencial competitivo. Organizações que conseguirem manter equipes engajadas, motivadas e alinhadas aos seus valores estarão melhor posicionadas para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais dinâmico.
Considerações finais
O movimento do Nubank para reforçar a presença dos colaboradores nos escritórios é parte de uma tendência global que vem ganhando força em 2024. Grandes empresas do mundo inteiro estão revisitando suas políticas de home office, em busca de maior eficiência, inovação e fortalecimento da cultura organizacional.
Ao adotar uma estratégia de flexibilização consciente, o Nubank sinaliza para seus investidores e colaboradores que está atento às demandas do mercado, ao mesmo tempo que valoriza o equilíbrio entre produtividade e bem-estar dos seus times.
A realidade do trabalho pós-pandemia ainda está em construção, mas uma coisa é certa: o modelo híbrido, agora mais estruturado e adaptado, veio para ficar — e o sucesso das organizações dependerá da capacidade de encontrar o ponto de equilíbrio ideal.
Pode ser do seu interesse:
