Fazer uma compra pela internet com Pix costuma exigir uma sequência de etapas: copiar um código, abrir o aplicativo do banco, confirmar o pagamento e voltar à loja para concluir o pedido. A partir de julho de 2026, esse processo começa a mudar com a chegada do Pix por biometria ao comércio eletrônico brasileiro.
Pagamento por Pix com biometria dispensa “copia e cola” em compras pela internet
Pix por biometria estreia no e-commerce brasileiro. Saiba como funciona, quem pode usar, vantagens, segurança e o que muda nas compras online.
A novidade é resultado de uma parceria entre a Getnet e a Mastercard e utiliza a infraestrutura do Open Finance do Banco Central para permitir que o pagamento seja autorizado diretamente na página da loja, por meio da biometria já cadastrada no dispositivo do usuário, como reconhecimento facial ou impressão digital.
A expectativa do setor é tornar o checkout mais rápido, reduzir a desistência de consumidores durante a finalização da compra e oferecer uma experiência semelhante à dos cartões salvos em plataformas digitais. Ao longo deste artigo, você entende como a tecnologia funciona, quem poderá utilizá-la, quais são os requisitos e o que muda na prática.
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Como funciona o Pix por biometria nas compras online

A nova modalidade integra três tecnologias já existentes: o Pix, o Open Finance e a biometria do próprio celular ou computador.
Na prática, o consumidor escolhe o Pix como forma de pagamento normalmente. Em vez de copiar um código ou escanear um QR Code, a autenticação acontece diretamente na página da loja utilizando a impressão digital ou o reconhecimento facial do aparelho.
Após essa confirmação, a ordem de pagamento é enviada automaticamente ao banco autorizado pelo cliente, sem necessidade de abrir outro aplicativo.
O processo acontece em poucos segundos, reduzindo uma das etapas que mais geram abandono de carrinhos no comércio eletrônico.
O que muda para quem compra pela internet
Até então, o pagamento via Pix no e-commerce exigia uma troca constante entre aplicativos.
O consumidor precisava interromper a compra, acessar o aplicativo bancário, localizar a função Pix, colar o código ou escanear o QR Code e somente depois retornar ao site da loja.
Com a nova solução, toda essa jornada acontece dentro do ambiente do e-commerce.
Na prática, a experiência passa a se aproximar dos pagamentos realizados com cartões previamente cadastrados, mas utilizando saldo disponível na conta bancária.
Isso representa uma redução no número de etapas até a conclusão da compra, tornando o processo mais rápido e intuitivo.
Como será o primeiro cadastro
Na primeira utilização, o consumidor ainda precisará realizar uma configuração inicial.
O procedimento inclui:
- selecionar a instituição financeira onde deseja realizar os pagamentos;
- autorizar o compartilhamento necessário por meio do Open Finance;
- confirmar a autorização utilizando os mecanismos de segurança do banco.
Após essa etapa, o vínculo permanece registrado.
Nas compras seguintes, bastará escolher o Pix por biometria e autenticar a operação utilizando a digital ou o reconhecimento facial.
Passo a passo do pagamento
O funcionamento ocorre da seguinte forma:
- O consumidor escolhe o Pix por biometria na etapa de pagamento da loja virtual.
- Na primeira utilização, seleciona sua instituição financeira participante.
- Autoriza o compartilhamento da conta via Open Finance.
- Nas compras futuras, confirma apenas utilizando biometria ou outro método seguro de desbloqueio do aparelho.
- O pagamento é enviado automaticamente ao banco e a compra é aprovada sem sair do site.
Todo o fluxo acontece em poucos segundos.
O que é Open Finance e por que ele é essencial
O Open Finance é um sistema criado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros entre instituições mediante autorização expressa do cliente.
Essa infraestrutura foi desenvolvida para aumentar a concorrência entre instituições financeiras e facilitar o acesso a novos serviços.
No caso do Pix por biometria, o Open Finance permite que a loja virtual se comunique com a instituição financeira escolhida pelo consumidor de maneira segura.
O compartilhamento não ocorre automaticamente.
Toda autorização depende do consentimento do usuário, que pode cancelar esse vínculo posteriormente pelos canais da própria instituição financeira.
Qual é o papel da Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP)
Outro componente importante da nova tecnologia é a chamada Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP).
As ITPs são empresas autorizadas pelo Banco Central para iniciar pagamentos em nome do consumidor, sempre mediante autorização.
Essas instituições não armazenam o dinheiro do cliente.
Sua função é apenas transmitir a ordem de pagamento entre o comércio eletrônico e o banco responsável pela conta.
Na prática, elas atuam como uma ponte tecnológica que elimina a necessidade de o consumidor acessar diretamente o aplicativo bancário durante a compra.
Quem poderá utilizar a nova modalidade
A disponibilidade ocorrerá de forma gradual ao longo de 2026.
Para utilizar o recurso, o consumidor deverá atender a alguns requisitos:
- possuir conta em instituição financeira participante do Open Finance;
- utilizar um celular ou computador compatível com autenticação biométrica ou outro método seguro de desbloqueio;
- realizar o primeiro vínculo entre sua conta bancária e a plataforma de pagamento.
Do lado dos lojistas, a implementação começa pelas empresas que utilizam as soluções da Getnet, inicialmente entre grandes varejistas, chegando posteriormente aos médios e pequenos comerciantes.
Por que o setor aposta na redução do abandono de carrinhos
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Um dos principais desafios do comércio eletrônico está na etapa final da compra.
Diversos estudos do mercado mostram que parte dos consumidores desiste da aquisição quando o processo de pagamento exige muitas etapas ou apresenta dificuldades técnicas.
No caso do Pix tradicional, fatores como códigos expirados, troca entre aplicativos, interrupções na conexão e demora para confirmar a transferência podem fazer com que o consumidor abandone o carrinho.
Ao reduzir essas etapas, a expectativa é aumentar a taxa de conversão das lojas virtuais.
O Pix continua seguro?
Sim. A proposta mantém os mecanismos de segurança já utilizados atualmente.
A autenticação ocorre utilizando os recursos de proteção do próprio dispositivo, como reconhecimento facial, impressão digital ou senha de desbloqueio.
Além disso, o compartilhamento entre instituições financeiras ocorre dentro das regras estabelecidas pelo Banco Central para o Open Finance.
Como acontece hoje, cada transação continua dependendo da autorização do titular da conta.
O crescimento do Pix explica a chegada da novidade
A expansão dessa modalidade acompanha a popularização do Pix desde seu lançamento em 2020.
Segundo dados do Banco Central, o sistema já reúne mais de 170 milhões de pessoas físicas cadastradas, mais de 19 milhões de empresas participantes, mais de 7 bilhões de transações realizadas por mês e movimentação superior a R$ 3 trilhões mensais.
Em 2025, o Pix também registrou um recorde diário superior a 313 milhões de operações em apenas um dia.
Esse crescimento estimulou o desenvolvimento de soluções capazes de tornar os pagamentos ainda mais rápidos e integrados ao ambiente digital.
O que esperar da implementação

A chegada do Pix por biometria representa mais um passo na evolução dos pagamentos instantâneos no Brasil.
Embora a liberação aconteça gradualmente e inicialmente esteja restrita aos parceiros da Getnet, a expectativa é que outras empresas do setor adotem soluções semelhantes nos próximos meses, ampliando a oferta para consumidores e lojistas.
Se a tecnologia alcançar ampla adesão, a tendência é que o processo de pagamento por Pix fique praticamente invisível para o usuário, tornando as compras online mais rápidas, simples e integradas.
Conclusão
O Pix por biometria elimina uma das principais barreiras das compras online: a necessidade de interromper a navegação para acessar o aplicativo do banco. Utilizando a infraestrutura do Open Finance e a autenticação biométrica do próprio dispositivo, a nova modalidade promete agilizar o checkout sem abrir mão dos padrões de segurança estabelecidos pelo Banco Central.
Nos primeiros meses, a disponibilidade será gradual e dependerá da adesão de instituições financeiras e lojistas. Para o consumidor, basta verificar se o banco participa do Open Finance e acompanhar quando a funcionalidade estiver disponível na loja virtual utilizada.
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