Os cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão em processo de desenvolvimento de uma vacina para a luta contra a dependência química.
Pesquisadores da UFMG desenvolvem vacina promissora contra DEPENDÊNCIA de drogas
Saiba tudo sobre a nova vacina desenvolvida pelos pesquisadores da UFMG, promissora para agir contra a dependência de drogas.
Os testes feitos recentemente comprovam que o projeto é muito promissor! A vacina poderá proteger os bebês, filhos de dependentes, já que os anticorpos são passados para os fetos.
Desenvolvimento da vacina
Até o momento, os testes da nova vacina feitos em animais vêm demonstrando sucesso. No entanto, para realizar testes em humanos, é necessário o envio de um pedido à Anvisa, que vai aprovar ou não o início dos procedimentos.
Segundo Raíssa Lima, pesquisadora da UFMG, eles já concluíram as fases pré-clínicas e confirmaram a segurança e eficácia da vacina em animais roedores e não roedores (primatas não-humanos). Assim, os pesquisadores acreditam que, caso consigam mais recursos, a vacina pode ser concluída em até dois ou três anos.
“Se o Brasil sair na frente, desenvolvendo uma vacina que, inclusive possa proteger os bebês, a gente está prevenindo vários outros agravos à saúde desse bebê, e vários outros problemas de saúde pública, de inteligência, de saúde geral, a longo prazo”
Dra. Liubiana Arantes — neuropediatra
Como a vacina funciona
O intuito da vacina, primeiramente, é proteger as usuárias de drogas grávidas, juntamente com seus bebês, inclusive durante a amamentação. Por exemplo, na fase pré-clínica, os experimentos mostraram que o medicamento é capaz de inibir os efeitos das drogas no cérebro durante a gestação e amamentação, além de proporcionar a produção de anticorpos.
Ainda em processo de cumprimento de exigências da Anvisa, o estudo precisa de recursos para prosseguir. Vale lembrar que o desenvolvimento dessa vacina já foi pauta de audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, em 2021.
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Segundo o pesquisador Frederico Duarte Garcia, a agência de medicamentos dos EUA aponta que, para o desenvolvimento pré-clínico da vacina, é necessário um investimento médio de US$ 5 milhões. Já para o desenvolvimento da vacina em si, necessitaria mais US$ 20 milhões.
No entanto, no Brasil, os editais do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, financiam projetos de até R$ 200 mil, o que não chega nem perto do necessário.
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