Nesta semana, o ex-diretor da Petrobras, o geólogo Guilherme Estrella, tentou barrar o pagamento dos dividendos por meio de uma ação no Tribunal de Contas da União (TCU). O pedido teve como objetivo barrar o adiantamento do pagamento de dividendos aos acionistas, determinado pelo Conselho da Petrobras.
Ex-diretor tentou barrar pagamento de dividendos da Petrobras
O ex-diretor da Petrobras Guilherme Estrella encaminhou o pedido ao presidente do TCU, ministro Bruno Dantas e ao subprocurador Lucas Rocha Furtado.
No requerimento, o ex-diretor afirmou que a soma dos dividendos pagos pela Petrobras atingiu, no último ano, o valor de R$ 180 bilhões, ou seja, 125% do lucro. Assim, tal distribuição seria maior que o próprio lucro.
O pedido foi incluído em um processo de 2022 que tentou suspender a decisão do Conselho da Petrobras de aprovação do adiantamento do pagamento de R$ 43,7 bilhões de dividendos aos investidores. A decisão determinou que o pagamento dos dividendos em duas parcelas, pagas em dezembro e janeiro.
Contudo, o subprocurador do TCU Lucas Rocha Furtado afirmou que o adiantamento causaria “liquidação indireta dos recursos da estatal”. No entanto, o pedido foi recusado.
Federação Única dos Petroleiros também tentou suspender pagamentos
Além do ex-diretor da Petrobras, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) também tentou suspender os pagamentos de dividendos da Petrobras aos acionistas.
De acordo com o advogado Angelo Remédio, representante da federação, nesta quarta-feira (19), o sindicato quer suspender os pagamentos pois boa parte do lucro da companhia tem origem da venda de ativos e da “dolarização” dos valores de combustíveis.
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