Na última quinta-feira, 25 de junho, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo federal estuda a possibilidade de perdoar empréstimos de pequenas empresas feitos durante a pandemia do coronavírus. De acordo com Guedes, o “perdão” do empréstimo seria oferecido para as empresas que mantiverem o pagamento dos impostos em dia no próximo ano. A declaração do ministro foi concedida ao lado do presidente Jair Bolsonaro, durante transmissão ao vivo nas redes sociais.

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Possibilidade de perdoar empréstimos seria para optantes do Simples Nacional

Durante a live realizada na última quinta-feira, o governo avaliou que medida poderia valer para as empresas optantes do Simples Nacional. Além disso, Guedes vem comentando, internamente, no governo, que é justo “esquecer” o empréstimo tomado num momento de crise por bons pagadores de impostos.

— Nós estamos estudando o bônus de adimplência, que é o seguinte: o sujeito pequenininho, que foi lá, pegou o empréstimo, trabalhou bem, conseguiu se recuperar lá na frente, pagou os impostos, a gente pode dar o bônus de adimplência, e perdoar o crédito. Nós estamos estudando isso para os pequenininhos — afirmou o ministro.

Ação seria como um “bônus de adimplência” para pequenas empresas

Ainda segundo o ministro da economia, essa seria uma ação justa para uma empresa que recorreu a um empréstimo emergencial, sobreviveu e continua pagando seus impostos. Nas palavras de Guedes, perdoar os empréstimos para pequenas empresas seria equivalente a um “bônus de adimplência”.

— Você salvou a empresa, ela paga imposto no ano seguinte, a empresa é bom pagador, para que que vai chatear o cara? Dá perdão no empréstimo dele — disse Guedes.

Como funcionaria o perdão aos empréstimos?

Segundo as informações divulgadas até o momento, o governo pagaria o empréstimo à instituição financeira, desde que o tomador prosseguisse com os impostos sendo quitados normalmente. A medida seria válida para as micro e pequenas empresas que obtiveram empréstimos com garantia do Tesouro.

Além de esquecer dívidas, governo propôs outras ações

Durante a pandemia do coronavírus, o governo já anunciou várias medidas para pequenas empresas. Entre elas está a abertura de uma linha de crédito chamada de Pronampe, para companhias com faturamento anual de até 4,8 milhões.

Além do Pronampe (para micro e pequenas empresas), foram lançadas, ainda, linhas de crédito para capital de giro de médias empresas (com faturamento anual de até R$ 300 milhões), e, também, uma linha de financiamento para folha de salários. Entretanto, o crédito para salário ainda não saiu do papel e está sendo alterado pelo Congresso.

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Imagem: A.RICARDO via shutterstock