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O varejo e a missão de implementar o Pix como meio de pagamento 

Apesar dos consumidores usarem o sistema com frequência, ainda há muito varejista que precisa implementar o Pix como opção de pagamento.

Priscilla KinastPor Priscilla Kinast3 min de leitura
mulher com QR Code de Pix no aplicativo do celular

Apesar de ainda ser considerado uma novidade por muitos, o Pix já faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Ao completar sete meses, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC) já conta com mais de 94 milhões de usuários cadastrados. Devido à forte adesão e à presença do sistema cada vez mais constante na vida dos brasileiros, o varejo tem a missão de implementar o Pix como meio de pagamento. 

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Embora seja motivo de comemoração, a grande adesão ao Pix não é surpresa. Afinal, já era de se supor que um sistema gratuito e instantâneo de transferências bancárias caísse no gosto dos brasileiros. Ainda mais por ser um sistema que funciona 24 horas por dia, durante os 7 dias da semana – muito diferente dos sistemas tradicionais TEDs e DOCs. 

No entanto, apesar do consumidor usar o Pix como uma forma de pagamento de preferência, há muitos varejistas que ainda não se adaptaram a ele. Isso se deve às adaptações que as empresas e os meios de pagamentos (como cartão de débito e crédito) precisam incorporar em suas rotinas. 

Apesar desse processo lento, o crescimento do Pix em transações realizadas de pessoas físicas para jurídicas (P2B) sem dúvida chama a atenção. Desde o seu lançamento em novembro de 2020 até maio de 2021, o número de operações entre pessoas (P2P) cresceu cerca de 17 vezes. Já o volume de operações P2B cresceu 45 vezes. 

Além disso, é preciso levar em conta que o Pix entre pessoas já estreou com índices altos. Já os pagamentos para empresas iniciaram tímidos, portanto possuem mais potencial para crescer. Atualmente, as transações entre as pessoas correspondem a 74,6% de todas as operações com Pix. Já as transações entre pessoas e empresas representam 11,9%.

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A grande aceitação do Pix por comerciantes deve ser algo frequente. Diz-se isso não apenas por ser inovador, mas sim por conta do seu custo. Ao contrário das maquininhas de cartão, que cobram por cada transação, algumas instituições financeiras não cobram o Pix de seus clientes PJ. 

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Imagem: Bernardo Emanuelle / shutterstock.com

Priscilla Kinast

Autor

Priscilla Kinast

Jornalista, apaixonada pelo mercado financeiro e pelas inovações tecnológicas. Registro Profissional: 0020361/RS

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