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Golpe do Pix: nova prática está sendo feita contra mulheres

Com R$ 26 trilhões em 2024, Pix exige reforço contra golpe. Banco Central cria regras contra fraudes e amplia devolução de valores.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
pix golpe

Nos últimos anos, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento no Brasil, substituindo transferências tradicionais como DOC e TED. Em 2024, o sistema do Banco Central bateu recorde ao movimentar R$ 26 trilhões em transações, evidenciando sua praticidade e aceitação entre pessoas físicas e jurídicas.

A gratuidade para usuários comuns, a liquidez instantânea e a integração com o comércio são fatores que explicam esse sucesso. No entanto, a popularização do Pix também expôs falhas exploradas por criminosos, o que levou o Banco Central a estabelecer novas diretrizes de segurança.

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O golpe do falso comprovante de Pix

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Imagem: Freepik e Canva

Como ele funciona

Um dos crimes mais recorrentes é o envio de falsos comprovantes de Pix. Nessa fraude, golpistas simulam transferências e apresentam imagens falsas para enganar vendedores ou prestadores de serviço. O golpe geralmente ocorre em transações informais e tem prejudicado autônomos e pequenos comerciantes.

Nova regra contra falsificações

A partir de 1º de abril de 2025, todos os bancos devem incluir um selo de verificação (“check”) nos comprovantes reais. Nos casos de agendamento de Pix, o comprovante terá o selo de calendário e a expressão “Agendamento Pix”. A ideia é dificultar fraudes e aumentar a clareza para quem recebe o valor.

Verificação de dados e código único

Outra medida é o incentivo à verificação do código identificador das transações. Cada Pix gera um código único que pode ser conferido entre remetente e destinatário. Essa checagem ajuda a evitar fraudes e facilita a contestação caso haja erro ou crime.

Além disso, o Banco Central orienta que os usuários verifiquem a qualidade das imagens dos comprovantes e evitem confiar em prints com baixa resolução.

MED Pix: como funciona o mecanismo de devolução

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Imagem: Freepik e Canva

Recuperação de valores

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) foi criado para permitir que vítimas de fraudes solicitem o estorno dos valores. A partir de outubro de 2025, os bancos serão obrigados a oferecer esse recurso por autoatendimento nos aplicativos.

O MED pode ser acionado em casos de fraude comprovada e permite o bloqueio do valor na conta do golpista. Essa medida aumenta as chances de recuperação dos recursos e fortalece a confiança no sistema.

Limitações do MED

O MED não cobre desacordos comerciais nem erros causados pelo próprio usuário, como envio para a chave errada. Ainda assim, é um avanço importante no combate a fraudes, especialmente aquelas que envolvem engenharia social e sequestros-relâmpago.

Prevenção de golpes com boas práticas

Monitoramento constante

Para evitar problemas, o Banco Central recomenda que os usuários mantenham notificações ativas em seus aplicativos bancários e revisem regularmente o extrato. Essas ações ajudam a detectar movimentações não reconhecidas.

Cuidado com anexos maliciosos

Recentemente, criminosos começaram a enviar falsos comprovantes de Pix em arquivos ZIP que contêm malwares. A Polícia Civil de Santa Catarina emitiu alerta sobre esse tipo de fraude, que visa instalar vírus em celulares e roubar dados bancários.

Educação financeira como aliada contra fraudes

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Campanhas de conscientização têm sido promovidas por bancos e pelo próprio Banco Central para ensinar a população a se proteger. Entre os temas abordados estão a importância de alterar senhas regularmente, evitar clicar em links suspeitos e não divulgar dados bancários fora de ambientes seguros.

Webinars, vídeos e tutoriais são usados para reforçar boas práticas de segurança digital, principalmente entre idosos e usuários menos familiarizados com tecnologia.

Futuro do Pix: segurança e inovação

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Imagem: IA/Edição: Seu Crédito Digital

Com o aumento das fraudes, o futuro do Pix dependerá da adoção de tecnologias cada vez mais sofisticadas. Entre as inovações em desenvolvimento estão:

Inteligência artificial para detectar fraudes

Bancos já estão investindo em sistemas que usam análise de comportamento e IA para identificar transações suspeitas em tempo real, enviando alertas automáticos aos clientes.

Biometria e autenticação multifatorial

A autenticação por biometria (digital ou facial) integrada ao Pix deve se tornar padrão. Isso dificulta acessos indevidos mesmo que o celular ou aplicativo do usuário seja comprometido.

Conclusão

O Pix revolucionou o sistema financeiro brasileiro, mas também exigiu uma nova postura frente à segurança digital. Com a implementação de novas regras, como o selo nos comprovantes e o MED, o Banco Central mostra empenho em proteger os usuários.

A educação financeira e o investimento em tecnologia completam esse esforço coletivo. Para manter o Pix seguro e eficiente, é essencial que usuários, bancos e reguladores atuem juntos, adotando práticas responsáveis e inovadoras no combate às fraudes.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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