O PagSeguro demitiu 7% do quadro de funcionários. A empresa avisou ontem (16) que cerca de 500 pessoas não faziam mais parte do quadro de colaboradores.
PagSeguro desliga cerca de 500 funcionários
PagSeguro desligou cerca de 500 funcionários nessa segunda-feira (16). Saiba o que está acontecendo e o porquê dessa demissão em massa.
Entretanto, os desligamentos não devem parar por aí. De acordo com informações levantadas pelo Estadão, a empresa pretende demitir mais funcionários essa semana.
Motivo das demissões
Assim, no total, a companhia desligaria 12% dos seus trabalhadores. Atualmente, o PagSeguro contava com cerca de 7.000 funcionários atuando em diversas áreas.
Até o momento, o setor mais afetado foi o de tecnologia, sendo que a maioria dos cargos cortados eram de desenvolvimento ágil, UX e produtos. Em nota, a empresa explica o porquê da demissão em massa desta segunda-feira (16):
“Assim como empresas de tecnologia e fintechs no Brasil e no mundo, o PagBank PagSeguro também está fazendo alguns ajustes em sua estrutura”, afirmou a companhia.
PagSeguro realizou demissões para cortar gastos
A demissão aconteceu pouco depois de uma mudança na administração da empresa. Ricardo Dutra assumiu o cargo de principal executive officer no lugar de Luiz Frias.
Dessa forma, essa seria uma das estratégias da empresa para cortar gastos. Além disso, o PagSeguro cancelou a renovação de alguns softwares usados por ela.
A empresa vem passando por um momento delicado desde que o Banco Central fixou uma tarifa máxima para intercâmbio de cartões pré-pago e cartões de crédito.
Essa mudança vai influenciar a receita do PagSeguro, que pode diminuir em até 3%. Além disso, a queda do seu lucro antes dos impostos deve ser ainda maior e chegar a 15%.
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Ritmo de crescimento vem diminuindo
Outro dado preocupante sobre o PagSeguro é a diminuição de crescimento da empresa. Em 2021, a instituição cresceu 5%, já em 2022 teve um aumento de apenas 1%.
As ações na bolsa também estão em queda. Atualmente, elas são negociadas a 30% do seu IPO (R$ 14,90). O valor máximo de venda foi alcançado em outubro de 2021, entretanto, o valor caiu 85% desde então. No acumulado dos últimos 12 meses, a queda foi de 55% no valor das ações.
imagem: Antonio Salaverry / shutterstock.com
