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Pais solteiros do Bolsa Família também receberão valor extra

O valor extra de R$150 por criança entregue pelo Bolsa Família vale para qualquer formação familiar. Saiba mais aqui.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Mulher segurando um cartão do bolsa família usando uma máscara branca.

O novo Bolsa Família, que passa a ser pago em março de 2023, contará com um acréscimo de R$ 150, além dos atuais R$ 600, por criança de 0 a 6 anos. Além disso, a composição familiar independe para o recebimento do benefício. Ou seja, famílias monoparentais, de pais solteiros, serão contempladas.

Ademais, Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento Social, declarou que o Governo estuda um valor a ser pago por crianças de 7 a 18 anos pelo Bolsa Família. Assim, a nova faixa de idade para o acréscimo de valor por criança vai aumentar, contemplando crianças e adolescentes.

Segundo Dias, “no valor per capita, volta a ter um valor de acréscimo, por criança de sete anos até completar 18 anos. Estamos acertando o valor, que será além dos R$ 150 por criança até seis anos”. Ele ainda afirmou colocar o desenvolvimento infantil como prioridade de seu ministério.

Quesitos para receber o Bolsa Família

Entretanto, alguns quesitos precisam ser respeitados para as famílias que têm crianças terem o benefício. Aspectos que permeiam o bem-estar infantil, como comparecer à escola e estar com a carteira de vacinação em dia, são critérios excludentes dos valores extras do Bolsa Família.

Dias explicou que “estamos agora com a rede do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e rede de educação num esforço para busca ativa para matrículas nas escolas em todo o Brasil”. Ademais, as famílias devem estar com seu cadastro no CadÚnico em dia para receber o auxílio.

2,5 milhões de cadastros irregulares

O Governo, em fevereiro deste ano, ainda faz uma varredura dos cadastros dos beneficiários do Bolsa Família. Durante o mandato de Bolsonaro, estabeleceram um valor mínimo de R$ 600 para o benefício. O atual Governo de Lula (PT) vai manter o valor mínimo, porém vai reduzir as fraudes que acontecem.

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Nesse sentido, algumas pessoas fraudam seu cadastro aumentando o número de integrantes da família ou declarando que são monoparentais. O valor da disparidade chega a até 10x mais.

Assim, o atual governo estuda limitar esse valor em até 4 vezes e fazer o cadastramento correto das famílias. Para isso, uma forma encontrada é não limitar a composição familiar do Bolsa Família para recebimento do benefício.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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