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Pagamento de PIS/Pasep esquecido: saiba como sacar o valor!

Milhares de brasileiros têm direito a sacar valores esquecidos do PIS/PASEP. Veja como consultar, quem pode receber e até quando solicitar.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
PIS/Pasep

Entre os anos de 1971 e 1988, milhões de trabalhadores brasileiros contribuíram para os fundos PIS (Programa de Integração Social) e Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). O que muitos não sabem é que ainda há valores disponíveis para saque — os chamados “valores esquecidos” — aguardando resgate.

Com novas iniciativas do governo federal, a consulta e o saque desses montantes do PIS/Pasep ficaram mais fáceis, mas é preciso agir rápido: os recursos estão sendo transferidos ao Tesouro Nacional e há prazos definidos para solicitar o resgate.

O que são os valores esquecidos do PIS/PASEP?

PIS/Pasep
Imagem: Freepik e Canva

Entendendo o fundo

Os fundos PIS e Pasep foram criados para formar um patrimônio a longo prazo para os trabalhadores do setor privado e servidores públicos, respectivamente. Durante anos, os empregadores depositaram cotas em nome dos trabalhadores. No entanto, muitas dessas cotas nunca foram resgatadas.

Leia mais: PIS/Pasep 2025: veja a data de pagamento do próximo lote do abono salarial

Cotas são diferentes do abono salarial

É importante não confundir as cotas do PIS/PASEP com o abono salarial anual pago a quem trabalhou com carteira assinada no ano-base anterior. As cotas referem-se a depósitos realizados entre 1971 e 1988 e só são devidas a quem estava no mercado de trabalho formal nesse período.

O que mudou com a nova legislação?

Transferência dos valores ao Tesouro Nacional

Com a aprovação da PEC da Transição, os valores esquecidos do PIS/PASEP foram autorizados a serem transferidos para o Tesouro Nacional. Isso significa que, a partir de agosto de 2025, os recursos não estarão mais sob gestão do FGTS ou do Ministério do Trabalho e poderão ser utilizados pelo governo.

Prazos e condições

A lei prevê que os beneficiários terão até 5 de agosto de 2025 para realizar o saque direto. Após esse período, ainda será possível requisitar os valores por meio de um processo administrativo, dentro de um prazo de cinco anos. Após isso, os valores serão definitivamente perdidos.

Direito ao saque

Trabalhadores que contribuíram entre 1971 e 1988

Têm direito ao saque das cotas os trabalhadores que atuaram com carteira assinada no setor privado (PIS) ou como servidores públicos (Pasep) entre 1971 e 1988 e que ainda não sacaram os valores.

Herdeiros e dependentes

Em caso de falecimento do titular, herdeiros legais e dependentes podem requisitar os valores mediante apresentação de documentação comprobatória, como certidão de óbito, inventário ou declaração de dependência econômica.

Como realizar o saque dos valores esquecidos?

Via aplicativo FGTS

Após a solicitação, é possível cadastrar uma conta bancária para receber os valores diretamente, sem necessidade de ir até uma agência da Caixa Econômica Federal.

Atendimento presencial

Quem preferir também pode se dirigir a uma agência da Caixa com documento oficial com foto e CPF. Em caso de herdeiros, é necessário levar documentos que comprovem a sucessão.

Qual o valor médio a receber?

De acordo com informações da Caixa Econômica Federal, o valor médio recebido pelos beneficiários gira em torno de R$ 2.300, podendo variar conforme o tempo de contribuição e os reajustes acumulados.

E se eu não sacar até agosto?

Recurso administrativo

Após 5 de agosto de 2025, o saque direto deixa de ser possível. No entanto, o cidadão ainda poderá apresentar um pedido formal ao governo, por meio de recurso administrativo, que será analisado individualmente.

Após 5 anos: valores perdidos

Segundo o Conselho Curador do FGTS, o prazo final para solicitação é de cinco anos após a incorporação ao Tesouro Nacional. Depois disso, não haverá mais possibilidade de saque.

Outras opções financeiras disponíveis

fgts
Imagem: Canva – Freepik

Se você precisa de recursos mais imediatos, existem alternativas no mercado de crédito que podem ajudar:

Empréstimos com FGTS

  • Antecipação do Saque-Aniversário: taxa a partir de 1,29% ao mês
  • Crédito consignado privado para CLT: condições sob consulta

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Perguntas frequentes sobre PIS/PASEP

O que são as cotas do PIS/PASEP?

São valores depositados entre 1971 e 1988 para trabalhadores da iniciativa pública e privada, que formavam um fundo patrimonial e não foram sacados até hoje.

Posso sacar os valores pela internet?

Sim. O saque pode ser feito pelo aplicativo FGTS, inclusive com transferência para conta bancária de sua titularidade.

Até quando posso sacar o valor?

O saque direto pode ser feito até 5 de agosto de 2025. Após essa data, o cidadão ainda pode solicitar via processo administrativo por até 5 anos.

Posso consultar sem CPF?

Não. É necessário CPF e acesso à conta gov.br para realizar a consulta no aplicativo FGTS.

E se o trabalhador faleceu?

Os herdeiros legais ou dependentes podem requisitar o saque, mediante apresentação de documentos comprobatórios.

Considerações finais

Os valores esquecidos do PIS/PASEP representam uma oportunidade real de resgatar dinheiro que muitos brasileiros sequer sabem que têm direito. Com a possibilidade de consulta e saque digital, ficou mais fácil acessar o benefício. No entanto, os prazos são claros: é preciso agir antes que os valores sejam incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional.

Se você ou um familiar trabalhou entre 1971 e 1988, vale a pena conferir se há cotas disponíveis. Um direito seu pode estar esperando por você.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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