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O real será substituído por outra moeda? Entenda o projeto do Banco Central

Em breve, um projeto do Banco Central do Brasil dará início a sua fase de teste. Quais são os riscos do real ser substituído?

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Parede com logo do Banco Central do Brasil sobre granito bege

Ano passado, o Banco Central do Brasil (BC) divulgou que o projeto de uma moeda digital brasileira seria desenvolvido. Essa moeda será o Real Digital e a fase de testes terá início ainda este ano. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, divulgou que o projeto-piloto terá início em março de 2023. 

Ou seja, a partir deste mês a fase de testes começará. A expectativa é que até o final de 2024 os brasileiros já estejam usando o Real Digital. Nesse sentido, o Brasil é um dos primeiros países a desenvolver uma moeda digital oficial. 

A China e a Bahamas são dois exemplos de países que já adotaram a opção. Ambos têm as moedas desde 2019. Além deles, os Estados Unidos iniciaram sua fase de testes da moeda digital em novembro de 2022. 

Por que o Real Digital está sendo desenvolvido?

O coordenador do desenvolvimento da nova moeda, Fábio Araújo, explica que, entre os benefícios da moeda, está a desburocratização de alguns processos. Aqui no Brasil nós já temos o Pix, que, desde que foi desenvolvido, em 2020, pelo BC, tem facilitado muito a vida dos brasileiros. 

Atualmente, os bancos são responsáveis pela liquidação dos pagamentos. Isto é, o cumprimento da efetivação de um pagamento acordado entre fornecedor e consumidor. Ou seja, quando pagamos, por exemplo, uma fatura, o banco é o responsável pela transferência do valor.

Nesse sentido, o ambiente virtual do Real Digital será o responsável por esta liquidez. Araújo explica que, por isso, a liquidação pode ser mais eficiente e garantir o alcance de uma base mais extensa dos brasileiros. Será através do “contrato inteligente” que o Real fará essa liquidação.

Assim, haverá carteiras digitais em que as moedas serão guardadas. Os brasileiros poderão, portanto, através do contrato inteligente, viabilizar que o dinheiro seja transferido diretamente de uma carteira para a outra. Para isso, não será necessária nenhuma operação de qualquer instituição financeira.

Quais são os riscos das cédulas e moedas deixarem de existir?

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Hoje, somente 3% do dinheiro em circulação no Brasil é físico. A maioria das movimentações são realizadas através dos meios digitais. Será que o Real Digital pode, portanto, substituir o físico? 

Sobre isso, a nova opção será mais uma facilidade financeira em meio a tantas outras. Hoje temos, além do PIX, os cartões, os cheques e outras opções para que o dinheiro seja movimentado. Nenhuma dessas tecnologias substituem o dinheiro físico. Assim, o que pode acontecer com o uso em larga escala do Real Digital é o declínio do uso do dinheiro físico, mas não sua extinção. 

Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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