A Pagaleve, fintech brasileira especializada em parcelar compras via PIX, concluiu uma rodada de investimentos que somou R$ 160 milhões, combinando aportes de equity e do FIDC da companhia. A operação foi liderada pela gestora australiana OIF Ventures e pelo fundo asiático Sun Hung Kai & Co, com participação de investidores como Credit Saison e Endeavor Catalyst.
Pagaleve, fintech do ‘carnê no Pix’, já vale R$ 1 bilhão após captar R$ 160 milhões
A fintech Pagaleve levanta R$ 160 milhões e alcança valuation de R$ 1 bilhão, oferecendo parcelamento via PIX sem juros para milhões de brasileiros.
Além dos novos aportes, 12 acionistas atuais, incluindo Salesforce Ventures e BB Ventures, reforçaram suas posições, consolidando o crescimento estratégico da startup.
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Valuation da Pagaleve ultrapassa R$ 1 bilhão

Com a nova rodada, a Pagaleve atingiu um valuation próximo de R$ 1 bilhão, alcançando status de unicórnio. O CEO e fundador Henrique Weaver, que tem passagem por empresas como McKinsey, Uber e Coca-Cola, afirma que o crescimento reflete a demanda por soluções de pagamento que não dependam de cartão de crédito.
Junto a Weaver, Michael Greer, ex-executivo do unicórnio australiano Zip, fundou a Pagaleve há quatro anos, com o objetivo de oferecer parcelamento no e-commerce via PIX, acessível mesmo para quem não possui cartão de crédito ou opera com limites reduzidos.
Modelo inovador de “carnezinho” digital
A Pagaleve popularizou o que Weaver chama de “carnezinho gostoso” no universo digital, permitindo parcelamentos quinzenais em 4x sem juros. Cerca de 40% dos brasileiros não têm acesso a cartões de crédito, o que tornou o modelo da fintech altamente relevante.
A empresa cobra dos lojistas apenas uma taxa por transação, semelhante à dos cartões de crédito: 8% + R$ 0,80, com possibilidade de negociação conforme o tamanho do cliente. O risco de crédito é integralmente assumido pela Pagaleve, garantindo segurança para consumidores e lojistas.
Tecnologia e AI no motor de risco da Pagaleve
Um dos grandes diferenciais da Pagaleve é o uso de inteligência artificial (AI) para análise de crédito. O sistema avalia mais de 100 variáveis por transação, incluindo horário da compra, dispositivo utilizado e até características do produto. Essa análise sofisticada permite:
- Aprovação de mais transações sem aumentar o risco
- Redução da inadimplência, que atualmente é de apenas 2%
- Coeficiente KS de 45%, superior ao padrão bancário de 20-25%
Segundo Weaver, a tecnologia identifica nuances que analistas humanos não conseguiriam detectar, permitindo a expansão segura da base de clientes.
Expansão e performance da fintech

Atualmente, a Pagaleve atende varejistas como AliExpress, Temu, Pague Menos, Reserva, Vivara e Diesel, e já alcançou 5 milhões de consumidores. A receita cresceu 6x nos últimos 12 meses, e a expectativa é atingir R$ 500 milhões de receita anualizada até o fim de 2026.
A fintech opera em breakeven desde o fim do ano passado e já é lucrativa. Apesar do anúncio do PIX parcelado pelo Banco Central, a Pagaleve mantém vantagem competitiva ao integrar o parcelamento diretamente no checkout dos varejistas, sem juros e com menos fricções para o consumidor.
Crescimento orgânico e fidelização
O crescimento da Pagaleve é, em grande parte, orgânico. A fintech atrai 150 mil novos consumidores por mês, com 75% da receita vindo de clientes recorrentes. Essa fidelização se deve à experiência simplificada e à confiabilidade do sistema de parcelamento via PIX.
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A empresa não prevê necessidade de novos aportes no curto prazo, mas planeja continuar lançando rodadas do FIDC para apoiar a expansão sustentável.
Impacto no mercado brasileiro de fintechs
O modelo da Pagaleve representa uma mudança significativa no setor de pagamentos e crédito. Ao oferecer parcelamento sem juros e integração direta com varejistas, a startup se destaca frente a soluções tradicionais e novos produtos do mercado, como o PIX parcelado do Banco Central, que opera como empréstimo pessoal com juros.
A proposta da Pagaleve fortalece o ecossistema BNPL (Buy Now, Pay Later) no Brasil, ampliando o acesso ao consumo digital para milhões de brasileiros.
Perspectivas futuras

Henrique Weaver afirma que a fintech continuará expandindo com foco em rentabilidade, tecnologia e experiência do usuário. O crescimento da base de clientes e a eficiência do motor de risco são pilares estratégicos para alcançar novas metas financeiras.
O sucesso da Pagaleve também pode incentivar outras fintechs a explorar soluções de pagamento via PIX, contribuindo para a digitalização do comércio e inclusão financeira.
Conclusão
A rodada de R$ 160 milhões confirma a força da Pagaleve no mercado brasileiro e seu potencial de crescimento internacional. Com tecnologia avançada, inovação no modelo de parcelamento e base de clientes crescente, a fintech consolida seu lugar como uma das principais referências em PIX parcelado e soluções BNPL no país.
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