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Onda de demissões atinge outra grande empresa: 500 funcionários vão para a rua

Avatar de Fernanda Cadaval Fernanda Cadaval · · · 2 min de leitura
demissões

As demissões em massa seguem acontecendo nas grandes empresas de tecnologia. Na última segunda-feira, 6 de março, foi a vez da australiana Atlassian demitir 500 funcionários, representando 5% do quadro de trabalhadores da companhia de software.

Em comunicado oficial, as demissões foram atreladas à reestruturação necessária para o crescimento da empresa e não ao fator financeiro. Porém, nos últimos relatórios trimestrais a Atlassian apresentou perdas líquidas. Os setores afetados pelos desligamentos serão os de aquisição de talentos, gerenciamento de programas e de pesquisa e insights.

Empresa apresenta crescimento geral e investe em serviços de nuvem

Apesar do resultado negativo recente, a receita geral da empresa é de crescimento. Para os CEOs da Atlassian, Mike Cannon-Brookes e Scott Farquhar, as demissões foram necessárias para permitir o investimento em outras áreas.

“Reduzimos nosso investimento em áreas específicas, a fim de reinvestir em outras. Isso é diferente de uma redução financeira, em que você procuraria fazer ‘cortes de base ampla’ — por exemplo, um corte de 10% distribuído igualmente em todos os órgãos da empresa. Não é isso que está acontecendo aqui”, afirmam.

Atlassian fará grande investimento na reestruturação e no pagamento de indenizações

Com foco nas habilidades necessárias para ir mais longe e alcançar os objetivos, a empresa de software vai investir aproximadamente US $ 75 milhões em novas estratégias. Para os funcionários desligados, a companhia vai ofertar 15 semanas de indenização, mais uma semana adicional por ano de serviço prestado, pagando ainda a folga remunerada não utilizada.

Seguindo o compromisso com seus ex-funcionários, a Atlassian vai manter a assistência médica pelo período de seis meses e oferecerá suporte nos vistos de trabalho por igual período. Os trabalhadores demitidos poderão ainda ficar com seus notebooks, prática cada vez mais comum em alguns países.

Os CEOs encerraram o comunicado dizendo que, “precisamos ir mais longe no reequilíbrio das habilidades necessárias para executar mais rapidamente as prioridades de nossa empresa”.

Imagem: Andrey_Popov/ Shutterstock

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