Foi aprovado na semana passada, pela Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o Projeto de Lei sobre a redução do imposto de doações e heranças. Porém, a decisão foi motivo de polêmica para especialistas no assunto.
Ótima notícia: deputados aprovam redução de imposto
Redução de tributo sobre herança foi aprovado em São Paulo, com mudança de alíquota de 4% para 1%. Entenda mais.
Isso porque, caso seja aprovada a medida, a arrecadação do estado será bastante afetada, o que pode não significar uma boa decisão.
Redução de imposto sobre doações e heranças
Se o projeto for sancionado, a alíquota sofrerá a mudança de 4% para 0,5% no caso de tributação sobre doações, e irá de 4% para 1% no caso de tributação sobre heranças.
Diversos políticos se mostraram contra a mudança. De acordo com Felipe Salto, secretário da Fazenda de São Paulo, o caminho a seguir deveria ser o oposto do que propõe o projeto, como um aumento do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).
Agora, o projeto precisa passar por análise de Rodrigo Garcia, do PSDB. O governador tem até o dia 31 de dezembro para sancionar ou não a mudança. Caso ele não se manifeste, a responsabilidade fica para o governador eleito, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, a partir de 1º de janeiro.
Segundo estimativas da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, se aprovado, o projeto fará com que a arrecadação do estado caia em R$ 4 bilhões ao ano.
Quando questionado sobre o assunto, o governador atual de São Paulo não deixou claro se pretende ou não sancionar a medida. O autor do projeto é o deputado Frederico D’Ávila, do PL, que defende sua ideia:
“diversos estudos apontam que impostos menores atraem mais investidores, aumentam a arrecadação, aceleram a produtividade, as exportações e aumenta o consumo”.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Já para diversos outros especialistas no assunto, inclusive para Gabriel Quintanilha, professor de Direito Tributário, a mudança proposta é uma péssima ideia levando em consideração o prejuízo que trará ao estado.
“O governo vai ter de prever outras formas de compensação e pode ter que aumentar outros impostos”, finaliza Quintanilha.
Imagem: lovelyday12/shutterstock.com
Pode ser do seu interesse:
