O Pix, lançado em 2020 pelo Banco Central, e o Drex, moeda digital prevista para 2026, posicionam o Brasil como líder em finanças digitais. Um estudo da Valor Capital Group, em parceria com a McKinsey & Company, destacou que iniciativas como o Pix, Drex e Open Finance — chamadas de “Brazil Stack” — tornam o país um modelo de tokenização e inovação regulatória global.
Segundo Bruno Batavia, diretor de tecnologias emergentes no Valor Capital Group, o país não é mais apenas uma história de inclusão financeira, mas está construindo a arquitetura para uma economia inteligente e conectada. Continue lendo para entender como o Pix se integra a essa evolução.
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O papel do Pix na infraestrutura financeira

O Pix já registra mais de 78 bilhões de transações anuais e funciona como camada de interoperabilidade entre o sistema bancário tradicional e novas tecnologias, incluindo stablecoins e ativos digitais.
Entre as funções destacadas pelo estudo estão:
- Liquidação instantânea de transações financeiras;
- Interoperabilidade com plataformas digitais e financeiras;
- Integração com Open Finance e outras bases de dados digitais.
Essa infraestrutura permite que o Pix atue como um motor de inovação, preparando o terreno para a implementação do Drex, a moeda digital do Banco Central.
Drex: o próximo passo das finanças digitais
O Drex será a infraestrutura para liquidação em tempo real de ativos tokenizados e contratos inteligentes. Com ele, processos que antes eram manuais ou lentos poderão ser automatizados e programáveis, abrindo caminho para uma nova geração de produtos financeiros.
Segundo a pesquisa, a chegada do Drex possibilitará:
- Liquidação imediata de ativos estruturados, como FIDCs;
- Processos financeiros distribuídos e programáveis;
- Integração com a camada de interoperabilidade do Pix.
Atualmente, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) gerenciam cerca de US$ 110 bilhões, e o Drex permitirá que operações como essas ocorram de forma automatizada e em tempo real.
Open Finance e Gov.br fortalecem o ecossistema
O Open Finance conecta 42 milhões de usuários em mais de 800 instituições financeiras, permitindo automação de processos financeiros e maior transparência. Já o Gov.br oferece identidade digital a 167 milhões de brasileiros, essencial para KYC (conheça seu cliente) e compliance digital.
Com a integração entre Pix, Open Finance e Gov.br, o ecossistema brasileiro:
- Acelera processos regulatórios;
- Facilita a tokenização de ativos;
- Amplia a inclusão financeira digital;
- Cria oportunidades para inovação em serviços financeiros.
Brazil Stack: referência global
O estudo destaca que o Brazil Stack representa uma conexão entre políticas públicas, tecnologia e mercado, que permite ao Brasil servir de modelo para outras economias digitais.
- Políticas públicas: regulação do Banco Central, CVM, Anbima e Fenasbac;
- Tecnologia: integração de Pix, Drex, Open Finance e Gov.br;
- Mercado: criação de mercados programáveis e ativos tokenizados.
Destaque: Essa combinação posiciona o Brasil como exemplo em inovação regulatória e integração tecnológica para finanças digitais.
Impacto para investidores e empresas
A infraestrutura construída permite que investidores e empresas operem em um ambiente mais rápido, seguro e automatizado. Com o Pix como camada de liquidez e interoperabilidade, o Drex e o Open Finance, surgem oportunidades para:
- Contratos inteligentes e automação de pagamentos;
- Acesso simplificado a ativos digitais e stablecoins;
- Expansão de serviços financeiros programáveis;
- Maior eficiência em compliance e verificação de identidade.
Segundo Batavia, essa base permite que o país integre inteligência artificial, blockchain e stablecoins em um sistema financeiro coerente.
Pix e estabilidade financeira digital

O Pix se consolida não apenas como ferramenta de transações instantâneas, mas como componente central da estratégia de digitalização do Brasil. Ele atua como infraestrutura para novos modelos de negócios financeiros, incluindo liquidação em tempo real, pagamentos programáveis e integração com moedas digitais.
Para a McKinsey & Company, o Brasil demonstra que uma infraestrutura digital coordenada e inclusiva pode acelerar o avanço do setor financeiro, servindo de aprendizado para outros países.
Cenário regulatório e inovação
O ecossistema de finanças digitais brasileiro conta com mais de oito agendas regulatórias ativas, envolvendo o Banco Central, CVM, Anbima e Fenasbac. Essas agendas garantem que a inovação ocorra dentro de parâmetros de segurança e compliance, tornando o país referência mundial em tokenização e serviços financeiros programáveis.
Entre os pontos de destaque:
- Monitoramento regulatório de ativos digitais;
- Incentivo à experimentação com moedas digitais e stablecoins;
- Suporte à interoperabilidade entre sistemas financeiros tradicionais e digitais.
Destaque: A regulação atua como facilitadora, permitindo que Pix e Drex se integrem ao mercado de forma segura e escalável.
O futuro das finanças digitais no Brasil
À medida que outros países começam a adotar pagamentos instantâneos e Open Finance, a experiência brasileira com Pix e Drex reforça a importância de:
- Integração de infraestrutura digital;
- Inclusão financeira e acesso programável a serviços;
- Experimentação regulatória responsável.
O estudo aponta que o Brasil já está preparado para criar mercados digitais programáveis, combinando dados, liquidez e automação, o que pode estabelecer padrões globais para a próxima década de serviços financeiros.
Com informações de: Exame
