Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Outra grande varejista prepara recuperação judicial

A varejista fechou diversas unidades em fevereiro deste ano. A crise financeira já causou prejuízos de R$ 117 milhões.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Pessoa agachada fechando porta sanfonada de uma loja varejista.

A varejista PoupaFarma deverá entrar com processo de recuperação judicial nas próximas semanas, de acordo com o jornal Valor Econômico. A rede de farmácias passa por uma crise financeira que já causou prejuízos de R$ 117 milhões. No dia 21 de fevereiro, a varejista pediu uma tutela antecipada à Justiça como preparação para a recuperação. 

O pedido protege a varejista contra cobranças. Assim, a 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos de Arbitragem de São Paulo está analisando a solicitação. 

A Investfarma, holding da rede de farmácias, é requerente na ação. As informações do jornal apontam para uma crise financeira que atinge um faturamento anual de R$ 680 milhões.

Empresa afirmou que teve dificuldades para obter linhas de crédito no mercado

A empresa afirmou à Justiça que teve dificuldades para obter linhas de crédito no mercado. Nos documentos, a companhia informou ainda que a holding sentiu os efeitos da pandemia de Covid-19 e a alta das taxas de juros no país. Além disso, a desconfiança gerada pela crise no setor varejista elevou a percepção de risco. 

De acordo com o grupo, eles estão procurando “estabelecer um processo colaborativo de recuperação e, por isso, não acelerou a via judicial antes de criar uma agenda compartilhada de alinhamentos”.

Varejista fechou unidades em fevereiro

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A PoupaFarma fechou unidades no início de fevereiro e diversos empregados foram demitidos. No entanto, a varejista nega a informação. Os funcionários desligados ainda não receberam a rescisão. Além disso, alguns trabalhadores denunciam o atraso e até mesmo a falta de documentos que permitam retirar o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

De acordo com o Sindicato dos Práticos de Farmácia de Santos e Região (Sinprafarma), a varejista informou que o atraso nos pagamentos ocorreu devido ao fato de a rede estar realizando os cálculos dos valores devidos a cada trabalhador.

Imagem: Jorge Aguado Martin/Shutterstock

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

Topicos relacionados