Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Picanha nos EUA chega a R$ 150/kg com tarifa de 50% sobre carne brasileira

Tarifa de 50% sobre carne brasileira faz preço da picanha nos EUA bater máxima histórica em julho.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Quatro pedaços de picanha grelhada sobrepostos em uma tábua de carne.

O preço da carne bovina nos Estados Unidos atingiu um patamar histórico em julho de 2025, impulsionado pelas tarifas de 50% sobre produtos brasileiros impostas pelo governo de Donald Trump. A medida afetou diretamente o custo da picanha e de outros cortes nobres, tornando a carne brasileira mais cara para os consumidores americanos.

Segundo dados do Departamento de Estatísticas de Trabalho dos EUA, o índice de carne bovina e vitela subiu 2,5% em julho e acumula alta de 11,3% em 12 meses. O preço médio de bifes crus alcançou 11,88 dólares por libra, equivalente a cerca de R$ 143 por quilo, considerando a cotação do dólar no período.

Leia mais: Carne bovina seguirá cara no Brasil em 2025

Tarifa de 50% sobre carne brasileira

Carne bovina
Imagem: bublikhaus – freepik

O Brasil é responsável por 27% de todas as importações de carne bovina dos EUA, sendo um dos principais fornecedores do país. No entanto, as recentes tarifas de 50% impostas por Donald Trump atingiram diretamente o setor, sem incluir exceções para cortes específicos.

Em outras palavras, cortes como picanha, alcatra e contra-filé ficaram significativamente mais caros em território americano, impactando o preço final para supermercados, açougues e consumidores.

Impacto no mercado de carne e exportações brasileiras

O aumento do preço da carne nos EUA gera efeitos diretos sobre o volume de exportações brasileiras. Empresas como JBS, Marfrig e Minerva, principais exportadoras de carne bovina, podem sentir impacto nas vendas para o país norte-americano, embora tenham operações globais que mitigam parcialmente os efeitos do tarifaço.

Mesmo assim, analistas do setor destacam que o aumento dos preços americanos pode reduzir a demanda por cortes brasileiros, forçando exportadores a buscar alternativas em Ásia e Oriente Médio para manter o fluxo de receita.

Histórico de preços e tendências

O preço recorde da carne nos EUA em julho reflete uma tendência de valorização nos últimos 12 meses, com aumento acumulado de 11,3%. Segundo o Departamento de Estatísticas de Trabalho:

  • Preço médio de bifes crus: 11,88 dólares por libra (R$ 143/kg)
  • Alta mensal em julho: 2,5%
  • Alta acumulada em 12 meses: 11,3%

Além das tarifas, outros fatores contribuem para a valorização, incluindo redução do rebanho americano, aumento do consumo interno e pressões inflacionárias sobre alimentos em geral.

A saber, o Brasil é um fornecedor estratégico para os EUA, mas a tarifa de 50% muda o equilíbrio do mercado e pressiona o preço da carne no varejo.

Consequências para consumidores americanos

Para o consumidor final nos Estados Unidos, a alta histórica da carne bovina significa que cortes populares, como picanha e filé mignon, se tornaram produtos premium, com preços muito acima da média histórica.

Supermercados já refletem o aumento nos preços, com picanha sendo vendida a cerca de R$ 150 por quilo, dependendo da região. A expectativa é que os valores se mantenham elevados enquanto a tarifa de 50% estiver em vigor.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Estratégias das empresas brasileiras

Apesar do impacto, grandes exportadoras de carne brasileira têm buscado alternativas para minimizar perdas:

  • Redirecionamento de exportações para mercados alternativos (China, Oriente Médio e Europa)
  • Ajustes de produção em unidades internacionais para atender demanda global
  • Negociações com governos e associações para reduzir barreiras comerciais

Perspectivas para o mercado internacional

Carne recorde
Imagem: Natalia Lisovskaya / shutterstock.com

O tarifaço de 50% imposto pelos EUA deve continuar influenciando o mercado global de carne bovina nos próximos meses. A expectativa é que:

  1. A picanha e outros cortes nobres mantenham preços elevados nos EUA
  2. Empresas brasileiras busquem novos mercados para exportação
  3. O efeito inflacionário sobre produtos de proteína animal impacte alimentos processados e fast-foods
  4. Consumidores americanos enfrentem restrições de acesso a carne brasileira a preços competitivos

O recente aumento do preço da carne bovina nos Estados Unidos, com a picanha chegando a R$ 150/kg, é resultado direto da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelo governo Trump. Embora empresas como JBS, Marfrig e Minerva possam mitigar parte do impacto com operações globais, os consumidores americanos sentirão o efeito da alta, enquanto o Brasil busca alternativas para manter sua competitividade internacional.

A tendência é que o preço da carne permaneça elevado, com ajustes estratégicos por parte das exportadoras brasileiras e a procura por novos mercados. O cenário reforça a importância de políticas comerciais e negociações internacionais para equilibrar oferta, demanda e preços globais.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

Topicos relacionados