Nubank surpreende e desiste de repassar IOF extra para clientes de criptomoedas!

Em meio a debates políticos sobre tributação e crescente atenção sobre o mercado de ativos digitais, o Nubank surpreendeu seus usuários ao recuar de uma decisão que havia desagradado parte de sua base: o reajuste das taxas nas negociações com criptomoedas.

A fintech anunciou na última segunda-feira (9) que as tarifas aplicadas às operações com criptoativos retornarão aos patamares anteriores, desfazendo o aumento que havia sido implementado semanas antes sob a justificativa de acompanhar mudanças na política do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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Reversão da decisão: taxas voltam ao padrão anterior

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Em comunicado oficial enviado por e-mail aos clientes, o Nubank informou que decidiu absorver o custo gerado pela mudança tributária anunciada pelo governo. “Decidimos absorver esse custo, a fim de lhe oferecer a melhor experiência possível, e baixamos as taxas aos valores de antes do aumento no IOF”, afirmou a empresa.

É importante destacar que, embora o governo federal tenha divulgado em maio um decreto que aumentava a alíquota do IOF, as operações com criptomoedas não estavam diretamente incluídas na medida. A fintech havia optado por aumentar as taxas mesmo assim, como uma forma preventiva de compensar possíveis impactos futuros.

Como funcionaria o novo modelo de cobrança

A proposta anterior do Nubank previa ajustes nas taxas de acordo com o volume de transações realizadas pelos clientes nos últimos 45 dias. A cobrança mais alta seria aplicada às operações entre R$ 100 e R$ 1.999, com alíquota de 1%, frente aos 0,6% praticados anteriormente. Já para transações de até R$ 99, a taxa subiria de 0,8% para 1,2%.

Apesar de não ter relação direta com o novo IOF decretado pelo governo, a decisão da fintech de elevar essas taxas gerou críticas entre usuários que viram a medida como um aumento indireto de custos sobre investimentos que, até o momento, não haviam sido afetados pela nova tributação.

Pressão política e tensão entre Executivo e Legislativo

O recuo do Nubank acontece em um cenário político conturbado envolvendo o próprio decreto do IOF. A medida foi alvo de duras críticas dentro do Congresso Nacional, que ameaçou barrar o aumento por considerá-lo um ato unilateral do Poder Executivo, sem consulta prévia ao Parlamento.

Para tentar evitar um desgaste institucional e uma possível derrota política, o governo federal iniciou um processo de negociação com os presidentes das duas casas legislativas. Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara) participaram de reuniões com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O objetivo foi discutir a insatisfação do Legislativo e encontrar alternativas para manter a arrecadação planejada.

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, o decreto do IOF poderia gerar até R$ 20 bilhões em arrecadação em 2025. No entanto, após o impasse com o Congresso, o governo optou por revisar toda a medida, prometendo substituí-la por um conjunto de novas ações fiscais.

Possíveis novos alvos de tributação

Para compensar a retirada do aumento do IOF, o governo já sinalizou que pretende tributar setores até então pouco explorados do ponto de vista fiscal. Entre os possíveis novos alvos estão as fintechs, casas de apostas online (as chamadas “bets”) e determinados títulos de crédito. O plano também inclui o corte de alguns benefícios tributários concedidos a empresas de diversos segmentos.

Essa movimentação pode afetar novamente o setor de criptoativos, já que as fintechs envolvidas na comercialização dessas moedas digitais podem ser diretamente impactadas por novas exigências fiscais. Por ora, o Nubank preferiu se antecipar e aliviar o clima com seus clientes, reduzindo as taxas às condições anteriores.

Estratégia de marca e fidelização

A decisão de voltar atrás no aumento das tarifas também pode ser lida como uma jogada estratégica da empresa. Em um ambiente altamente competitivo, a experiência do cliente tem se mostrado um fator determinante para a fidelização no setor financeiro digital. O recuo na taxação pode contribuir para a manutenção da imagem do Nubank como uma fintech inovadora e centrada nas necessidades do usuário.

Nos últimos anos, o banco digital tem ampliado sua atuação no setor de criptoativos, oferecendo compra, venda e custódia de moedas digitais diretamente no aplicativo. Essa movimentação atende a uma demanda crescente dos brasileiros por diversificação de investimentos, especialmente entre o público mais jovem.

Com informações de: Portal do Bitcoin

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