A mais recente pesquisa de intenção de voto divulgada pelo instituto BTG/Nexus indica uma mudança no cenário da disputa pela Presidência da República. O levantamento mostra que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ampliou seu desempenho no primeiro turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma pequena oscilação negativa. Como consequência, a diferença entre os dois principais nomes da corrida diminuiu em relação à pesquisa anterior.
BTG/Nexus: Lula lidera, mas vantagem sobre Flávio cai de 9 para 4 pontos
Levantamento BTG/Nexus aponta crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto e redução da vantagem de Lula na disputa presidencial.
Embora Lula permaneça numericamente na liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, o avanço do adversário reduz a distância entre os candidatos e reforça a tendência de uma eleição competitiva caso o cenário seja mantido nos próximos meses.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. Segundo o instituto, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme determina a legislação eleitoral.
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O que revela a nova pesquisa
Os números mostram que Lula segue na primeira colocação na disputa presidencial, mas já não possui a mesma vantagem registrada anteriormente.
Na pesquisa estimulada, modalidade em que os entrevistados recebem uma lista de possíveis candidatos, Lula aparece com 41% das intenções de voto. Na sondagem anterior, realizada uma semana antes, o presidente tinha 42%.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou o maior crescimento entre os principais concorrentes. O pré-candidato passou de 33% para 37%, reduzindo significativamente a diferença para o atual presidente.
A mudança chama atenção porque ocorreu em um curto intervalo de tempo, demonstrando que parte do eleitorado pode estar reavaliando suas preferências à medida que a campanha começa a ganhar espaço no debate público.
Cenário estimulado do primeiro turno
No levantamento estimulado, Lula lidera com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro, que alcança 37%.
Os demais pré-candidatos aparecem em um segundo bloco, distante dos dois principais concorrentes.
Ronaldo Caiado registra 5% das intenções de voto.
Renan Santos aparece com 4%.
Romeu Zema soma 3%.
Augusto Cury obtém 1%.
Cabo Daciolo registra 1%.
Samara Martins também aparece com 1%.
Os indecisos representam 3% do eleitorado entrevistado, enquanto 4% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
O cenário evidencia uma disputa concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto os demais nomes, pelo menos neste momento, ainda encontram dificuldades para ampliar espaço eleitoral.
Pesquisa espontânea mostra vantagem menor dos líderes
Quando os entrevistadores não apresentam uma lista de candidatos, o cenário muda significativamente.
Nesse formato, Lula é lembrado espontaneamente por 36% dos entrevistados.
Flávio Bolsonaro aparece com 28%.
Renan Santos registra 3%.
Ronaldo Caiado soma 2%.
Romeu Zema alcança 1%.
Outros nomes, juntos, representam 2%.
Outro dado importante é o elevado percentual de eleitores indecisos.
Nesse cenário, 21% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votariam caso a eleição fosse realizada hoje.
Esse índice demonstra que uma parcela expressiva do eleitorado ainda pode alterar o cenário ao longo da campanha, especialmente conforme aumentam os debates, entrevistas e programas eleitorais.
O que explica o crescimento de Flávio Bolsonaro
Pesquisas eleitorais retratam o momento em que são realizadas e podem sofrer alterações ao longo da campanha.
Especialistas costumam apontar diversos fatores capazes de influenciar oscilações nas intenções de voto, como maior exposição dos candidatos na imprensa, acontecimentos políticos recentes, mobilização das bases eleitorais e mudanças no cenário econômico.
No caso de Flávio Bolsonaro, o crescimento registrado pela pesquisa BTG/Nexus pode indicar fortalecimento entre eleitores de oposição, além de maior consolidação de seu nome como representante do campo conservador.
Ainda assim, é importante destacar que campanhas eleitorais costumam apresentar mudanças significativas até o período oficial de propaganda e debates.
Lula permanece na liderança
Mesmo com a redução da vantagem, Lula continua ocupando a primeira posição em todos os cenários apresentados pela pesquisa.
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Além da liderança no primeiro turno, o presidente mantém desempenho numericamente superior nas simulações de segundo turno contra os principais adversários.
Isso indica que, apesar da aproximação registrada pelo levantamento, o atual chefe do Executivo preserva uma base eleitoral consolidada.
Ao mesmo tempo, a diminuição da diferença reforça que a disputa poderá ser mais equilibrada caso as tendências observadas nas últimas semanas continuem.
Cenários de segundo turno
A pesquisa também simulou possíveis disputas diretas entre Lula e outros pré-candidatos.
No confronto contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 46% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 45%.
A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, caracterizando um empate técnico.
O levantamento mostra ainda que 2% permanecem indecisos, enquanto 8% pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.
Em outra simulação, Lula enfrenta Romeu Zema.
Nesse cenário, o presidente obtém 46%, enquanto o governador de Minas Gerais registra 40%.
Já na disputa contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46%, enquanto o governador de Goiás soma 42%.
Contra Renan Santos, Lula registra 47%, enquanto o adversário alcança 37%.
Embora Lula permaneça numericamente à frente em todos os confrontos, os resultados indicam diferenças menores do que as observadas em levantamentos anteriores, principalmente na disputa contra Flávio Bolsonaro.
Margem de erro exige cautela na interpretação

Um aspecto importante em qualquer pesquisa eleitoral é a margem de erro.
Como o levantamento possui margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, diferenças muito pequenas entre candidatos não permitem afirmar, estatisticamente, que um deles esteja efetivamente à frente do outro.
Por esse motivo, o cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro é considerado um empate técnico.
Isso significa que, dentro dos limites estatísticos da pesquisa, ambos apresentam desempenho semelhante.
Além disso, pesquisas de intenção de voto representam apenas um retrato do momento em que foram realizadas e não constituem previsão do resultado da eleição.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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