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Pix é mais utilizado que dinheiro físico? Entenda

O Pix se tornou a forma de pagamento mais usada no Brasil, superando o dinheiro em espécie. Entenda os dados da pesquisa do Banco Central.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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O Pix, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC), se consolidou como a principal forma de pagamento utilizada pelos brasileiros, superando o dinheiro em espécie. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo BC nesta quarta-feira (4), o Pix é usado com maior frequência por 46% da população, enquanto 76,4% já utilizam o sistema regularmente.

A pesquisa, realizada entre 28 de maio e 1º de julho deste ano, ouviu 2 mil pessoas, com margem de erro de 3,1% e nível de confiança de 95%.

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A evolução do Pix desde o lançamento

Quando foi lançado em novembro de 2020, o Pix rapidamente conquistou os brasileiros. Na última edição da pesquisa, realizada em 2021, 46% da população já utilizavam o sistema, mas ele era o meio de pagamento preferido de apenas 17%.

Em 2024, o Pix ultrapassou o dinheiro em espécie, que antes liderava como o meio mais frequente de pagamento, sendo utilizado por 41,7% da população naquele período.

Comparativo entre as formas de pagamento mais usadas

O estudo do BC revelou mudanças significativas nos hábitos de pagamento dos brasileiros. Veja os principais números:

Pix

  • 46% usam o Pix como principal forma de pagamento.
  • 76,4% já utilizam o sistema regularmente.

Cartão de débito

  • 26,4% preferem o cartão de débito.
  • 69,1% da população usa esse método de pagamento.

Dinheiro em espécie

  • 22% ainda preferem pagar com dinheiro.
  • 68,9% utilizam cédulas e moedas.

Esses dados mostram como o Pix mudou o comportamento financeiro da população, diminuindo a dependência do dinheiro físico e tornando os pagamentos mais rápidos e acessíveis.

Dinheiro ainda é comum entre as classes de menor renda

Embora o Pix tenha se tornado o meio de pagamento mais utilizado, o dinheiro em espécie ainda é relevante para os brasileiros de menor renda. A pesquisa mostrou que:

  • 75% das pessoas que ganham até dois salários mínimos utilizam dinheiro como principal forma de pagamento.
  • 69% entre aqueles que recebem entre dois e cinco salários mínimos também dependem de cédulas e moedas.

Isso reflete a importância do dinheiro em espécie para quem tem menos acesso a tecnologias ou serviços financeiros, como contas digitais.

Cartões de débito e crédito mantêm sua relevância

Além do Pix e do dinheiro, os cartões continuam sendo uma opção popular:

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  • O cartão de débito é preferido por 26,4% dos brasileiros e usado por 69,1%.
  • O cartão de crédito é amplamente usado em estabelecimentos comerciais, sendo considerado o método mais comum na visão dos caixas (42%).

Embora os cartões tenham perdido espaço para o Pix como forma principal de pagamento, eles permanecem indispensáveis em certas situações, como compras parceladas.

Razões para o sucesso do Pix

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

O sucesso do Pix no Brasil pode ser atribuído a diversos fatores:

  1. Facilidade de uso: O Pix permite pagamentos instantâneos, disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana.
  2. Gratuidade: Diferentemente de outros métodos, não há taxas para pessoas físicas realizarem transferências e pagamentos.
  3. Inclusão financeira: O sistema é acessível mesmo para quem não tem conta em banco tradicional, bastando uma conta digital.
  4. Segurança: Com a implementação de limites e autenticações, o Pix é seguro para transferências e pagamentos.

Essas características fizeram do Pix um sistema amplamente adotado, tanto por consumidores quanto por comerciantes.

O futuro das formas de pagamento no Brasil

Com o Pix dominando as transações financeiras, o Brasil caminha para uma digitalização ainda maior nos meios de pagamento. No entanto, o dinheiro em espécie e os cartões ainda desempenham um papel importante, especialmente entre a população de baixa renda e em regiões onde a tecnologia é menos acessível.

Além disso, o Banco Central planeja continuar aprimorando o Pix com novas funcionalidades, como o Pix Internacional, que permitirá transferências entre países, e o Pix Garantido, que deve competir diretamente com o cartão de crédito ao permitir pagamentos parcelados.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital 

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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