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Onda de demissões: veja os direitos de quem foi dispensado

Avatar de Mariana Carvalho Mariana Carvalho · · 2 min de leitura
Pessoa sentada à mesa de uma empresa com a cabeça apoiada nas mãos após perder o emprego.

Com as crises econômicas e incertezas do mercado, muitas empresas têm optado por reduzir seus quadros de funcionários. Essa onda de demissões afeta diversos setores e trabalhadores de diferentes níveis hierárquicos.

Nesse cenário, é fundamental que os trabalhadores conheçam seus direitos para não serem prejudicados. Caso a empresa não cumpra com suas obrigações, é possível buscar auxílio em sindicatos e até mesmo na justiça. Conheça seus direitos!

Aviso prévio e rescisão contratual

O aviso prévio é um período que o trabalhador deve cumprir após ter sido dispensado ou que a empresa deve cumprir caso decida dispensar o funcionário sem justa causa. Esse período pode ser trabalhado ou indenizado pela empresa, dependendo do acordo entre as partes. Se o trabalhador tiver mais de um ano de trabalho na empresa, o aviso prévio será de 30 dias.

A rescisão contratual é o documento que formaliza a dispensa do trabalhador. Esse documento deve ser entregue ao trabalhador no momento da dispensa e deve conter informações como a data da dispensa, o motivo da rescisão, o valor das verbas rescisórias e o prazo para pagamento.

Verbas rescisórias

As verbas rescisórias são os direitos que o trabalhador tem ao ser dispensado. Esses direitos incluem o saldo de salário, férias vencidas e proporcionais, 13º salário proporcional, indenização do aviso prévio, multa do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e seguro-desemprego.

O saldo de salário é o valor correspondente aos dias trabalhados no mês da rescisão. As férias vencidas e proporcionais são calculadas com base no tempo de serviço do trabalhador. O 13º salário proporcional é calculado com base no número de meses trabalhados no ano da rescisão. A indenização do aviso prévio corresponde ao valor de um mês de salário, que pode ser pago pela empresa ou descontado do período trabalhado pelo funcionário.

A multa do FGTS é de 40% sobre o saldo depositado na conta do trabalhador durante o período trabalhado na empresa. Esse valor deve ser pago pela empresa no momento da rescisão. Já o seguro-desemprego é um benefício pago pelo governo a trabalhadores que foram dispensados sem justa causa e atendem a determinados requisitos.

Hora extra e banco de horas

Caso o trabalhador tenha horas extras a receber, essas devem ser calculadas no momento da rescisão e incluídas nas verbas rescisórias. Já o banco de horas deve ser quitado pela empresa ou compensado pelo trabalhador em até seis meses após a rescisão do contrato.

Imagem: TheCorgi / Shutterstock

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