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Pesquisadores da UFMG desenvolvem vacina promissora contra DEPENDÊNCIA de drogas

Saiba tudo sobre a nova vacina desenvolvida pelos pesquisadores da UFMG, promissora para agir contra a dependência de drogas.

Marya Klara CorreaPor Marya Klara Correa2 min de leitura
beneficiária do Bolsa Família recebendo vacina no braço, aplicada por profissional da saúde

Os cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão em processo de desenvolvimento de uma vacina para a luta contra a dependência química.

Os testes feitos recentemente comprovam que o projeto é muito promissor! A vacina poderá proteger os bebês, filhos de dependentes, já que os anticorpos são passados para os fetos.

Desenvolvimento da vacina

Até o momento, os testes da nova vacina feitos em animais vêm demonstrando sucesso. No entanto, para realizar testes em humanos, é necessário o envio de um pedido à Anvisa, que vai aprovar ou não o início dos procedimentos.

Segundo Raíssa Lima, pesquisadora da UFMG, eles já concluíram as fases pré-clínicas e confirmaram a segurança e eficácia da vacina em animais roedores e não roedores (primatas não-humanos). Assim, os pesquisadores acreditam que, caso consigam mais recursos, a vacina pode ser concluída em até dois ou três anos.

“Se o Brasil sair na frente, desenvolvendo uma vacina que, inclusive possa proteger os bebês, a gente está prevenindo vários outros agravos à saúde desse bebê, e vários outros problemas de saúde pública, de inteligência, de saúde geral, a longo prazo”

Dra. Liubiana Arantes — neuropediatra

Como a vacina funciona

O intuito da vacina, primeiramente, é proteger as usuárias de drogas grávidas, juntamente com seus bebês, inclusive durante a amamentação. Por exemplo, na fase pré-clínica, os experimentos mostraram que o medicamento é capaz de inibir os efeitos das drogas no cérebro durante a gestação e amamentação, além de proporcionar a produção de anticorpos.

Ainda em processo de cumprimento de exigências da Anvisa, o estudo precisa de recursos para prosseguir. Vale lembrar que o desenvolvimento dessa vacina já foi pauta de audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, em 2021.

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Segundo o pesquisador Frederico Duarte Garcia, a agência de medicamentos dos EUA aponta que, para o desenvolvimento pré-clínico da vacina, é necessário um investimento médio de US$ 5 milhões. Já para o desenvolvimento da vacina em si, necessitaria mais US$ 20 milhões.

No entanto, no Brasil, os editais do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, financiam projetos de até R$ 200 mil, o que não chega nem perto do necessário.

Imagem: insta_photos / Shutterstock.com

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