Em julho, a Record demitiu cerca de 200 funcionários, um sinal do agravamento da crise financeira da emissora. Ao mesmo tempo, a Igreja Universal está fazendo os maiores aportes da história no canal de televisão.
Nos últimos anos, os canais de tv aberta estão passando por dificuldades financeiras, principalmente por conta da redução da arrecadação com publicidade. Isso não foi diferente com a Record.
Entretanto, enquanto emissoras grandes, como Globo e SBT, conseguiram resultados positivos por conta dos seus fundos de investimento, a Record tem como boia salva-vidas a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
Igreja Universal investe quase R$ 1 bilhão por ano na Record
Atualmente, a Igreja Universal compra 4 horas de programação da Record durante a madrugada e é responsável pelas telenovelas bíblicas do canal. De acordo com o balanço de 2022, a congregação de Edir Macedo investiu R$ 907 milhões.
Esse valor é 10% superior ao aporte de R$ 822 milhões de 2021, contudo não foi o suficiente para tirar a empresa do vermelho. A emissora de tv encerrou o ano com um prejuízo líquido de R$ 517 milhões.
Diminuição da publicidade
Apesar da Igreja Universal injetar cada vez mais dinheiro na Record, a empresa não consegue melhorar o seu desempenho comercial. Por exemplo, em 2021, a emissora conseguiu R$ 1,186 bilhão com comerciais e patrocínios.
Já em 2022, esse número caiu para R$ 1,107 bilhão (uma redução de 17%). E, este ano, as dificuldades continuam. O reality show Top Chef conta com apenas 2 patrocinadores; a Fazenda, até agora, tem 3, e a equipe não sabe se o programa vai chegar ao ar em setembro.
Além disso, a expectativa da Record era faturar R$ 508 milhões no primeiro semestre, mas as informações são de que o faturamento foi de R$ 390 milhões. Assim, mesmo com os aportes da Igreja Universal, a emissora vai precisar cortar gastos para manter o equilíbrio das finanças.
Imagem: Reprodução / Rede Record
