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Pensão por morte também é paga a casais homoafetivos?

O que acontece se um segurado do INSS morrer e for homossexual? Descubra se a pensão por morte pode ser garantida nesses casos.

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
casal de mulheres com buquê

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que vierem a falecer podem deixar a pensão por morte a seus dependentes. Nesse sentido, a prioridade é do cônjuge da pessoa falecida.

Com isso, é certo que um dependente de um relacionamento heterossexual terá direito ao benefício. Contudo, diante dessa situação, fica uma dúvida: os casais homoafetivos têm direito a pensão por morte do INSS?

Nos últimos anos, temos presenciado uma evolução significativa na legislação e no reconhecimento dos direitos de casais homoafetivos. Com grande avanço na igualdade de direitos, é importante ressaltar que a pensão por morte é devidamente concedida ao cônjuge sobrevivente em casais homoafetivos.

Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o conceito de família mais abrangente

É importante destacar que em 2013 o STF proferiu uma decisão histórica ao ampliar o conceito de família, previsto na Constituição Federal, reconhecendo oficialmente a união entre pessoas do mesmo gênero. 

Essa decisão foi um marco para a luta pela igualdade de direitos e trouxe consigo uma série de garantias legais para casais homoafetivos. A partir desse reconhecimento, essas pessoas passaram a usufruir dos mesmos direitos e proteções legais concedidos aos casais de gêneros opostos. 

Dessa forma, a pensão por morte, assim como outros benefícios previdenciários, também é assegurada aos cônjuges sobreviventes de casais homoafetivos, sem qualquer discriminação ou diferenciação em relação aos casais heterossexuais.

Como o dependente de uma relação homoafetiva pode receber o benefício?

Uma vez que o relacionamento seja legalmente reconhecido, o dependente pode ter acesso aos benefícios. A comprovação da união estável é um requisito importante para garantir direitos e benefícios legais. 

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Para isso, os casais precisam apresentar documentos que demonstrem a existência de uma relação estável, duradoura e pública, semelhante aos requisitos exigidos para casais heterossexuais em uniões estáveis.

A comprovação da dependência econômica em uma relação é um aspecto relevante para garantir direitos e benefícios legais ao dependente. Para isso, é necessário apresentar documentos que evidenciam a interdependência financeira entre os parceiros.

Contas bancárias conjuntas, seguros de vida e planos de saúde e comprovantes de despesas conjuntas são exemplos de maneiras de comprovar uma relação. Por fim, a pensão por morte deve ser solicitada em até 180 dias após a morte do segurado do INSS.

Imagem: LightField Studios / Shutterstock.com

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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