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Pé-de-Meia para universitários prevê R$ 700 por mês; veja quem pode receber

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
Pe de Meia 1

Estudantes de baixa renda que pretendem ingressar ou já estão matriculados em universidades públicas poderão contar com uma nova política de assistência financeira a partir de 2027. O Ministério da Educação (MEC) confirmou a previsão de implementação do Pé-de-Meia Universitário, programa que pretende reduzir a evasão no ensino superior e ajudar alunos em situação de vulnerabilidade econômica a concluir a graduação.

A proposta prevê uma bolsa mensal de R$ 700, além de um depósito de R$ 250 em uma poupança vinculada ao estudante. Ao concluir o curso dentro do período regular de quatro anos, o beneficiário poderá receber um valor acumulado de R$ 10 mil, com correção pela inflação, conforme a estrutura anunciada.

A iniciativa será direcionada a universitários de instituições públicas pertencentes a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O objetivo é diminuir as dificuldades financeiras que levam muitos jovens a abandonar a faculdade para trabalhar ou complementar a renda familiar.

O anúncio foi detalhado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov, na quarta-feira (4).

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Pé-de-Meia
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O novo programa foi planejado para oferecer apoio financeiro durante o período de formação acadêmica. Diferentemente de um benefício pago integralmente, a proposta combina dinheiro disponível mensalmente com uma reserva que poderá ser resgatada após a conclusão da graduação.

A estrutura anunciada prevê pagamentos durante dez meses de cada ano letivo.

Bolsa mensal de R$ 700

A primeira parte do benefício será uma transferência mensal de R$ 700 durante dez meses do ano. Esse dinheiro poderá ajudar a custear despesas comuns da vida universitária, como transporte, alimentação, materiais de estudo e moradia.

Para um estudante que precisa se deslocar diariamente até a universidade, por exemplo, o valor poderá representar um auxílio importante para manter a frequência nas aulas sem comprometer toda a renda familiar.

Considerando quatro anos de graduação, os pagamentos poderão somar R$ 28 mil, desde que o estudante cumpra as condições estabelecidas para receber as parcelas.

Poupança de R$ 250 por mês

Além da bolsa, o governo prevê reservar R$ 250 mensais em uma poupança vinculada ao beneficiário.

O dinheiro não ficará disponível para utilização imediata, pois a proposta é incentivar a permanência no ensino superior e recompensar a conclusão do curso.

Ao longo de quatro anos, considerando dez depósitos anuais, o estudante acumulará R$ 10 mil, sem considerar a correção inflacionária prevista.

Resgate de R$ 10 mil na conclusão da graduação

O terceiro componente é justamente a possibilidade de retirar o valor acumulado ao terminar a faculdade.

O resgate de R$ 10 mil funcionará como um incentivo adicional para que o universitário permaneça matriculado e conclua a formação dentro do prazo regular previsto.

O recurso poderá representar uma ajuda importante no início da carreira profissional, seja para procurar emprego, investir em qualificação ou organizar as primeiras despesas depois da formatura.

Quem poderá receber o Pé-de-Meia Universitário?

A proposta apresentada pelo MEC tem como público-alvo estudantes de graduação em instituições públicas de ensino superior pertencentes a famílias inscritas no CadÚnico.

O cadastro é utilizado pelo governo federal para identificar famílias de baixa renda e viabilizar o acesso a diferentes políticas sociais.

Portanto, não basta estar matriculado em uma universidade pública. O enquadramento socioeconômico também será importante para determinar quem poderá participar.

A permanência no curso e a conclusão da graduação dentro do tempo regular aparecem entre as condições anunciadas para garantir o recebimento integral do incentivo.

Entretanto, detalhes operacionais, como critérios definitivos de renda, procedimentos de inscrição, documentação, calendário de pagamentos e eventuais regras de desempenho acadêmico, ainda precisam ser formalizados pelo MEC.

Por isso, os estudantes devem acompanhar os comunicados oficiais antes de considerar o benefício garantido.

Como se preparar para receber o benefício?

Embora a implementação esteja prevista para 2027, quem pretende disputar uma vaga no programa pode começar a organizar sua situação cadastral.

O primeiro passo é verificar se a família está inscrita no CadÚnico e se as informações estão atualizadas. Mudanças de endereço, renda, composição familiar e situação de trabalho precisam ser informadas aos responsáveis pelo cadastro.

A atualização pode ser realizada nos postos de atendimento do Cadastro Único ou nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), conforme a organização de cada município.

Também é importante manter os dados pessoais e acadêmicos corretos junto à instituição de ensino.

Como as regras específicas de seleção ainda dependem de regulamentação, não é recomendável realizar inscrições em páginas não oficiais ou pagar intermediários que prometam garantir uma vaga.

Pé-de-Meia Universitário terá relação com o benefício do ensino médio?

O novo incentivo amplia uma política que já existe na educação básica. Criado em 2024, o Pé-de-Meia do ensino médio busca combater o abandono escolar e estimular a conclusão dessa etapa de ensino.

O programa tradicional oferece pagamentos vinculados à matrícula, frequência, aprovação e participação no Enem, respeitadas as condições estabelecidas pelo MEC.

Segundo os dados apresentados pelo ministério, entre 2022 e 2025 houve redução de 61% no abandono escolar, queda de 62% na reprovação e diminuição de 28% na distorção idade-série no ensino médio público.

Entre 2024 e 2026, a política recebeu aproximadamente R$ 24 bilhões em investimentos federais e alcançou cerca de 7,4 milhões de estudantes.

Outra mudança anunciada pelo governo prevê a ampliação do Pé-de-Meia do ensino médio para todos os estudantes da rede pública a partir de março de 2027, com a intenção de eliminar as restrições socioeconômicas atualmente aplicadas nessa modalidade.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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