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Pedido de impeachment contra Lula é protocolado na Câmara; entenda

Avatar de Beatriz Capirazi Beatriz Capirazi · · · 2 min de leitura
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de azul, discursando.

Na última semana foi protocolado um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara. O político foi acusado de ter cometido crime de responsabilidade no dia 8 de janeiro, quando a sede dos Três Poderes foi invadida por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) que não concordavam com a derrota nas eleições presidenciais de 2022.

A solicitação foi feita por Carlos Jordy, deputado federal do PL e apoiador público do ex-presidente. Para protocolar o pedido de impeachment, o parlamentar alega que Lula agiu de forma omissa durante as invasões, estendendo as acusações também para o governo federal como um todo.

Motivação do pedido contra Lula

Para sustentar o pedido, encaminhado para Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, o deputado destaca que o governo federal sabia da invasão e todos os membros do governo federal foram alertados de que poderia haver manifestações naquela data.

Através de um documento entregue à Câmara, Jordy questiona como Lula pode gerir todo um país se não conseguiu frear as manifestações de 8 de janeiro e proteger um único local naquela data, “permitindo” a invasão de milhares de manifestantes. Na ocasião, eles não só depredaram diversas partes do prédio, como também destruíram gabinetes e obras de arte.

Infiltrados de esquerda

Além de responsabilizar Lula pelas manifestações, o deputado ainda reforça a ideia de que as depredações e o vandalismo cometido na ocasião foram feitos por pessoas de esquerda.

Segundo Jordy, manifestantes contrários a Bolsonaro teriam se infiltrado entre os apoiadores do ex-presidente com o intuito de causar depredações, além de “abalo emocional e desgaste físico”.

Para averiguar tudo o que foi afirmado, além de entrar com o pedido de impeachment, a oposição reuniu assinaturas para dar início a uma Comissão Parlamentar que investigue os atos de 8 de janeiro.

Imagem: Lula Marques / Agência Brasil

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