Moradores do Ibura e do Bongi, no Recife, poderão fazer inscrição ou atualizar os dados do Cadastro Único sem precisar se deslocar até um posto fixo. A unidade móvel da Prefeitura estará nos dois bairros durante o mês de agosto, com atendimento gratuito das 9h às 15h.
Até sexta-feira, 14 de agosto, o ônibus permanece na Vila do SESI, no Ibura de Baixo. Na semana seguinte, entre os dias 18 e 21, a equipe atenderá em frente à Creche do Bongi.
No local, as famílias também poderão esclarecer dúvidas sobre programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, conhecido como BPC, e Tarifa Social de Energia Elétrica.
O atendimento itinerante facilita o acesso ao CadÚnico, mas exige atenção aos documentos. Além disso, estar cadastrado não garante automaticamente a entrada em benefícios sociais, pois cada programa possui critérios próprios.
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O primeiro ponto de atendimento em agosto é a Vila do SESI, no Ibura de Baixo. A unidade móvel permanece no endereço até sexta-feira, dia 14.
O serviço funciona das 9h às 15h, conforme o cronograma divulgado pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome do Recife.
Confira as informações:
- Período: até 14 de agosto de 2026;
- Dias de atendimento: de terça a sexta-feira;
- Horário: das 9h às 15h;
- Endereço: Rua Rio Brígida, 508, Ibura de Baixo;
- Ponto de referência: próximo ao Terminal de Ônibus da Vila do SESI.
Quem mora na região deve procurar chegar com antecedência. Como o atendimento envolve entrevista e conferência de dados de todos os integrantes da família, o procedimento pode levar algum tempo.
Quando será o atendimento no Bongi
Depois de concluir a passagem pelo Ibura, a Unidade Móvel do CadÚnico seguirá para o Bongi.
Os atendimentos acontecerão entre terça-feira, 18 de agosto, e sexta-feira, dia 21, também das 9h às 15h.
Confira:
- Período: de 18 a 21 de agosto de 2026;
- Dias de atendimento: de terça a sexta-feira;
- Horário: das 9h às 15h;
- Local: em frente à Creche do Bongi;
- Endereço: Rua Major Mário Portela, 686, Bongi.
O cronograma foi confirmado pela Prefeitura do Recife. Alterações futuras poderão ser divulgadas nos canais da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome.
Quais serviços estarão disponíveis
O ônibus é adaptado para realizar os principais serviços relacionados ao Cadastro Único. Os moradores poderão procurar a unidade para:
- fazer a primeira inscrição no CadÚnico;
- atualizar um cadastro já existente;
- corrigir informações pessoais ou familiares;
- incluir ou retirar integrantes da família;
- alterar endereço, telefone e renda;
- receber orientações sobre benefícios sociais;
- esclarecer dúvidas sobre pendências cadastrais.
A unidade também oferece informações sobre programas que utilizam os dados do cadastro, como Bolsa Família, BPC, Tarifa Social de Energia Elétrica e outros benefícios federais, estaduais ou municipais.
O atendimento não significa que o benefício será liberado no mesmo dia. A equipe coleta ou atualiza as informações, que depois poderão ser analisadas pelos órgãos responsáveis por cada programa.
Quem pode procurar a unidade móvel
A ação é direcionada principalmente às famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo a Prefeitura do Recife, podem participar famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Em 2026, considerando o salário mínimo de R$ 1.621, meio salário corresponde a R$ 810,50. Isso significa que a renda total da família deve ser dividida pelo número de pessoas que vivem e compartilham despesas na mesma residência.
Uma família de quatro pessoas que recebe R$ 2.400 por mês, por exemplo, possui renda de R$ 600 por integrante. Portanto, está dentro da faixa de até meio salário mínimo por pessoa.
Famílias com renda superior também podem ser cadastradas quando estão vinculadas ou pretendem solicitar algum programa que utilize o CadÚnico. A possibilidade dependerá da finalidade do cadastro e das regras do programa.
Quais documentos devem ser apresentados
Para o atendimento na unidade móvel do Recife, o responsável familiar deve apresentar:
- carteira de identidade;
- CPF;
- título de eleitor;
- comprovante de residência;
- CPF de todos os integrantes da família.
O responsável familiar é a pessoa que prestará as informações durante a entrevista. Ela deve conhecer a situação de todos os moradores, incluindo renda, trabalho, escolaridade e características da residência.
É recomendável levar também, quando disponíveis:
- certidões de nascimento das crianças;
- certidão de casamento;
- carteiras de trabalho;
- comprovantes de renda;
- comprovantes de matrícula escolar;
- termo de guarda, tutela ou curatela;
- conta recente de água ou energia;
- comprovantes de benefícios recebidos.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informa que o CPF é a principal identificação utilizada no sistema. Por isso, é importante conferir se o número e os dados pessoais de todos os membros estão corretos.
E se o comprovante de residência não estiver no nome do responsável?
A pessoa deve levar o comprovante disponível e explicar a situação durante o atendimento. Quando não existe documento em nome do responsável, pode ser aceita uma declaração de residência, conforme os procedimentos do Cadastro Único.
Para evitar uma viagem perdida, o morador pode levar documentos adicionais que ajudem a demonstrar o endereço, como correspondências, contas ou declaração assinada pelo responsável pelo imóvel.
Crianças também precisam ter CPF?
Sim. Pelas regras atuais do Cadastro Único, o CPF deve ser informado para todas as pessoas da família, inclusive crianças e adolescentes.
Quem ainda não possui o documento deve providenciá-lo. A falta do CPF pode deixar o cadastro incompleto e impedir o uso das informações para concessão de determinados benefícios.
Quando o CadÚnico precisa ser atualizado
A atualização deve ser feita, no máximo, a cada dois anos. Mesmo que nada tenha mudado, a família precisa confirmar que as informações continuam corretas.
Também é necessário atualizar o cadastro sempre que ocorrer alguma alteração importante, como:
- nascimento ou falecimento de um integrante;
- mudança de endereço;
- entrada ou saída de alguém da residência;
- casamento ou separação;
- mudança de escola;
- perda ou início de emprego;
- aumento ou redução da renda;
- alteração de telefone;
- mudança de cidade.
Não é recomendável esperar completar dois anos quando houve uma dessas modificações. Os programas sociais fazem cruzamentos com outras bases públicas e podem identificar divergências.
Dados inconsistentes podem provocar convocação para averiguação, bloqueio temporário ou suspensão de pagamentos até que a família esclareça a situação.
Cadastro desatualizado pode bloquear o Bolsa Família?
A falta de atualização pode contribuir para bloqueios, principalmente quando o cadastro ultrapassa o prazo de dois anos ou apresenta divergências de renda, endereço e composição familiar.
O bloqueio, entretanto, também pode ocorrer por outros motivos. O Bolsa Família possui regras próprias relacionadas à renda, frequência escolar, acompanhamento de saúde e situação cadastral.
Ao atualizar os dados, a família não recebe necessariamente o pagamento no mesmo momento. As informações precisam ser processadas e analisadas pelo programa.
Quem já teve o benefício bloqueado deve apresentar a documentação solicitada e acompanhar a situação pelo aplicativo Bolsa Família, pelo aplicativo Cadastro Único ou pelos canais de atendimento do município.
Fazer o CadÚnico garante o recebimento de benefício?
Não. Essa é uma das dúvidas mais importantes para quem procura o ônibus.
O Cadastro Único funciona como uma base de informações sobre as famílias brasileiras de baixa renda. Governos federal, estaduais e municipais utilizam esses dados para identificar possíveis beneficiários.
Cada programa, porém, possui suas próprias exigências. A inscrição não garante automaticamente:
- entrada no Bolsa Família;
- concessão do BPC;
- desconto na conta de energia;
- recebimento de auxílio habitacional;
- isenção em taxas;
- pagamento imediato de qualquer valor.
No Bolsa Família, por exemplo, o limite de renda é diferente do parâmetro geral usado para a inscrição no CadÚnico. Já no BPC, são analisados idade ou deficiência, renda, composição familiar e situação de vulnerabilidade.
Mesmo sem garantir a aprovação, manter o cadastro correto é indispensável para que a família possa ser identificada e analisada pelos programas.
Quais benefícios utilizam o Cadastro Único
Mais de 40 políticas públicas utilizam informações do CadÚnico. Entre as mais conhecidas estão:
- Bolsa Família;
- Benefício de Prestação Continuada;
- Tarifa Social de Energia Elétrica;
- Auxílio Gás;
- Pé-de-Meia;
- Minha Casa, Minha Vida;
- Carteira da Pessoa Idosa;
- ID Jovem;
- isenção da taxa de inscrição em concursos públicos federais;
- programas estaduais e municipais.
As regras não são iguais. Uma família pode atender aos requisitos de um programa e não se enquadrar em outro.
Por isso, as orientações oferecidas na unidade móvel são importantes. O morador pode descobrir quais programas usam o cadastro e quais critérios ainda precisa cumprir.
Como funciona a entrevista do CadÚnico
Durante o atendimento, o responsável familiar responde perguntas sobre todas as pessoas que moram na residência e compartilham renda ou despesas.
São coletadas informações sobre:
- endereço e características da casa;
- quantidade de moradores;
- documentação pessoal;
- relação de parentesco;
- escolaridade;
- trabalho e renda;
- deficiência;
- despesas e condições de vida;
- participação em programas sociais.
As respostas devem retratar a realidade da família. Omitir renda ou excluir artificialmente uma pessoa que mora na residência pode gerar pendências e até cancelamento de benefícios.
O entrevistador pode pedir esclarecimentos e documentos adicionais. O responsável deve revisar as informações antes de concluir o atendimento.
Quem mora sozinho pode atualizar no ônibus?
Famílias formadas por apenas uma pessoa, chamadas de unipessoais, estão sujeitas a controles específicos. Em determinadas situações, a inclusão ou a atualização exige entrevista domiciliar.
Por isso, quem mora sozinho pode procurar a unidade para receber orientação, mas a conclusão do procedimento dependerá das regras aplicáveis ao caso.
O atendimento móvel poderá verificar o cadastro, informar se existe alguma pendência e orientar sobre a necessidade de visita ao endereço.
A exigência de entrevista domiciliar busca confirmar que a pessoa realmente vive sozinha e não faz parte de outro núcleo familiar.
É preciso fazer agendamento?
A divulgação oficial informa os locais, dias e horários, mas não menciona a necessidade de agendamento prévio.
Como a capacidade diária da unidade móvel pode ser limitada, o ideal é comparecer cedo, com os documentos organizados. Também é recomendável acompanhar os canais da Prefeitura para verificar eventuais mudanças ou orientações sobre distribuição de senhas.
O atendimento é gratuito. Nenhuma pessoa precisa pagar para fazer inscrição, atualização ou consulta no Cadastro Único.
Como consultar a situação do cadastro
Depois do atendimento, a família pode consultar os dados pelo aplicativo Cadastro Único ou pela versão disponível na internet.
A ferramenta permite verificar:
- código familiar;
- Número de Identificação Social;
- data da última atualização;
- integrantes cadastrados;
- situação cadastral;
- postos de atendimento;
- eventuais mensagens ou orientações.
A consulta não substitui o atendimento presencial quando é necessário alterar informações. Mudanças na renda, endereço ou composição familiar precisam ser informadas em um posto autorizado.
Dúvidas gerais também podem ser esclarecidas pelo telefone 121, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. A ligação é gratuita.
Por que o atendimento móvel é importante
Para muitas famílias, chegar a um posto fixo significa gastar com passagem, organizar o cuidado das crianças e enfrentar filas longe de casa.
A Unidade Móvel reduz essas barreiras ao levar os entrevistadores diretamente aos bairros. Desde setembro de 2025, o ônibus percorre diferentes áreas do Recife com atendimentos descentralizados.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social e Combate à Fome, Pâmela Alves, a estratégia busca aproximar os serviços públicos da população e evitar que famílias tenham benefícios interrompidos por falta de atualização.
A passagem pelo Ibura e pelo Bongi oferece uma oportunidade principalmente para quem está com o cadastro vencido, mudou de endereço ou teve alteração na renda familiar.
O que fazer antes de comparecer
Para tornar o atendimento mais rápido, a família deve:
- Separar os documentos do responsável familiar.
- Reunir os CPFs de todos os integrantes.
- Levar comprovante de residência recente.
- Conferir quem realmente mora no endereço.
- Anotar a renda de cada pessoa.
- Separar documentos de trabalho e benefícios.
- Levar comprovantes escolares das crianças, se disponíveis.
- Chegar com antecedência.
- Conferir as informações antes de encerrar a entrevista.
Quem estiver com documentos ausentes deve procurar orientação. A equipe poderá explicar como regularizar a pendência e concluir o cadastro posteriormente.
Atendimento aproxima o CadÚnico das famílias
A Unidade Móvel do CadÚnico permanece no Ibura de Baixo até 14 de agosto e segue para o Bongi entre os dias 18 e 21. Nos dois locais, o atendimento ocorrerá das 9h às 15h.
A principal recomendação é não deixar a organização para a última hora. O responsável deve levar seus documentos, comprovante de residência e os CPFs de todos os integrantes da família.
Fazer ou atualizar o cadastro não libera automaticamente um benefício, mas permite que os órgãos públicos conheçam a realidade da família e verifiquem seu possível enquadramento nos programas sociais.
Perguntas frequentes

Até quando o ônibus do CadÚnico fica no Ibura?
A unidade permanece na Rua Rio Brígida, 508, no Ibura de Baixo, até 14 de agosto de 2026. O atendimento ocorre das 9h às 15h.
Quando o ônibus atenderá no Bongi?
O atendimento no Bongi será realizado de 18 a 21 de agosto de 2026, das 9h às 15h, em frente à Creche do Bongi, na Rua Major Mário Portela, 686.
Precisa pagar para atualizar o CadÚnico?
Não. A inscrição, a atualização e as orientações oferecidas pela unidade móvel são gratuitas.
Quais documentos devem ser levados?
O responsável familiar deve levar identidade, CPF, título de eleitor, comprovante de residência e os CPFs de todos os integrantes da família.
É necessário levar toda a família?
Normalmente, o responsável familiar presta as informações sobre os demais integrantes. Casos específicos podem exigir a presença de outras pessoas ou documentos complementares.
Quem atualiza o CadÚnico volta a receber o Bolsa Família?
Não automaticamente. Depois da atualização, os dados são processados e o programa verifica se a família continua cumprindo todos os critérios.
Quem mora sozinho pode ser atendido?
Pode procurar a unidade para receber orientação. No entanto, a inclusão ou atualização de família unipessoal pode depender de entrevista domiciliar.
De quanto em quanto tempo o cadastro deve ser atualizado?
O CadÚnico deve ser atualizado, no máximo, a cada dois anos ou sempre que houver mudança de renda, endereço ou composição familiar.
