A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o reajuste do salário mínimo regional do estado, elevando o piso salarial de diversas categorias profissionais. A proposta estabelece aumento de 5,35% e altera os valores das cinco faixas salariais existentes, conforme a área de atuação dos trabalhadores.
Piso salarial do Rio Grande do Sul sobe 5,35% e chega a R$ 1.884,75
Novo piso regional do Rio Grande do Sul terá reajuste de 5,35% e eleva salário mínimo estadual para até R$ 2.388,50.
Com a mudança, o menor piso regional gaúcho passa de R$ 1.789,04 para R$ 1.884,75. Já a faixa mais alta aumenta de R$ 2.267,21 para R$ 2.388,50, beneficiando trabalhadores técnicos de nível médio.
A aprovação ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com ampla maioria dos votos favoráveis. Após a votação, o texto segue para sanção do governador Eduardo Leite (PSD) para que os novos valores possam entrar oficialmente em vigor.
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Como funciona o salário mínimo regional do Rio Grande do Sul

O piso salarial regional é um valor mínimo definido pelo governo estadual para determinadas categorias de trabalhadores.
Ele é aplicado principalmente aos profissionais que não possuem um piso estabelecido por:
- convenção coletiva;
- acordo coletivo de trabalho;
- legislação específica da categoria.
O objetivo da política é garantir uma remuneração mínima superior ao salário mínimo nacional para setores considerados estratégicos da economia regional.
O reajuste não substitui negociações coletivas realizadas por sindicatos e empresas, que podem estabelecer valores superiores aos definidos pelo estado.
Reajuste foi calculado com inflação e crescimento econômico
Segundo a justificativa apresentada pelo governo estadual, o aumento de 5,35% busca recompor a perda inflacionária acumulada e incorporar ganhos econômicos do Rio Grande do Sul.
A metodologia utilizada combina:
- correção pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC);
- variação real do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
A proposta segue uma lógica semelhante à política de valorização do salário mínimo nacional, buscando preservar o poder de compra dos trabalhadores e acompanhar o desempenho econômico do estado.
Novos valores do piso regional gaúcho por faixa
O reajuste contempla cinco grupos profissionais, organizados conforme o setor de atividade.
Faixa 1: salário passa para R$ 1.884,75
O primeiro grupo terá aumento de R$ 1.789,04 para R$ 1.884,75.
A faixa inclui trabalhadores de áreas como:
- agricultura e pecuária;
- indústrias extrativas;
- pesca;
- empregados domésticos;
- turismo e hospitalidade;
- construção civil;
- fabricação de instrumentos musicais e brinquedos;
- estabelecimentos hípicos;
- motoboys;
- trabalhadores de garagens e estacionamentos.
Faixa 2: salário sobe para R$ 1.928,15
O segundo grupo passa de R$ 1.830,23 para R$ 1.928,15.
Estão incluídos profissionais de setores como:
- indústria do vestuário;
- calçados;
- fiação e tecelagem;
- couro;
- papel e papelão;
- serviços de saúde;
- limpeza e conservação;
- telecomunicações;
- telemarketing;
- call centers;
- hotéis;
- restaurantes;
- bares e estabelecimentos similares.
Faixa 3: salário chega a R$ 1.971,89
A terceira faixa terá reajuste de R$ 1.871,75 para R$ 1.971,89.
O valor atende trabalhadores das áreas:
- indústria moveleira;
- indústria química;
- indústria farmacêutica;
- produção cinematográfica;
- alimentação;
- comércio em geral;
- agentes autônomos do comércio;
- armazenagem;
- movimentação de mercadorias.
Faixa 4: salário aumenta para R$ 2.049,76
O quarto grupo passa de R$ 1.945,67 para R$ 2.049,76.
A faixa contempla profissionais de setores como:
- metalurgia;
- mecânica;
- material elétrico;
- indústria gráfica;
- fabricação de vidros e cerâmicas;
- artefatos de borracha;
- seguros privados;
- condomínios;
- joalheria;
- entidades culturais e sociais;
- vigilância;
- trabalhadores marítimos e aquaviários.
Faixa 5: salário chega a R$ 2.388,50
A quinta faixa terá o maior valor do piso regional.
O pagamento sobe de R$ 2.267,21 para R$ 2.388,50.
Ela é destinada aos trabalhadores técnicos de nível médio, incluindo profissionais formados em cursos:
- integrados;
- subsequentes;
- concomitantes.
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Quem será beneficiado pelo reajuste?
O aumento alcança trabalhadores que recebem o piso regional do Rio Grande do Sul e estão enquadrados nas categorias previstas em cada faixa.
Na prática, podem ser beneficiados:
- empregados sem convenção coletiva específica;
- trabalhadores de setores com menor organização sindical;
- profissionais que dependem do piso estadual como referência mínima.
Quem já recebe salário superior ao novo piso não terá alteração automática, pois o reajuste não funciona como aumento geral para todas as categorias.
Quando os novos valores começam a valer?

Após a aprovação pela Assembleia Legislativa, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Eduardo Leite.
Somente depois da sanção e da publicação oficial da lei os novos valores passam a ter validade.
Empresas e empregadores deverão observar as novas regras a partir da data estabelecida na legislação aprovada.
Impacto do reajuste para trabalhadores e empresas
Para os trabalhadores, o aumento representa uma tentativa de recuperar o poder de compra diante da alta dos preços de produtos e serviços essenciais.
Entre os principais impactos esperados estão:
- aumento da renda disponível;
- maior capacidade de consumo;
- valorização de categorias profissionais;
- melhora na proteção salarial.
Para as empresas, especialmente pequenos negócios, o reajuste representa uma mudança nos custos relacionados à folha de pagamento e pode exigir adequações no planejamento financeiro.
Piso regional reforça política de valorização salarial
O salário mínimo regional do Rio Grande do Sul funciona como uma ferramenta complementar de proteção ao trabalhador, estabelecendo valores acima do piso nacional para determinados segmentos.
Com o reajuste de 5,35%, o estado amplia os valores mínimos pagos a diversas categorias e mantém uma política vinculada à inflação e ao desempenho econômico regional.
A atualização também reforça o debate sobre equilíbrio entre valorização da renda dos trabalhadores e sustentabilidade financeira das empresas, especialmente em setores que dependem intensamente da mão de obra.
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