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Orkut de volta? Fundador articula retorno com executivos de SP e memórias das comunidades

Orkut Buyukkokten articula relançamento da rede social com executivos paulistas e aposta em comunidades e IA para resgatar conexões genuínas.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Orkut

Quase uma década após o fim oficial do Orkut, a icônica rede social que marcou a vida digital de milhões de brasileiros pode estar prestes a renascer. O engenheiro turco Orkut Buyukkokten, criador da plataforma, revelou nesta semana planos concretos para trazer de volta a rede que foi sinônimo de comunidade e conexão no início dos anos 2000.

Durante participação no Rio Innovation Week, evento de tecnologia e inovação realizado no Brasil, Buyukkokten surpreendeu o público ao anunciar negociações com executivos de São Paulo para impulsionar o retorno da rede social. A cidade, segundo ele, representa um polo estratégico por sua efervescência cultural e seu ecossistema inovador.

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Imagem: Reprodução

O Orkut nasceu com o objetivo de aproximar pessoas por afinidades, em uma era pré-algoritmos e antes da ascensão dos influenciadores digitais. Com mais de 300 milhões de usuários no auge, a rede se consolidou com seus famosos depoimentos, scraps e principalmente pelas comunidades, espaços onde milhares se reuniam para compartilhar pensamentos e paixões.

Na nova proposta, Orkut pretende resgatar esse modelo, agora incorporando inteligência artificial e aprendizado de máquina, mas com um diferencial: a preservação da autenticidade. Ele afirma que as redes sociais de hoje são dominadas por conteúdos superficiais e voltados à autopromoção, o que distancia as pessoas em vez de conectá-las.

“Hoje, as redes isolam mais do que conectam. A essência do Orkut era unir em torno de ideias compartilhadas. Podemos resgatar isso com ajuda da tecnologia”, declarou Buyukkokten durante o evento.

São Paulo no centro da estratégia de relançamento

O retorno da rede está sendo cuidadosamente articulado com empresários e especialistas em tecnologia com base em São Paulo. Buyukkokten tem se reunido com investidores e desenvolvedores locais, buscando formar uma equipe sólida para dar vida à nova versão da plataforma.

Segundo ele, a escolha da cidade não é por acaso. “São Paulo é vibrante, criativa e multicultural. É o lugar ideal para construir uma rede global que celebre a diversidade”, disse o engenheiro.

O fascínio do criador pelo Brasil não é recente. O país foi o principal mercado do Orkut por anos, e a recepção calorosa dos brasileiros sempre foi destacada por Buyukkokten como um dos fatores de sucesso da rede.

O legado das comunidades: memória afetiva e engajamento

Imagem: Reprodução/Orkut

A possível volta do Orkut rapidamente viralizou nas redes sociais e reacendeu a memória coletiva dos internautas. Milhares relembraram com humor e carinho as comunidades clássicas, como “Eu Odeio Acordar Cedo”, “Eu Amo Minha Mãe”, “Tenho preguiça até de sentir preguiça” e tantas outras que marcaram a juventude de uma geração.

As comunidades, na visão do fundador, foram um dos principais diferenciais da rede, pois incentivavam a formação de laços por afinidade, em vez de focar apenas na imagem pessoal.

“As pessoas no Orkut se reuniam porque tinham algo em comum. Não era sobre parecer melhor que os outros, mas sobre pertencer”, explicou.

O que esperar do novo Orkut?

Ainda não há uma data oficial de relançamento da rede social, mas os movimentos de bastidores indicam que o projeto já está em fase avançada. Desde 2022, o antigo site oficial do Orkut foi reativado com uma mensagem misteriosa prometendo novidades em breve, o que aumentou as especulações.

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Entre as funcionalidades esperadas, o novo Orkut deve manter a ideia das comunidades, mas com recursos aprimorados por tecnologias de ponta, como algoritmos de recomendação mais éticos, moderação participativa, e uma ênfase em privacidade e bem-estar digital.

Além disso, o criador pretende desenvolver uma plataforma que valorize a contribuição dos usuários, evitando os vícios atuais da economia da atenção.

Uma resposta ao atual cenário das redes sociais?

O anúncio de Orkut ocorre em um momento de descrédito crescente com as grandes plataformas sociais. A compra do Twitter por Elon Musk, a insatisfação com o Facebook e as mudanças nos algoritmos do Instagram e TikTok têm gerado frustração entre os usuários.

Nesse contexto, o retorno do Orkut aparece como uma alternativa nostálgica, mas também necessária, segundo muitos internautas. A promessa de um espaço digital menos tóxico, mais amigável e focado em interações significativas, pode atender a uma demanda crescente por mudanças nas dinâmicas sociais online.

Internautas reagem com empolgação e cautela

A repercussão nas redes foi imediata. No X (antigo Twitter) e no Instagram, usuários compartilharam lembranças de seus perfis antigos e torcem para que o novo Orkut mantenha o espírito original. Entretanto, muitos também pedem transparência sobre segurança digital, coleta de dados e combate a fake news, desafios inevitáveis em qualquer plataforma moderna.

“Só volto se tiver depoimento, ranking de fãs e comunidade do ‘Odeio Segunda-feira’”, brincou um usuário. Outro comentou: “Espero que seja um lugar com menos filtros e mais humanidade”.

Imagem: Orkut/Reprodução

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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