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Padre Kelmon pede na Justiça indenização de R$ 500.000

Na eleição presidencial, candidato não foi reconhecido pela Igreja Ortodoxa. A defesa alega que Kelmon teve a imagem e dignidade abaladas.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval3 min de leitura
Imagem do político e padre Kelmon sentado em cadeira com as mãos juntas enquanto dá entrevista

Durante as eleições presidenciais de 2022, a disputa foi acirrada entre dois candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Messias Bolsonaro (PL). Porém, outros candidatos se destacaram, mas não por suas habilidades políticas, mas, sim, por serem figuras ‘diferentes’ no meio político.

Uma dessas pessoas foi o candidato padre Kelmon (PTB), que além de engrossar a oposição ao candidato petista, também chamava a atenção pelo traje usado: uma batina, um grande crucifixo pendurado ao pescoço e um chapéu de clero.

O então candidato se apresentava como representante da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil. Porém, a igreja não reconheceu Kelmon como representante da congregação.

Por se sentir lesado, Kelmon entrou com pedido de indenização na Justiça no valor de R$ 500 mil e também um direito de resposta.

Igrejas não reconhecem o padre Kelmon

Padre Kelmon surgiu no cenário político como vice de Roberto Jefferson e assumiu como principal candidato do PTB, após a candidatura de Jefferson ser cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante os debates na televisão, padre Kelmon sempre trazia à tona o nome da instituição.

No entanto, ainda durante a corrida eleitoral, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil emitiu uma nota alegando que o referido candidato não pertencia à igreja.

Ainda durante a campanha, Kelmon afirmou fazer parte da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa del Peru, no entanto, essa congregação não é reconhecida pelas instituições canônicas do antigo patriarcado ortodoxo.

Em dezembro, Kelmon foi desligado da igreja ficando proibido de realizar missas em nome da instituição. Apoiadores dos demais candidatos começaram a chamar Kelmon de ‘o falso padre’.

Pedido de indenização e direito de resposta

O pedido por danos morais foi divulgado nesta terça-feira (21) na coluna de Malu Gaspar, do Jornal O Globo. A defesa do padre Kelmon relatou que seu cliente ficou com a imagem e dignidade abaladas, após ter sido divulgada a notícia de que ele era um falso padre.

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No processo foi solicitado uma indenização de R$ 500 mil por danos morais e também um direito de resposta destinado à igreja.

A igreja, por sua vez, contou ao O Globo, que ainda vai procurar um advogado para montar sua defesa, já que não conta com setor jurídico.

Em resumo, Kelmon conta que aos 19 anos foi despertado para a vida religiosa, se dedicando ao serviço da juventude. Depois disso se tornou seminarista na Igreja Católica e, em seguida, passou para a Igreja Ortodoxa.

Imagem: Facebook / Reprodução

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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