A Polícia Federal realizou na última terça-feira (7) uma operação contra fraude no Imposto de Renda (IR). A ação, feita em parceria com a Receita Federal, ocorreu em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Federal Criminal da capital mineira.
PF faz operação contra fraude no Imposto de Renda
De acordo com a Receira Federal, a estimativa do prejuízo gerado pela fraude no Imposto de Renda é de R$ 62 milhões
A operação contou com a participação de 10 auditores-fiscais e analistas-tributários, além de 16 policiais federais. De acordo com as investigações, os órgãos identificaram retificações que elevaram de forma fraudulenta os valores das despesas, para reduzir o pagamento do imposto e ainda disponibilizar créditos aos contribuintes, pagos pela Receita Federal.
“Durante os trabalhos, identificou-se que a consultoria também atuou junto a outras categorias profissionais. Foram empregados esforços para evitar o recebimento indevido de restituições”, afirmou o órgão.
Contribuintes responsabilizaram consultor financeiro
Os contribuintes que apresentaram fraude no Imposto de Renda responsabilizaram um consultor financeiro e um profissional de contabilidade por retificar as declarações. Os supostos profissionais cobravam 20% sobre os valores restituídos aos clientes pela Receita Federal.
Assim, ao fraudar as retificações, os criminosos lucravam com o percentual disponibilizado pelo órgão. De acordo com a Receita Federal, a estimativa do prejuízo gerado pela fraude é de R$ 62 milhões.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato e crimes contra a ordem tributária.
Imposto de Renda
O Imposto de Renda (IR) é um tributo federal aplicado sobre a renda do(a) cidadão(ã), assim, a declaração do IR tem como objetivo informar a Receita Federal sobre os rendimentos recebidos em determinado período como salários e investimentos, tributáveis ou não.
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Além disso, a declaração serve para acompanhar o patrimônio dos brasileiros, verificando quais foram os bens adquiridos pela população no último ano e analisando se não há irregularidades como um patrimônio maior do que a renda declarada. A entrega do documento é feita através do programa gerador da DIRPF, programa disponibilizado gratuitamente pela Receita Federal.
Neste ano, os cidadãos deverão entregar as declarações entre os dias 15 de março até 31 de maio.
Imagem: SteffenTravel / Shutterstock
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