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Pedidos de falência aumentaram 80%; entenda o motivo

Após três anos em queda, o número de pedidos de falência na Justiça voltou a subir no Brasil. Confira os principais motivos

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Imagem de empresário triste, na frente dele moedas empilhadas em forma de gráfico com uma seta indicando para baixo, representando a falência de seu negócio.

Segundo levantamento da Serasa Experian, após três anos em queda, o número de pedidos de falência na Justiça voltou a subir no Brasil. Dessa forma, somente em janeiro, houveram 72 solicitações de falência, o que representa um aumento de 56,5% em relação a janeiro de 2022.

Nessa esteira,, os pedidos foram feitos em sua maioria por empresas de micro ou pequeno porte, sendo 28 requerimentos. Ademais, a maior alta foi apresentada pelos negócios de pequeno porte, sendo que em janeiro de 2022 foram apenas 8 pedidos de falência, já em janeiro deste ano, o número chegou a 25. 

Em acréscimo, as empresas do setor da indústria apresentaram o maior número de pedidos de falência à Justiça, ao todo, 37, o que representa uma alta de 270% em relação ao mesmo período de 2022.

Recuperação judicial

Para além disso, o número de pedidos de recuperação judicial, que acontece quando a empresa está muito endividada e traça um plano para pagar os credores, também apresentou um grande aumento. Atualmente, o caso mais notório é o da Americanas, que entrou com o processo após apresentar um rombo de R$ 40 bilhões.

Assim, um exemplo de recuperação judicial que não deu muito certo é o da Livraria Cultura, que deu início em 2019, mas não conseguiu cumprir o plano de quitar suas dívidas e, assim, teve a falência decretada pela Justiça em fevereiro deste ano. No entanto, conseguiu uma liminar para reverter a falência.

Ademais, quando comparado a janeiro de 2022, o primeiro mês de 2023 teve alta de 37,3% nos pedidos de recuperação judicial, com 92 requerimentos. No total de solicitações de recuperação judicial, quase metade (44) foram realizadas por empresas do setor de serviços. Já a indústria vem logo em seguida, com 22 pedidos, acompanhada do comércio, com 20 requerimentos. O que obteve menos pedidos de recuperação judicial em janeiro foi o setor primário (bens e produtos diretamente extraídos da natureza), que apresentou 6 pedidos.

Motivos

Enfim, de acordo com Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, os principais motivos que contribuem para o crescimento dos pedidos de falência e também de recuperação judicial estão relacionados às altas taxas de juros, o que dificulta o acesso ao crédito.

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Além disso, o aumento da inadimplência também contribui para este cenário. Para Rabi, ao deixar de quitar seus compromissos, a empresa chega à insolvência (sem recursos), o que leva os credores, ou a própria companhia a entrarem na Justiça para pedir a falência.

Enfim, segundo especialistas, é preciso que estejamos preparados, pois ainda estamos no começo do ano e outros pedidos de falência devem ocorrer ao longo de 2023. 

Imagem: Miha Creative/ shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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