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Péssima notícia sobre os juros bancários

Os resultados divulgados pelo Banco Central não animam muito os brasileiros que precisam pagar taxas de juros a bancos.

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
ilustração com um gráfico crescente exibindo o simbolo de porcentagem

Hoje (29), o Banco Central do Brasil (BC) divulgou os dados sobre juros bancários do país. De acordo com o BC, há seis anos as pessoas físicas e jurídicas não pagavam taxas tão elevadas. Houve um acréscimo de 0,7 ponto percentual em fevereiro de 2023, assim, totalizou-se 44,25% ao ano. A taxa mais alta registrada antes dessa foi no ano de 2017, quando a média chegou a 45,59%.

Os números variam de acordo com a modalidade do serviço oferecido e da instituição financeira em questão. Nesse sentido, confira, a seguir, mais detalhes de uma das taxas de juros mais altas do Brasil. 

Pessoas físicas (PF) e pessoas jurídicas (PJ)

As taxas dos bancos variam se o cliente for PF ou PJ. Assim, as pessoas físicas foram as mais prejudicadas pelos altos juros nos serviços de bancos. A média desse grupo de clientes teve o acréscimo de 10,2 pontos percentuais, ficando em 58,3% ao ano. 

Já as pessoas jurídicas, apesar de serem menos impactadas, certamente também sentiram no bolso. Para elas, o acréscimo percentual foi maior, mas a média de juros anual foi menor. Deste modo, houve o acréscimo de 2,7%, totalizando a média de 24,2% ao ano. 

Até dezembro de 2022, as pessoas físicas pagavam 132% ao ano na taxa de juros do cheque especial. Entre janeiro e fevereiro de 2023 essa porcentagem chegou a 137,4%, a maior desde 2022, quando se registrou 140,8% ao ano. 

Por fim, os cartões de crédito apresentaram a maior porcentagem de taxas desde 2017. Naquele ano, a média anual era de 428% e, em janeiro de 2023, essa porcentagem estava a 411,4.

As taxas tendem a aumentar?

As instituições financeiras lucram exacerbadamente em cima das taxas de juros. Por este motivo, por exemplo, houve a decisão do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) em diminuir os juros dos empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) implicou na interrupção da oferta desse serviço. 

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Quando esse serviço deixou de ser oferecido, a taxa de juros dos aposentados e pensionistas foi reajustada. A decisão anterior determinou que o limite seria de 1,7%, mas, com posterior reajuste, esse teto foi para 1,97%.

Dessa forma, uma solução dos bancos para que não haja prejuízos será o aumento das taxas cobradas em outras modalidades de empréstimo

Imagem: shutterstock / Edição: Equipe Seu Crédito Digital

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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