Durante as eleições presidenciais de 2022, a disputa foi acirrada entre dois candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Messias Bolsonaro (PL). Porém, outros candidatos se destacaram, mas não por suas habilidades políticas, mas, sim, por serem figuras ‘diferentes’ no meio político.
Padre Kelmon pede na Justiça indenização de R$ 500.000
Na eleição presidencial, candidato não foi reconhecido pela Igreja Ortodoxa. A defesa alega que Kelmon teve a imagem e dignidade abaladas.
Uma dessas pessoas foi o candidato padre Kelmon (PTB), que além de engrossar a oposição ao candidato petista, também chamava a atenção pelo traje usado: uma batina, um grande crucifixo pendurado ao pescoço e um chapéu de clero.
O então candidato se apresentava como representante da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil. Porém, a igreja não reconheceu Kelmon como representante da congregação.
Por se sentir lesado, Kelmon entrou com pedido de indenização na Justiça no valor de R$ 500 mil e também um direito de resposta.
Igrejas não reconhecem o padre Kelmon
Padre Kelmon surgiu no cenário político como vice de Roberto Jefferson e assumiu como principal candidato do PTB, após a candidatura de Jefferson ser cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante os debates na televisão, padre Kelmon sempre trazia à tona o nome da instituição.
No entanto, ainda durante a corrida eleitoral, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil emitiu uma nota alegando que o referido candidato não pertencia à igreja.
Ainda durante a campanha, Kelmon afirmou fazer parte da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa del Peru, no entanto, essa congregação não é reconhecida pelas instituições canônicas do antigo patriarcado ortodoxo.
Em dezembro, Kelmon foi desligado da igreja ficando proibido de realizar missas em nome da instituição. Apoiadores dos demais candidatos começaram a chamar Kelmon de ‘o falso padre’.
Pedido de indenização e direito de resposta
O pedido por danos morais foi divulgado nesta terça-feira (21) na coluna de Malu Gaspar, do Jornal O Globo. A defesa do padre Kelmon relatou que seu cliente ficou com a imagem e dignidade abaladas, após ter sido divulgada a notícia de que ele era um falso padre.
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No processo foi solicitado uma indenização de R$ 500 mil por danos morais e também um direito de resposta destinado à igreja.
A igreja, por sua vez, contou ao O Globo, que ainda vai procurar um advogado para montar sua defesa, já que não conta com setor jurídico.
Em resumo, Kelmon conta que aos 19 anos foi despertado para a vida religiosa, se dedicando ao serviço da juventude. Depois disso se tornou seminarista na Igreja Católica e, em seguida, passou para a Igreja Ortodoxa.
Imagem: Facebook / Reprodução
