Segundo artigo publicado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) na quarta-feira, dia 23 de março, o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, é muito mais barato para os lojistas do Brasil, do que pagamentos com cartões.
Pix: sistema de pagamento é muito mais barato para lojistas do que cartões
O Pix já foi utilizado por 114 milhões de pessoas e movimentou R$ 6,7 bilhões, chegando ao nível dos cartões de débito e crédito.
O artigo ainda destaca o grande potencial de crescimento do Pix entre empresas, após ter um crescimento vertiginoso entre as pessoas físicas.
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Um documento de autoria do Banco Central (BC) do Brasil feito para o BIS, afirma que o Pix possui um custo médio de 0,22% a cada transação realizada pelos lojistas, já o cartão de débito apresenta um custo de pouco mais de 1% e cartões de crédito chegam a custar 2,2% por transação efetuada.
O BIS e o BC deixam claro que a afirmação que o sistema de pagamentos instantâneos é muito melhor para os lojistas do que os cartões não representa necessariamente as suas opiniões.
O artigo ainda acrescenta que o Pix também demonstra ser mais competitivo em comparação a taxa do cartão de crédito em outros países, sendo 1,7% nos Estados Unidos, 1,5% no Canadá e 0,3% na União Europeia.
Sobre o Pix
O Pix foi lançado em novembro de 2020 e é gratuito para pessoas físicas, contudo, o Banco Central autorizou que as instituições de pagamentos e os bancos definam livremente os custos para as empresas no que diz respeito à transferências e recebimento de recursos.
Ainda segundo o documento do BIS, as operações de Pix entre pessoas físicas são predominantes no Brasil, entretanto, tiveram a participação reduzida para cerca de 75% nas transações de fevereiro de 2022, pois os pagamentos no Pix de pessoas físicas para empresas (P2B) têm crescido rapidamente.
“Um aumento adicional no uso P2B é esperado ao longo do tempo, já que novos serviços, como débito automático e pagamento de contas eletrônicas, estão programados para serem lançados em um futuro próximo”, destacou o documento.
Empresas, como a Cielo administrada pelo Banco do Brasil e Bradesco e a Rede do Itaú, além do PagSeguro, Stone e GetNet do Santander, podem ser prejudicadas pelo crescente uso do Pix, já que suas receitas estão associadas ao uso de cartões em sua maquininha.
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Ao menos 9,1 milhões de empresas já aderiram ao Pix, o que representa 60% das companhias que possuem ligação com o sistema financeiro nacional.
Em menos de um ano e meio de lançamento, o Pix já foi utilizado por 114 milhões de pessoas, o que corresponde a 67% da população adulta e movimentou R$ 6,7 bilhões, chegando ao nível dos cartões de débito e crédito.
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Imagem: Alexandre Tavares Silva / Shutterstock.com
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