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Pix altera comportamento de pagamento e reduz uso do dinheiro vivo

Pesquisa mostra que 61% dos brasileiros reduziram ou deixaram de usar dinheiro em espécie após a chegada do Pix. Veja o que mudou.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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Lançado pelo Banco Central no fim de 2020, o Pix deixou de ser apenas uma alternativa para transferências bancárias e passou a transformar a forma como milhões de brasileiros realizam pagamentos no dia a dia.

Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box mostra que 61% dos brasileiros reduziram ou abandonaram o uso de dinheiro em espécie após a popularização do sistema de pagamentos instantâneos.

O levantamento também revela mudanças importantes no uso de boletos e cartões físicos, indicando que os meios digitais estão ganhando cada vez mais espaço nas compras presenciais, nas transações online e até na divisão de despesas entre amigos e familiares.

Entenda o que mudou e como essa transformação pode impactar a rotina financeira dos consumidores.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Em poucos anos, o Pix se consolidou como um dos meios de pagamento mais utilizados no país.

Além da rapidez, o sistema conquistou consumidores por oferecer:

  • transferências em poucos segundos;
  • funcionamento durante 24 horas por dia;
  • disponibilidade todos os dias da semana;
  • ausência de tarifas para pessoas físicas na maioria das operações.

Essas características fizeram com que o Pix deixasse de ser utilizado apenas para transferências entre contas e passasse a ser aceito em praticamente todos os segmentos do comércio.

Dinheiro em espécie perde espaço

Segundo o estudo da Serasa, o hábito de carregar dinheiro vivo vem diminuindo rapidamente.

Os números mostram que:

  • 61% dos entrevistados afirmaram usar menos dinheiro em espécie;
  • muitos consumidores passaram a sair de casa apenas com o celular.

Essa mudança acompanha a expansão da aceitação do Pix em supermercados, farmácias, restaurantes, pequenos comércios e vendedores ambulantes.

Hoje, em muitas cidades brasileiras, já é possível realizar praticamente todas as compras apenas utilizando pagamentos digitais.

Outros meios de pagamento também perderam espaço

O impacto do Pix não ficou restrito ao dinheiro em espécie.

A pesquisa aponta redução no uso de outros métodos tradicionais.

Entre os entrevistados:

  • 28% passaram a utilizar menos boletos bancários;
  • 17% reduziram o uso do cartão de débito físico;
  • 13% diminuíram a utilização do cartão de crédito físico.

Isso não significa necessariamente que os cartões deixaram de ser utilizados, mas muitos consumidores passaram a cadastrá-los em carteiras digitais ou optaram diretamente pelo Pix.

Como os brasileiros utilizam o Pix?

O levantamento também identificou as principais situações em que a ferramenta é utilizada.

Entre elas estão:

Transferências entre pessoas

O uso mais comum continua sendo o envio de dinheiro para familiares e amigos.

Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados utilizam o Pix para esse tipo de operação.

Compras pela internet

O Pix também ganhou espaço no comércio eletrônico.

Atualmente, 36% dos consumidores utilizam a modalidade para compras online, aproveitando a confirmação imediata do pagamento.

Compras em lojas físicas

Outro dado relevante é o crescimento do Pix nas lojas presenciais.

A pesquisa mostra que 24% dos entrevistados já utilizam o sistema para pagar compras diretamente nos estabelecimentos comerciais.

Pix por aproximação deve ampliar ainda mais esse uso

Uma das novidades mais recentes do sistema é o Pix por aproximação.

A funcionalidade permite que o consumidor realize pagamentos apenas aproximando o celular da máquina de cartão, de forma semelhante ao pagamento por cartões com tecnologia NFC.

Além da praticidade, a modalidade oferece integração com carteiras digitais e aplicativos bancários compatíveis.

No momento, o recurso está disponível principalmente para dispositivos Android por meio de plataformas compatíveis.

A expectativa do mercado é que a funcionalidade seja ampliada gradualmente para mais usuários.

Praticidade exige mais controle financeiro

Embora o Pix tenha tornado os pagamentos muito mais rápidos, especialistas alertam que essa facilidade também exige maior disciplina financeira.

Como o pagamento acontece instantaneamente, muitas pessoas acabam gastando sem perceber o impacto no orçamento.

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Por isso, algumas recomendações continuam importantes:

  • acompanhar regularmente o saldo bancário;
  • registrar despesas;
  • estabelecer limites para gastos;
  • evitar compras por impulso;
  • manter um planejamento financeiro mensal.

A tecnologia facilita os pagamentos, mas o controle do orçamento continua dependendo dos hábitos do consumidor.

Por que o Pix cresceu tão rapidamente?

O sucesso do sistema está ligado a diversos fatores.

Entre eles:

Rapidez

As transferências são concluídas em poucos segundos.

Disponibilidade

O sistema funciona inclusive aos fins de semana e feriados.

Facilidade

Não é necessário informar todos os dados bancários quando se utiliza uma chave Pix.

Baixo custo

Grande parte das operações realizadas por pessoas físicas é gratuita.

Esses fatores contribuíram para uma rápida adoção da ferramenta em todo o país.

Pesquisa ouviu consumidores de todo o Brasil

O levantamento foi realizado pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box.

A pesquisa ouviu 1.184 brasileiros, por meio de entrevistas online realizadas entre os dias 2 e 9 de setembro de 2025.

Segundo os organizadores, a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

Pix continua transformando a forma de pagar

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os dados mostram que o Pix deixou de ser apenas uma alternativa às transferências bancárias para se tornar um dos principais instrumentos de pagamento utilizados pelos brasileiros. A redução do uso de dinheiro em espécie, boletos e cartões físicos evidencia uma mudança significativa no comportamento financeiro da população.

Com a chegada de novas funcionalidades, como o Pix por aproximação, a tendência é que o sistema continue ampliando sua participação no comércio e nas transações do dia a dia.

Ao mesmo tempo, especialistas reforçam que a praticidade deve vir acompanhada de planejamento financeiro, para que a facilidade dos pagamentos digitais não resulte em gastos impulsivos ou desequilíbrio no orçamento familiar.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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