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Alívio para o bolso: bancos liberam parcelamento total do saldo do cartão

Saiba tudo sobre a nova medida da Febraban que permite o parcelamento do saldo total do cartão de crédito. Veja todos os detalhes aqui!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
parcelamento débito

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou na segunda-feira (9/12) uma medida inédita no setor de meios de pagamento: a possibilidade de parcelamento do saldo total do cartão de crédito. A iniciativa visa oferecer aos clientes maior previsibilidade no pagamento de dívidas, além de evitar o acúmulo de novos atrasos.

Essa opção abrange o refinanciamento de saldos em aberto, a vencer e vencidos, bem como valores de compras parceladas, com ou sem juros. Com isso, os consumidores poderão consolidar toda a dívida do cartão em parcelas fixas, simplificando a gestão financeira.

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Imagem: Jacob Lund / Shutterstock.com

Como funciona o parcelamento do saldo total do cartão?

O novo modelo de parcelamento permite que os consumidores unifiquem suas dívidas do cartão de crédito em uma única operação. O processo funciona de forma simples e direta:

  1. Solicitação do cliente: O consumidor entra em contato com o emissor do cartão para solicitar o parcelamento do saldo total.
  2. Definição das condições: O emissor do cartão estabelece as taxas de juros, prazos e demais condições para o refinanciamento.
  3. Autorização do cliente: O cliente concorda com as condições e autoriza o parcelamento.
  4. Consolidação da dívida: O saldo total é transformado em parcelas mensais fixas e iguais.
  5. Pagamento das parcelas: O cliente realiza os pagamentos de acordo com o prazo acordado.

Benefícios para os consumidores

A principal vantagem da medida é a previsibilidade nos pagamentos, um problema recorrente no modelo atual de crédito rotativo. Com o parcelamento do saldo total, o cliente pode organizar melhor suas finanças e evitar situações de endividamento excessivo.

Segundo a Febraban, o novo modelo atende consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão na data de vencimento e acabam recorrendo ao crédito rotativo, uma das formas de financiamento com juros mais elevados do mercado.

Além disso, a unificação das dívidas evita o acúmulo de novos financiamentos e permite que os consumidores quitem suas obrigações de forma mais clara e planejada.

Condições e adesão voluntária

A adesão a essa nova modalidade de parcelamento é totalmente voluntária. Cabe ao cliente decidir se deseja contratar o serviço. Caso opte por não aderir, permanecem disponíveis as modalidades tradicionais de parcelamento e crédito rotativo.

Os emissores de cartão de crédito serão responsáveis por definir os detalhes das condições de financiamento, como:

  • Taxa de juros: Estabelecida individualmente por cada emissor.
  • Prazo de pagamento: Variável de acordo com o saldo total refinanciado e o perfil do cliente.
  • Condições específicas: Podem incluir análise de crédito e outros requisitos.

A contratação será feita diretamente com o emissor, que fornecerá todas as informações necessárias para que o consumidor tome uma decisão informada.

Por que essa medida é importante?

O parcelamento do saldo total do cartão de crédito surge como uma alternativa para mitigar os efeitos negativos do crédito rotativo, que historicamente apresenta altas taxas de inadimplência devido aos juros elevados. Com a nova modalidade, a Febraban busca promover:

  • Maior controle financeiro: Ao consolidar dívidas em parcelas fixas, o consumidor pode evitar surpresas no orçamento.
  • Redução da inadimplência: Com parcelas planejadas, os clientes têm menos chances de atrasar pagamentos.
  • Acesso simplificado ao crédito: Ao regularizar sua situação, o consumidor pode recuperar sua capacidade de crédito no futuro.

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O que permanece inalterado?

Cartões de crédito empilhados
Imagem: soumen82hazra/shutterstock.com

Apesar da novidade, as opções tradicionais de parcelamento continuam disponíveis. Isso significa que os clientes ainda podem:

  • Pagar o valor mínimo da fatura e financiar o saldo restante no crédito rotativo.
  • Parcelar compras específicas diretamente no momento da aquisição, com ou sem juros.

A nova medida não interfere nas condições já existentes, mas amplia as possibilidades de organização financeira.

Impactos no mercado de crédito

Especialistas avaliam que a medida pode reduzir a inadimplência no setor de cartões de crédito, beneficiando tanto os consumidores quanto as instituições financeiras. Para os bancos, o parcelamento do saldo total representa uma oportunidade de fidelizar clientes e recuperar créditos em atraso, enquanto os consumidores ganham mais opções para reorganizar suas finanças.

“Ao permitir que o cliente unifique suas dívidas e as pague de forma previsível, criamos uma alternativa mais justa e acessível para evitar o endividamento excessivo”, afirma um porta-voz da Febraban.

A iniciativa marca um avanço no setor de pagamentos e destaca a importância de soluções que promovam a inclusão financeira no Brasil. Para mais informações, entre em contato com o emissor do seu cartão e avalie as condições oferecidas.

Imagem: wayhomestudio / Freepik

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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