O crescimento econômico do Brasil mostrou sinais de arrefecimento em 2025. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou apenas 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os primeiros três meses do ano, quando havia registrado alta de 1,4%.
Economistas afirmam que a perda de fôlego é reflexo direto da política monetária restritiva adotada pelo Banco Central. A Selic, hoje em 15% ao ano, encarece o crédito, limita investimentos e reduz o consumo das famílias, fatores que se materializam com defasagem de meses após os aumentos.
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O Boletim Focus indica que o Banco Central deve manter a taxa de juros em 15% até o fim de 2025. As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em setembro, novembro e dezembro devem apenas reiterar a estabilidade.
A previsão é que a primeira redução aconteça apenas em fevereiro de 2026, quando a Selic cairia 0,25 ponto percentual, chegando a 14,75% ao ano.
Efeitos da política monetária
O crédito mais caro afeta investimentos produtivos, encarece o consumo parcelado e reduz a atividade econômica em geral.
Inflação segue no radar do Banco Central
Pressões de preços
Apesar da desaceleração do PIB, a inflação segue como principal preocupação do Banco Central. O Focus prevê que o IPCA fechará 2025 em 4,85%, acima da meta de 3% (com tolerância de 1,5 ponto percentual).
Para 2026, a expectativa é de inflação de 4,31%, ainda perto do teto da meta. Só em 2027 os analistas projetam um IPCA abaixo de 4%, consolidando trajetória mais estável de preços.
Impactos externos
A sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros também afeta as expectativas. O aumento de custos para exportadores pode pressionar preços internos e diminuir a competitividade da indústria nacional.
Consumo ainda sustenta parte do crescimento
Segundo economistas, o mercado de trabalho aquecido e a desvalorização do dólar contribuíram para manter o poder de compra em parte da população, dificultando uma queda mais rápida da inflação.
Divergências entre analistas
Cenário conservador
Boa parte dos economistas acredita que não haverá cortes na Selic em 2025. Para eles, apenas em 2026 será possível afrouxar a política monetária sem comprometer o controle da inflação.
Projeções mais otimistas
Para esses analistas, a sequência de leituras do IPCA em queda abre espaço para um ajuste mínimo em dezembro de 2025, reduzindo a Selic para 14,75%.
Projeções para a economia brasileira
Crescimento do PIB
Para 2026 e 2027, o crescimento deve ser mais modesto, entre 1,8% e 1,9%.
Câmbio
O dólar deve encerrar 2025 em torno de R$ 5,56, segundo a última pesquisa.
O que esperar para 2026?
Imagem: Uuganbayar/ shutterstock.com
O consenso é que o Brasil deve atravessar 2025 com juros altos, crescimento moderado e inflação ainda pressionada.
Inflação mais próxima da meta;
Consolidação da desaceleração econômica;
Menor pressão do consumo sobre os preços;
Ambiente internacional mais estável.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Por que o PIB desacelerou em 2025? Porque a alta da Selic encareceu o crédito e reduziu a atividade econômica, efeito esperado da política monetária restritiva.
2. A Selic pode subir novamente em 2025? Não. A expectativa é de manutenção em 15% até o fim do ano, sem novas altas.
3. O consumo está em queda? Ainda não. Apesar dos juros altos, o mercado de trabalho e o câmbio têm sustentado a demanda interna.
Considerações finais
A economia brasileira entrou em uma fase de menor dinamismo em 2025, reflexo direto da política monetária restritiva conduzida pelo Banco Central.
Apesar da desaceleração, não há sinal de que o Banco Central vá flexibilizar a taxa básica neste ano. O compromisso com o controle da inflação e os riscos externos, como a sobretaxa dos EUA sobre exportações brasileiras, sustentam a posição conservadora da autoridade monetária.
Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.