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Nubank revolta acionistas ao comemorar “Bodas de pedacinho”

Na semana passada, o Nubank gerou revolta em seus acionistas ao enviar uma mensagem em comemoração às “Bodas de pedacinho”. Confira!

Ana Roberta de OliveiraPor Ana Roberta de Oliveira3 min de leitura
Nubank

Na semana passada, o Nubank gerou revolta em seus acionistas ao enviar uma mensagem em comemoração às “Bodas de pedacinho”, nome que a fintech deu ao período de 3 meses após a abertura do IPO.

A mensagem foi direcionada aos clientes que aderiram à recente abertura de capital e compraram BDRs (depósitos de ações listadas no exterior) e dizia: “Feliz bodas de pedacinho! Estamos comemorando 3 meses de ‘mais do que cliente, sócio’. Poderíamos chamar de bodas de algodão doce, mas vamos chamar de bodas de pedacinho pra dar sorte e pra que seja duradouro”.

A seguir, confira um depoimento de um cliente do Nubank que critica o e-mail enviado pela fintech:

revolta cliente do Nubank
Imagem: Twitter (reprodução).

A revolta foi gerada pelo tom descontraído do texto em um momento de queda das ações. O BDR, que no IPO valia R$ 11,50, na última quarta-feira (16) foi vendido por R$ 7,67, ou seja, teve uma queda de 33% em pouco mais de três meses. Nesta sexta-feira (18), o BDR do Nubank apresentou uma pequena alta, fechando a R$ 8,61.

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O que dizem os especialistas sobre a desvalorização do Nubank?

Na avaliação de Danielle Lopes, sócia e analista de Ações da Nord Research, vários fatores afetam os rendimentos das ações do Nubank; afinal há tanto questões macroeconômicas quanto particularidades do Nubank influenciando a cotação.

Outras empresas do mesmo ramo do Nubank (tecnologia em pagamentos) nos EUA também registraram queda. Sendo assim, podemos observar que o movimento é generalizado. Os números das empresas de tecnologia em pagamentos tiveram queda média na Nasdaq de 5%, enquanto os bancos seguem em alta. De março a dezembro do ano passado, o setor bancário passou por 3 altas consecutivas.

As perspectivas econômicas nos EUA sugerem que os juros, que atualmente estão zerados, cheguem de 2% a 2,5%, potencializando os custos de capital para as empresas. E as de tecnologia são as que mais precisam de dinheiro.

Todavia, a economista para Estados Unidos do Citi, Veronica Clark, analisa que o discurso do Fed passou a ficar mais contracionista, na medida em que a inflação americana não dá trégua. Se antes o banco previa a primeira alta de juros nos EUA em junho, agora vê o aumento ocorrendo em março. 

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Larissa Quaresma, analista da Empiricus, afirma que situações como essa penalizam a Bolsa como um todo, em especial as ações que estão muito caras e que ainda estão caminhando para um cenário lucrativo no futuro.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, esclareceu que “a empresa (o Nubank) foi avaliada em um preço alto no IPO, o que cria uma pressão extra inicial. Ao decidir atrair muitos investidores de primeira viagem com sua inovadora forma de oferecer o IPO para clientes, o Nubank acabou conseguindo a adesão de uma parte que não possui o perfil de risco para ter ações e agora está desconfortável com a oscilação”

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Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Ana Roberta de Oliveira

Autor

Ana Roberta de Oliveira

Roberta Oliveira é estudante de Jornalismo e encantada pelo universo financeiro. Possui cursos de Redator Hacker e Ninja SEO. Focada em buscar novidades econômicas para o leitor, atua como supervisora de redação no Seu Crédito Digital.

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