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Pagamento por Pix com biometria dispensa “copia e cola” em compras pela internet

Pix por biometria estreia no e-commerce brasileiro. Saiba como funciona, quem pode usar, vantagens, segurança e o que muda nas compras online.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
Pix

Fazer uma compra pela internet com Pix costuma exigir uma sequência de etapas: copiar um código, abrir o aplicativo do banco, confirmar o pagamento e voltar à loja para concluir o pedido. A partir de julho de 2026, esse processo começa a mudar com a chegada do Pix por biometria ao comércio eletrônico brasileiro.

A novidade é resultado de uma parceria entre a Getnet e a Mastercard e utiliza a infraestrutura do Open Finance do Banco Central para permitir que o pagamento seja autorizado diretamente na página da loja, por meio da biometria já cadastrada no dispositivo do usuário, como reconhecimento facial ou impressão digital.

A expectativa do setor é tornar o checkout mais rápido, reduzir a desistência de consumidores durante a finalização da compra e oferecer uma experiência semelhante à dos cartões salvos em plataformas digitais. Ao longo deste artigo, você entende como a tecnologia funciona, quem poderá utilizá-la, quais são os requisitos e o que muda na prática.

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Como funciona o Pix por biometria nas compras online

Pix
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A nova modalidade integra três tecnologias já existentes: o Pix, o Open Finance e a biometria do próprio celular ou computador.

Na prática, o consumidor escolhe o Pix como forma de pagamento normalmente. Em vez de copiar um código ou escanear um QR Code, a autenticação acontece diretamente na página da loja utilizando a impressão digital ou o reconhecimento facial do aparelho.

Após essa confirmação, a ordem de pagamento é enviada automaticamente ao banco autorizado pelo cliente, sem necessidade de abrir outro aplicativo.

O processo acontece em poucos segundos, reduzindo uma das etapas que mais geram abandono de carrinhos no comércio eletrônico.

O que muda para quem compra pela internet

Até então, o pagamento via Pix no e-commerce exigia uma troca constante entre aplicativos.

O consumidor precisava interromper a compra, acessar o aplicativo bancário, localizar a função Pix, colar o código ou escanear o QR Code e somente depois retornar ao site da loja.

Com a nova solução, toda essa jornada acontece dentro do ambiente do e-commerce.

Na prática, a experiência passa a se aproximar dos pagamentos realizados com cartões previamente cadastrados, mas utilizando saldo disponível na conta bancária.

Isso representa uma redução no número de etapas até a conclusão da compra, tornando o processo mais rápido e intuitivo.

Como será o primeiro cadastro

Na primeira utilização, o consumidor ainda precisará realizar uma configuração inicial.

O procedimento inclui:

  • selecionar a instituição financeira onde deseja realizar os pagamentos;
  • autorizar o compartilhamento necessário por meio do Open Finance;
  • confirmar a autorização utilizando os mecanismos de segurança do banco.

Após essa etapa, o vínculo permanece registrado.

Nas compras seguintes, bastará escolher o Pix por biometria e autenticar a operação utilizando a digital ou o reconhecimento facial.

Passo a passo do pagamento

O funcionamento ocorre da seguinte forma:

  1. O consumidor escolhe o Pix por biometria na etapa de pagamento da loja virtual.
  2. Na primeira utilização, seleciona sua instituição financeira participante.
  3. Autoriza o compartilhamento da conta via Open Finance.
  4. Nas compras futuras, confirma apenas utilizando biometria ou outro método seguro de desbloqueio do aparelho.
  5. O pagamento é enviado automaticamente ao banco e a compra é aprovada sem sair do site.

Todo o fluxo acontece em poucos segundos.

O que é Open Finance e por que ele é essencial

O Open Finance é um sistema criado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros entre instituições mediante autorização expressa do cliente.

Essa infraestrutura foi desenvolvida para aumentar a concorrência entre instituições financeiras e facilitar o acesso a novos serviços.

No caso do Pix por biometria, o Open Finance permite que a loja virtual se comunique com a instituição financeira escolhida pelo consumidor de maneira segura.

O compartilhamento não ocorre automaticamente.

Toda autorização depende do consentimento do usuário, que pode cancelar esse vínculo posteriormente pelos canais da própria instituição financeira.

Qual é o papel da Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP)

Outro componente importante da nova tecnologia é a chamada Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP).

As ITPs são empresas autorizadas pelo Banco Central para iniciar pagamentos em nome do consumidor, sempre mediante autorização.

Essas instituições não armazenam o dinheiro do cliente.

Sua função é apenas transmitir a ordem de pagamento entre o comércio eletrônico e o banco responsável pela conta.

Na prática, elas atuam como uma ponte tecnológica que elimina a necessidade de o consumidor acessar diretamente o aplicativo bancário durante a compra.

Quem poderá utilizar a nova modalidade

A disponibilidade ocorrerá de forma gradual ao longo de 2026.

Para utilizar o recurso, o consumidor deverá atender a alguns requisitos:

  • possuir conta em instituição financeira participante do Open Finance;
  • utilizar um celular ou computador compatível com autenticação biométrica ou outro método seguro de desbloqueio;
  • realizar o primeiro vínculo entre sua conta bancária e a plataforma de pagamento.

Do lado dos lojistas, a implementação começa pelas empresas que utilizam as soluções da Getnet, inicialmente entre grandes varejistas, chegando posteriormente aos médios e pequenos comerciantes.

Por que o setor aposta na redução do abandono de carrinhos

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Um dos principais desafios do comércio eletrônico está na etapa final da compra.

Diversos estudos do mercado mostram que parte dos consumidores desiste da aquisição quando o processo de pagamento exige muitas etapas ou apresenta dificuldades técnicas.

No caso do Pix tradicional, fatores como códigos expirados, troca entre aplicativos, interrupções na conexão e demora para confirmar a transferência podem fazer com que o consumidor abandone o carrinho.

Ao reduzir essas etapas, a expectativa é aumentar a taxa de conversão das lojas virtuais.

O Pix continua seguro?

Sim. A proposta mantém os mecanismos de segurança já utilizados atualmente.

A autenticação ocorre utilizando os recursos de proteção do próprio dispositivo, como reconhecimento facial, impressão digital ou senha de desbloqueio.

Além disso, o compartilhamento entre instituições financeiras ocorre dentro das regras estabelecidas pelo Banco Central para o Open Finance.

Como acontece hoje, cada transação continua dependendo da autorização do titular da conta.

O crescimento do Pix explica a chegada da novidade

A expansão dessa modalidade acompanha a popularização do Pix desde seu lançamento em 2020.

Segundo dados do Banco Central, o sistema já reúne mais de 170 milhões de pessoas físicas cadastradas, mais de 19 milhões de empresas participantes, mais de 7 bilhões de transações realizadas por mês e movimentação superior a R$ 3 trilhões mensais.

Em 2025, o Pix também registrou um recorde diário superior a 313 milhões de operações em apenas um dia.

Esse crescimento estimulou o desenvolvimento de soluções capazes de tornar os pagamentos ainda mais rápidos e integrados ao ambiente digital.

O que esperar da implementação

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A chegada do Pix por biometria representa mais um passo na evolução dos pagamentos instantâneos no Brasil.

Embora a liberação aconteça gradualmente e inicialmente esteja restrita aos parceiros da Getnet, a expectativa é que outras empresas do setor adotem soluções semelhantes nos próximos meses, ampliando a oferta para consumidores e lojistas.

Se a tecnologia alcançar ampla adesão, a tendência é que o processo de pagamento por Pix fique praticamente invisível para o usuário, tornando as compras online mais rápidas, simples e integradas.

Conclusão

O Pix por biometria elimina uma das principais barreiras das compras online: a necessidade de interromper a navegação para acessar o aplicativo do banco. Utilizando a infraestrutura do Open Finance e a autenticação biométrica do próprio dispositivo, a nova modalidade promete agilizar o checkout sem abrir mão dos padrões de segurança estabelecidos pelo Banco Central.

Nos primeiros meses, a disponibilidade será gradual e dependerá da adesão de instituições financeiras e lojistas. Para o consumidor, basta verificar se o banco participa do Open Finance e acompanhar quando a funcionalidade estiver disponível na loja virtual utilizada.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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