O pagamento do lote complementar do PIS/Pasep 2026 começa nesta quinta-feira, 15 de outubro, com a previsão de beneficiar mais de 1 milhão de trabalhadores brasileiros. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a liberação representa aproximadamente R$ 804 milhões em recursos destinados ao abono salarial do ano-base 2024.
A nova etapa contempla pessoas que passaram a ter direito ao benefício após uma revisão cadastral, além de trabalhadores que tiveram os valores recalculados. Por isso, quem não apareceu entre os beneficiários no processamento inicial ou recebeu uma quantia menor do que esperava deve consultar novamente sua situação.
O abono salarial é um benefício anual destinado a trabalhadores que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo federal. O valor pode chegar a um salário mínimo, conforme o período trabalhado no ano considerado para o cálculo.
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Quem tem direito ao lote complementar do PIS/Pasep 2026?

O lote extra foi organizado depois que o Ministério do Trabalho e Emprego reavaliou informações enviadas ou corrigidas pelos empregadores entre 1º de setembro de 2025 e 20 de junho de 2026.
Essas atualizações permitiram identificar trabalhadores que não haviam sido contemplados na análise inicial. Também possibilitaram corrigir dados que influenciavam o cálculo do abono salarial.
Para receber o PIS/Pasep referente ao ano-base 2024, o trabalhador precisa cumprir os seguintes requisitos:
- Ter trabalhado com carteira assinada ou como servidor público por pelo menos 30 dias em 2024.
- Ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.765,93 no ano-base, conforme o limite informado para este pagamento.
- Estar cadastrado no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos, contados do primeiro vínculo.
- Ter os dados trabalhistas informados corretamente pelo empregador nos sistemas oficiais.
O cumprimento dessas condições não significa necessariamente que o pagamento será liberado de imediato. Informações incompletas ou divergentes podem exigir uma nova verificação pelos órgãos responsáveis.
Quem não recebeu anteriormente pode ter direito agora?
Sim. O lote complementar atende justamente parte dos trabalhadores que não foram identificados como beneficiários no primeiro processamento, mas tiveram seus dados atualizados posteriormente.
Também pode haver mudanças no valor para quem já estava habilitado. Isso ocorre quando a correção das informações profissionais ou salariais altera o cálculo do benefício.
Por esse motivo, vale consultar a Carteira de Trabalho Digital mesmo que uma verificação anterior tenha indicado ausência de pagamento.
Qual é o valor do abono salarial em 2026?
O valor do PIS/Pasep é proporcional à quantidade de meses trabalhados no ano-base. Para quem trabalhou durante os 12 meses de 2024 e cumpre os requisitos, o pagamento pode chegar a R$ 1.621, conforme o salário mínimo informado para o calendário de 2026.
Quem trabalhou por menos tempo recebe uma parcela proporcional. Considerando esse valor de referência, os exemplos são:
- 1 mês trabalhado: aproximadamente R$ 135,08.
- 3 meses trabalhados: R$ 405,25.
- 6 meses trabalhados: R$ 810,50.
- 9 meses trabalhados: R$ 1.215,75.
- 12 meses trabalhados: R$ 1.621.
O cálculo considera os meses de trabalho reconhecidos no ano-base, com o valor correspondente a cada mês equivalente a 1/12 do salário mínimo de referência. Frações de trabalho iguais ou superiores a 15 dias são consideradas como mês integral para esse cálculo.
O valor efetivamente liberado deve ser confirmado nos canais oficiais, pois depende do período reconhecido e das informações cadastrais do beneficiário.
Como consultar o PIS/Pasep 2026 pelo celular?
A maneira mais prática de verificar se o trabalhador foi incluído no lote complementar é utilizar a Carteira de Trabalho Digital. O serviço permite consultar a habilitação, o valor e as informações relacionadas ao pagamento.
Consulta pela Carteira de Trabalho Digital
Para fazer a verificação, siga estas etapas:
- Abra o aplicativo Carteira de Trabalho Digital no celular.
- Entre com a conta Gov.br vinculada ao seu CPF.
- Acesse a opção de consulta ao abono salarial na tela inicial ou entre no menu de benefícios.
- Selecione o PIS/Pasep e confira as informações disponíveis.
Caso o benefício apareça como habilitado, verifique também a instituição responsável pelo pagamento e a data indicada no sistema.
Consulta pelo Portal Emprega Brasil
Outra possibilidade é acessar o Portal Emprega Brasil, do Ministério do Trabalho e Emprego, e entrar com as credenciais da conta Gov.br.
Na área de abono salarial, o trabalhador pode consultar sua situação e verificar se foi contemplado pela atualização dos dados.
Quem tiver dificuldades para acessar os serviços digitais pode procurar informações pela Central Alô Trabalho, no telefone 158, ou em uma unidade das Superintendências Regionais do Trabalho.
Onde o dinheiro do PIS/Pasep será depositado?

A instituição responsável pelo pagamento depende do vínculo profissional do beneficiário.
Os trabalhadores da iniciativa privada recebem o PIS por meio da Caixa Econômica Federal. O crédito pode ocorrer em conta elegível do banco ou por outras modalidades de pagamento disponibilizadas pela instituição, conforme a situação cadastral do beneficiário.
Já os servidores públicos vinculados ao Pasep recebem pelo Banco do Brasil, de acordo com as condições de pagamento aplicáveis.
Quem não possui conta bancária deve consultar os canais da instituição responsável para saber como movimentar ou sacar o recurso. Antes de se deslocar até uma agência, é recomendável confirmar se o dinheiro está disponível e quais documentos são necessários.
Até quando é possível sacar o abono salarial?
O prazo informado para o saque do lote complementar termina em 30 de dezembro de 2026. Por isso, os trabalhadores contemplados devem verificar a disponibilidade do dinheiro e evitar deixar a retirada para os últimos dias.
Caso o recurso não seja sacado dentro do calendário, ele retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Isso não significa, porém, que o trabalhador perde definitivamente o direito ao benefício: conforme as regras aplicáveis, é possível solicitar o pagamento posteriormente, observado o prazo legal de cinco anos.
Para evitar transtornos, a recomendação é consultar a situação o quanto antes e guardar os comprovantes relacionados ao vínculo empregatício, caso seja necessário contestar alguma informação.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
