Pix avança além das fronteiras e já é aceito em destinos queridinhos dos brasileiros
O Pix, criado pelo Banco Central do Brasil, mudou radicalmente a forma como os brasileiros realizam pagamentos no país. Agora, essa inovação financeira começa a ultrapassar fronteiras, tornando-se também uma solução prática no exterior, especialmente em locais bastante visitados por turistas do Brasil.
📌 DESTAQUES:
Descubra aqui onde o Pix já é aceito fora do Brasil e como usar em viagens. Pagamentos simples e seguros. Leia e aproveite e saiba tudo!!
De Buenos Aires a Paris, passando por Ciudad del Este, Miami e Lisboa, o sistema de pagamentos instantâneos começa a ser aceito por meio de parcerias com fintechs e credenciadoras internacionais. Entenda como esse movimento está transformando a experiência do turista brasileiro no exterior.
LEIA MAIS:
- Você pode receber PIX de R$ 1.225: veja se aparece no Caixa Tem!
- Pix no Paraguai: novidade que ajuda sul-mato-grossenses na travessia da fronteira
- Pix e Drex mostram como o Brasil se inspira na revolução financeira da China
O Pix fora do Brasil: como funciona na prática
A experiência de turistas brasileiros em outros países
Durante as férias de julho, a dentista Tuanny Noronha, de Brasília, fez compras em Ciudad del Este, no Paraguai, e jantou em restaurantes em Buenos Aires, na Argentina, pagando tudo com Pix. Para ela, o modelo já se tornou parte do cotidiano, mesmo longe do Brasil.
A presença da opção de pagamento via Pix foi notada em mais de 90% das lojas na região de fronteira. Em Buenos Aires, restaurantes populares também ofereciam a modalidade. “Foram poucos os lugares em que o Pix não estava disponível”, relatou Tuanny.
O que torna isso possível?
Embora o sistema original do Pix funcione apenas para transações entre contas brasileiras, fintechs e empresas de pagamento internacionais passaram a oferecer serviços intermediários. O modelo funciona da seguinte maneira:
- O lojista digita o valor em moeda local na maquininha.
- O sistema gera um QR Code com valor convertido para real.
- O turista brasileiro escaneia com seu app bancário.
- O valor é debitado em real com IOF já incluído.
- O pagamento chega ao comerciante estrangeiro convertido em moeda local.
Esse processo é instantâneo, transparente e com câmbio garantido no momento da transação, ao contrário do que acontece com cartões de crédito, que dependem da cotação da data de fechamento da fatura.
O papel das fintechs no avanço internacional do Pix
Parcerias com adquirentes internacionais
Empresas como a PagBrasil, sediada em Porto Alegre, viabilizam o funcionamento do Pix no exterior. Elas atuam como facilitadoras, criando pontes entre o usuário brasileiro e o estabelecimento estrangeiro.
De acordo com Alex Hoffmann, CEO da PagBrasil, a empresa atua em locais com grande concentração de turistas brasileiros. O modelo já opera com sucesso em países como:
- Argentina
- Paraguai
- Uruguai
- Chile
- Portugal
- França
- Espanha
- Panamá
- Estados Unidos
A parceria com a Verifone, maior adquirente dos Estados Unidos, está ampliando ainda mais a cobertura do Pix em território norte-americano, especialmente em pontos turísticos da Flórida e Nova York.
Por que o Pix tem atraído tanto?
A principal vantagem do Pix é a agilidade e o custo reduzido. Para quem viaja, evita-se a necessidade de andar com dinheiro em espécie ou pagar tarifas e spreads bancários altos.
Além disso, o turista sabe exatamente quanto pagará no ato da compra, sem surpresas futuras com variações cambiais.
Pix e contas multimoeda: uma solução ainda mais ampla
Aplicativos com carteira internacional
Outra alternativa é utilizar contas digitais com saldo multimoeda, oferecidas por empresas como Wise, Nomad, C6 Global e Remessa Online. A jornalista Verônica Soares, por exemplo, utilizou esse recurso durante suas férias em Paris.
Ela fez um Pix da conta brasileira para a carteira internacional e converteu o valor para euro em tempo real, sem precisar de casas de câmbio ou sacar dinheiro. Depois, usou o cartão virtual da conta no próprio celular para fazer os pagamentos no comércio francês.
Essa solução proporciona:
- Conversão com câmbio comercial.
- Custos mais baixos que em cartões convencionais.
- Agilidade e praticidade no dia a dia.
Vantagens para quem viaja com frequência
Para turistas frequentes ou nômades digitais, esse tipo de recurso pode significar uma economia considerável. Além disso, garante flexibilidade, permitindo alternar entre moedas com poucos toques no aplicativo.
Expansão estratégica em destinos populares
América do Sul como foco inicial
A adoção do Pix começou por locais com forte presença de brasileiros, como:
- Punta del Este (Uruguai)
- Buenos Aires (Argentina)
- Ciudad del Este (Paraguai)
- Santiago (Chile)
O motivo? A demanda já existia. Em datas como Natal, Réveillon e feriados prolongados, milhares de brasileiros viajam a esses países. O comércio local viu no Pix uma oportunidade de atrair e fidelizar clientes do Brasil.
Avanço para Europa e Estados Unidos
Com o sucesso na América do Sul, o Pix começa a conquistar também a Europa e os Estados Unidos. As cidades mais visitadas pelos brasileiros, como:
- Lisboa
- Paris
- Madri
- Orlando
- Miami
- Nova York
passaram a contar com estabelecimentos que aceitam o Pix por meio dessas soluções de integração.
Em 2024, cerca de 1,9 milhão de brasileiros viajaram aos EUA. Em 2025, esse número deve superar os 2 milhões. Esse é um mercado estratégico para as fintechs brasileiras que atuam com pagamentos no exterior.
O que diz o Banco Central sobre o Pix internacional?
Integração internacional ainda não oficial
Apesar do crescimento da aceitação internacional do Pix, o Banco Central esclarece que, até o momento, o sistema ainda opera apenas no território brasileiro.
O uso no exterior é possível graças aos intermediários (fintechs), e não a um sistema de transferência internacional oficial. Contudo, há estudos para conectar o Pix à plataforma Nexus, do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que permitirá a interoperabilidade entre sistemas de pagamento de diferentes países.
O futuro do Pix no mundo
Segundo o próprio Banco Central, não há previsão concreta para a implantação de um Pix internacional, pois isso depende de acordos multilaterais. Porém, o cenário está sendo observado com interesse e pode evoluir nos próximos anos.
Por que o Pix é considerado “imparável”?
Liderança nas transações no Brasil
O Pix é utilizado por mais de 160 milhões de brasileiros, o que representa cerca de 75% da população. Em 2024, ele foi responsável por quase 50% das transações financeiras no país, superando cartões de crédito, débito e transferências tradicionais.
Sua velocidade, facilidade de uso e ausência de tarifas o tornam o sistema mais eficiente de pagamentos instantâneos do mundo, segundo especialistas.
Novidades que ainda virão
Além da expansão internacional, o Pix no Brasil continuará evoluindo com novas funcionalidades:
- Pix automático (débitos recorrentes)
- Pix por aproximação
- Pix garantido, para parcelamentos
- Pix internacional (em estudo)
Com tantas possibilidades, o Pix se consolida como a principal inovação bancária já criada no Brasil – e uma que começa a ser replicada em outros mercados.
O avanço do Pix para além das fronteiras nacionais representa mais do que uma inovação tecnológica. É a consolidação de um sistema eficiente, confiável e acessível, que reflete a transformação digital no setor financeiro brasileiro.
Com o apoio de fintechs e o interesse crescente de empresas internacionais, o Pix se transforma em um meio de pagamento global, aproximando o consumidor brasileiro do mundo, com segurança, rapidez e menor custo.
A tendência é que, nos próximos anos, ele esteja presente em aeroportos, shoppings, restaurantes e atrações turísticas de todos os continentes. E, para o viajante brasileiro, isso significa mais praticidade e economia nas próximas aventuras internacionais.
Abaixo você pode continuar a leitura do artigo