O ex-diretor da Petrobras tentou barrar o pagamento de dividendos bilionários da estatal a investidores. O geólogo Guilherme Estrella entrou com uma ação no Tribunal de Contas da União com o pedido de suspensão do pagamento adiantado das repartições de lucros da empresa.
Ex-diretor da Petrobras tenta barrar pagamento de dividendos aos investidores
O pagamento de R$ 21,99 bilhões em dividendos aos acionistas da Petrobras está previsto para acontecer nesta quinta-feira (19). Saiba mais!
O pagamento de R$ 21,99 bilhões em dividendos aos acionistas tem previsão para acontecer nesta quinta-feira (19). Estrella atuou como diretor de Exploração e Produção da Petrobras entre os anos de 2003 e 2012.
Petrobras havia aprovado adiantamento do pagamento
O pedido de suspensão dos pagamentos de dividendos feito pelo ex-diretor da Petrobras foi incluído em um processo de 2022. No último ano, o Conselho da Petrobras aprovou o adiantamento do pagamento de R$ 43,7 bilhões de dividendos aos acionistas. Dessa forma, a distribuição dos valores aconteceria em duas parcelas pagas em dezembro de janeiro deste ano.
Contudo, o subprocurador do TCU Lucas Rocha Furtado entrou com pedido de suspensão do adiantamento sob justificativa de que aconteceria uma “liquidação indireta dos recursos da estatal,”, devido ao caixa da empresa ser destinado à distribuição de dividendos.
O ministro Augusto Nardes negou o pedido, contudo, pediu licença médica após ter um áudio com conteúdo golpista divulgado. Dessa forma, o processo não possui mais um relator.
Pedido de ex-diretor foi encaminhado ao subprocurador
O ex-diretor da Petrobras encaminhou o pedido de suspensão do adiantamento ao presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, e ao subprocurador Lucas Rocha Furtado.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
No requerimento, Estrella alegou que a soma dos dividendos pagos pela estatal aos investidores no último ano atingiu o montante de R$ 180 bilhões de reais, o que corresponde a 125% do lucro da Petrobras do período. Dessa forma, a distribuição seria maior do que o lucro.
A justificativa da Petrobras seria de que “a aprovação do dividendo é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia”. Contudo, para Estrella, tal distribuição não é normal quando comparada a grandes petroleiras do mundo. De acordo com o ex-diretor, o montante de dividendos equivale a 20 vezes os de outras empresas do ramo.
Imagem: Donatas Dabravolskas/shutterstock.com
