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O boom das commodities e suas consequências no mercado global

Descubra como o aumento de preço das commodities pode influenciar na economia global.

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Nos últimos meses, os mercados mundiais viram as commodities dispararem em praticamente todos os setores. As causas e os efeitos maiores desse boom ainda estão sendo discutidos e avaliados; contudo, o que já é praticamente unanime é a expectativa de inflação global nos próximos dois ou três anos.  

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O boom das commodities 

Ao analisar o preço histórico de commodities como o milho, a soja, o cobre e o alumínio, percebemos a maior alta dos últimos 5 anos (101%, 57%, 120% e 67% no último ano, respectivamente). Porém, o que mais chama atenção é a curva acentuada de altas nos últimos 3 meses: aumento de 36,45% para o milho, 16% para a soja, 27,5% para o cobre e 17,70% para o alumínio.   

E isso não ficou restrito apenas a essas matérias-primas, afinal praticamente todas as commodities sofreram grandes aumentos nesse mesmo período de 12 à 18 meses. A princípio, parece contra intuitivo, pois é normalmente num cenário de produção elevada e pujança econômica. Porém, tais indicadores sobem refletindo uma condição específica de mercado, onde a demanda pelas matérias-primas aumentam. O que, na realidade, parece ser o oposto do cenário atual como veremos adiante.  

Aumento da demanda em meio à crise 

O PIB mundial despencou no último ano, tendo uma queda em torno de 3,5%. O cenário causado pela pandemia do coronavírus afetou a imensa maioria dos países, incluindo as principais economias do mundo. Dentre as 5 maiores, somente a China viu seu PIB crescer, enquanto que Estados Unidos, Japão, Alemanha e Reino Unido tiveram quedas expressivas em sua produção.  

Então o que está causando esse aumento em meio a uma clara retração global? A própria pandemia pode ser apontada como um dos fatores. Entretanto, a quebra das cadeias de suprimento/produção ocasionada pelos lockdowns afetou a demanda das matérias-primas. Consequentemente houve um choque de oferta depois da reabertura e normalização econômica.   

Por outro lado, os pacotes fiscais feitos em proporções nunca antes vistas também alteram os mecanismos de oferta e demanda de preços. Somente os EUA, por exemplo, aprovaram recentemente injeções de crédito na economia no patamar de trilhões de dólares. Essa postura, que já vinha sendo adotada anteriormente, agora recebeu incremento, aumentando o estoque financeiro mesmo sem produção de primária como âncora.  

Resultados a curto prazo 

Assim, o resultado de tais políticas já é perceptivo: a inflação americana está no patamar mais alto em 3 anos, o FED (Banco Central Americano) alterou a meta de inflação para 2% “ao longo do tempo”, o que significa que o índice pode superar a meta por algum período e depois retornar à marca para que, na média, se mantenha na meta prevista.  

A Europa também se encontra num cenário de alta de preços, afinal a inflação no velho continente atingiu sua maior marca desde 2013: 1,80% ao ano. Isso tudo demonstra que realmente estamos em um período de inflação crescente no mundo.   

Algumas commodities têm ainda fatores adicionais na sua alta. O ferro, por exemplo, teve um aumento de 27% só em 2021, influenciado pela subida da demanda chinesa, que aumentou em 2,9% no mês passado em comparação a março e 16,9% na comparação anual.   

Porém, esse boom pode se mostrar benéfico para algumas empresas e setores específicos. A Vale, uma das principais companhias mineradoras do mundo, teve um aumento de 96% no preço nominal de suas ações no último ano. Outras siderúrgicas também tiveram um aumento em seus valores de mercado, influenciado pela alta no preço do ferro e outros minérios.   

Consequências da alta nas commodities

Primeiramente, o que podemos esperar desse aumento é uma inflação global generalizada, fortemente indicada nos preços de alimentos e energia. Contudo, o preço do barril de petróleo ainda não teve uma disparada como o de outras commodities. Entretanto, seus derivados já performam altas significativas, o que evidencia uma futura tendência de aumento.   

Por fim, basta agora saber se a alta nos índices de inflação será perene ou duradoura, o que depende fortemente das políticas adotadas pelos bancos centrais mundiais, em principal o FED e o BCE (Banco Central Europeu). Assim, podemos concluir que os dois maiores bancos estatais não estão inclinados à uma política monetária com austeridade, o que também indica um certo nível de volatilidade na taxa inflacionária.   

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imagem: Who is Danny / shutterstock.com

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