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Pé-de-Meia: saiba quanto rende R$ 1.000 na poupança do aluno

Descubra quanto rende o Pé-de-Meia na poupança e como sacar até R$ 9.200 ao final do ensino médio.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
pé de meia saldo

O programa Pé-de-Meia, criado pelo Ministério da Educação (MEC), tem um objetivo claro: reduzir a evasão escolar e incentivar a permanência de estudantes no ensino médio público.

Na prática, o estudante recebe depósitos ao longo do período escolar, incluindo um bônus de R$ 1.000 ao final de cada ano letivo, desde que seja aprovado. No entanto, esse valor não pode ser sacado imediatamente. Ele fica guardado até a conclusão do 3º ano.

Esse mecanismo funciona como uma espécie de “poupança educacional”, estimulando o aluno a permanecer na escola até a formatura.

Ao final do ciclo completo, o estudante pode acumular R$ 3.000 apenas com o incentivo de conclusão, além de outros benefícios do programa, que podem elevar o total para até R$ 9.200.

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Onde o dinheiro é depositado

Os valores do Pé-de-Meia são pagos por meio de uma conta específica:

Essa conta já possui rendimento automático, sem necessidade de qualquer ação por parte do beneficiário.

Quanto rende o Pé-de-Meia na poupança

Segundo o MEC, os valores depositados no programa seguem o rendimento padrão da poupança no Brasil:

  • Aproximadamente 6% ao ano
  • Acrescido da Taxa Referencial (TR)

Na prática, isso significa que o dinheiro cresce ao longo do tempo, mesmo sem movimentação.

Exemplo prático de rendimento

Vamos considerar um estudante que recebe os três depósitos de R$ 1.000 ao longo do ensino médio:

  • 1º ano: R$ 1.000 rendendo por cerca de 3 anos
  • 2º ano: R$ 1.000 rendendo por cerca de 2 anos
  • 3º ano: R$ 1.000 rendendo por cerca de 1 ano

Com uma taxa média de 6% ao ano:

  • O primeiro depósito pode chegar a aproximadamente R$ 1.190
  • O segundo, cerca de R$ 1.120
  • O terceiro, aproximadamente R$ 1.060

Total estimado ao final: cerca de R$ 3.370, já considerando rendimentos básicos da poupança.

Esse valor pode variar conforme a TR e eventuais mudanças na taxa de juros, mas mostra que o estudante não apenas recebe o incentivo — ele também ganha com o tempo.

O que acontece se o estudante abandonar os estudos

Uma regra importante do programa é que o benefício está condicionado à permanência escolar.

De acordo com o MEC:

  • Se o aluno abandonar o ensino médio
  • Ou não cumprir os requisitos mínimos

Os valores acumulados retornam ao fundo do programa.

Importante destacar:
isso não gera dívida ou cobrança ao estudante, apenas a perda do benefício.

Todos os benefícios do Pé-de-Meia

O programa não se resume ao bônus anual. Ele possui quatro tipos principais de incentivos:

Parcela de matrícula

Pago ao estudante que efetiva sua matrícula no ensino médio público ou na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

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Parcela de frequência

Valor mensal condicionado à presença mínima de 80% nas aulas.

Parcela de conclusão

R$ 1.000 por ano aprovado, com saque apenas ao final do ensino médio.

Parcela ENEM

Pagamento adicional para quem participa dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Quanto é possível receber no total

Somando todos os incentivos, o estudante pode atingir:

  • Até R$ 9.200 ao longo do ensino médio

Esse valor varia conforme a modalidade (regular ou EJA) e o cumprimento das exigências do programa.

Vale a pena manter o dinheiro parado até o final?

Do ponto de vista financeiro, a poupança não é o investimento mais rentável do mercado. No entanto, dentro do contexto do Pé-de-Meia, ela cumpre três funções importantes:

  • Segurança (sem risco de perda)
  • Liquidez futura garantida
  • Incentivo educacional estruturado

Além disso, o maior “retorno” do programa não é apenas financeiro, mas educacional: concluir o ensino médio aumenta significativamente as chances de renda futura no Brasil.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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