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Pix bate recorde com 276,7 milhões de transações em um dia, diz Banco Central

Pix registra novo recorde com 276,7 milhões de transações em um dia, segundo o Banco Central. Saiba mais sobre o crescimento do Pix.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Pix

O Banco Central (BC) anunciou na última sexta-feira (6) que o Pix registrou um novo recorde de movimentações, com impressionantes 276,7 milhões de transações em um único dia. O número supera o recorde anterior, que havia sido alcançado em 20 de dezembro de 2024, quando 252,1 milhões de operações foram registradas. Essa marca reflete o crescimento exponencial do Pix como principal meio de pagamento digital no Brasil.

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A força do Pix no cenário financeiro nacional

Pix Automático
Imagem: Tirachard Kumtanom / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Em nota oficial, o Banco Central destacou que os dados demonstram a relevância do Pix como infraestrutura digital pública essencial para o funcionamento da economia do país. “Os números são mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”, afirmou a instituição.

Além do volume de transações, o BC revelou que essas operações movimentaram R$ 135,6 bilhões somente no dia do recorde. Essa cifra reforça o peso financeiro do Pix, que vem crescendo consistentemente desde seu lançamento.

Crescimento anual expressivo do Pix

O Pix encerrou o ano de 2024 com um total de 63,8 bilhões de transações, representando um aumento de 52% em relação aos 41,9 bilhões registrados em 2023. Esse crescimento consolidou o Pix como o meio de pagamento mais utilizado no país, ultrapassando todos os outros métodos combinados.

Segundo dados compilados pelo BC, as transações feitas por cartão de crédito, débito, boleto, TED, cartão pré-pago e cheques somaram juntos 50,8 bilhões em 2024, número inferior ao volume do Pix sozinho.

Histórico da rápida adoção do Pix no Brasil

Lançado em 16 de novembro de 2020, o Pix revolucionou o sistema financeiro brasileiro ao permitir transferências instantâneas a qualquer hora e sem custo para pessoas físicas. O impacto foi imediato: já no primeiro mês de operação, o Pix superou as transações feitas via DOC (Documento de Crédito), que foi oficialmente descontinuado pelo sistema financeiro em fevereiro de 2024.

Etapas da superação dos meios tradicionais

Ao longo de 2021, o Pix continuou sua trajetória de crescimento:

  • Em janeiro, ultrapassou o volume de TEDs.
  • Em março, passou as transações realizadas por meio de boletos.
  • Em maio, o Pix já somava mais transações do que todos esses métodos juntos.

Em relação aos cartões, o avanço do Pix foi igualmente significativo. Em janeiro de 2022, o número de operações via Pix superou as feitas com cartão de débito. No mês seguinte, fevereiro, o Pix também ultrapassou o cartão de crédito em volume de transações.

O cenário dos meios de pagamento em 2024

Apesar do domínio do Pix em número de transações, outros meios continuam relevantes, especialmente para valores maiores.

Ranking dos principais meios de pagamento por volume em 2024

  • Pix: 63,8 bilhões de transações
  • Cartão de crédito: 19,8 bilhões
  • Cartão de débito: 16,7 bilhões
  • Cartão pré-pago: 9,2 bilhões
  • Boletos: 4,2 bilhões
  • TED: 821 milhões
  • Cheques: 125 milhões

Valores movimentados por modalidade

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Em termos de valores transacionados, o Pix ficou atrás da TED, que movimentou R$ 43,1 trilhões em 2024, enquanto o Pix movimentou R$ 26,9 trilhões. Isso indica que a TED permanece preferida para transações de maior valor, especialmente entre empresas (B2B).

Os boletos registraram R$ 6,2 trilhões, seguidos pelos cartões de crédito, que movimentaram R$ 2,8 trilhões.

Perfil do uso do Pix: cotidiano e pequenas transações

Banco Central pix
Imagem: Freepik e Canva

Especialistas apontam que o crescimento do Pix está diretamente ligado ao seu uso para pagamentos rotineiros de menor valor, como compras no comércio, pagamentos de serviços e transferências entre pessoas físicas.

“O Pix foi projetado para ser um meio de pagamento ágil, barato e acessível para transações do dia a dia, o que explica o aumento acelerado do número de operações”, analisa um representante do Banco Central. Para valores mais altos, especialmente nas operações corporativas, a TED ainda é a modalidade preferida.

Pix como infraestrutura pública e inclusão financeira

Além de sua praticidade, o Pix tem sido fundamental para a inclusão financeira no Brasil, ao facilitar o acesso ao sistema bancário para pessoas que antes encontravam barreiras para movimentar dinheiro eletronicamente. O Banco Central enfatiza que o Pix funciona como uma infraestrutura digital pública, contribuindo para a democratização do acesso aos serviços financeiros.


Considerações finais

O recorde histórico de 276,7 milhões de transações em um único dia reforça a importância do Pix no cotidiano dos brasileiros e no funcionamento da economia nacional. Com um crescimento contínuo, o Pix solidifica seu papel como o meio de pagamento dominante no país, mudando a forma como o dinheiro circula e como as pessoas e empresas realizam suas operações financeiras.

A evolução do Pix também sinaliza a transformação digital do sistema financeiro brasileiro, apontando para um futuro onde os pagamentos serão cada vez mais instantâneos, acessíveis e integrados.

Imagem: rafapress/shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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