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Pix ganha força no exterior; entenda

Conheça como o Pix, sistema de pagamentos brasileiro, está se expandindo no exterior e facilitando transações internacionais para turistas.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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Nas férias de julho, a dentista Tuanny Monteiro Noronha, de Brasília, vivenciou uma experiência comum para muitos brasileiros dentro do país, mas que tem ganhado força também no exterior: o uso do Pix como meio de pagamento em outros países da América do Sul.

Ao viajar com o marido para Paraguai e Argentina, Tuanny percebeu que o sistema instantâneo de pagamentos, criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, está cada vez mais presente fora do território nacional. “No Paraguai, em quase todos os lugares aceitavam, nas lojas grandes aceitavam sempre”, conta ela sobre Ciudad del Este, cidade famosa por ser um polo comercial na fronteira com Foz do Iguaçu (PR). “Lá eu já sabia que o Pix estava difundido porque fui com o objetivo de realizar compras, mas a presença é quase total mesmo, mais de 90% das lojas”, relata.

Na capital argentina, Buenos Aires, a situação é semelhante. “Quase todos os restaurantes por mim visitados também oferecem a possibilidade do pagamento via Pix. Eram poucos que não tinham essa opção”, comenta Tuanny.

Leia mais: Trump não pode taxar Pix, apesar da investigação dos EUA

Como o Pix funciona no exterior

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Imagem: rafapress/shutterstock.com

Oficialmente, o Pix não permite transferências diretas entre contas bancárias brasileiras e de outros países, pois é um sistema doméstico do Banco Central do Brasil. Porém, o uso do Pix em pagamentos internacionais tem sido viabilizado graças a parcerias entre fintechs brasileiras e empresas credenciadoras, que operam as maquininhas de cartão nos estabelecimentos.

O empresário Alex Hoffmann, CEO da PagBrasil, explica que “o lojista pega a maquininha, digita o valor em moeda local, em pesos argentinos, por exemplo, e o QR Code do Pix sai na tela. A pessoa escaneia o QR Code e o valor é automaticamente convertido para o real de forma instantânea, com o IOF já embutido”.

Ele ressalta a vantagem desse modelo: “O valor que aparece no QR Code já é o valor final da compra pelo cliente. Ou seja, o câmbio é totalmente garantido no ato do pagamento, diferente do cartão de crédito, onde o consumidor só saberá a cotação na data do fechamento da fatura.”

Serviços intermediários e expansão do Pix internacional

Para que o Pix funcione em transações internacionais, o usuário pagador e o recebedor precisam ter contas em instituições participantes do Pix no Brasil. Além disso, alguns estabelecimentos no exterior recebem por meio de prestadores de serviços eFX (facilitadores de pagamentos internacionais).

Nessas operações, o usuário faz o Pix para o agente eFX que realiza a remessa internacional instantânea para o estabelecimento no exterior. Esse serviço é oferecido por empresas como a PagBrasil e outras fintechs que impulsionam o uso do Pix fora do Brasil.

O Banco Central do Brasil confirma que o Pix já está aceito em países como Chile, Argentina, Estados Unidos, Portugal e França, entre outros. Contudo, “nos modelos que envolvem o Pix em transações internacionais, o Pix é utilizado tão somente em um estágio da transação (doméstico)”, complementa a assessoria da instituição.

O BC ainda não planeja lançar um Pix internacional, devido à complexidade de tratados internacionais, mas estuda conectar a rede Pix à plataforma Nexus, em desenvolvimento pelo Banco de Compensações Internacionais, para facilitar transferências rápidas entre países.

Pix: segurança, praticidade e popularidade

No Brasil, o Pix é usado por cerca de 75% da população, o que equivale a aproximadamente 160 milhões de pessoas. Dados do Banco Central mostram que, desde 2023, o Pix representa quase metade do total de transações de pagamento no país, superando cartões de crédito e débito.

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Tuanny destaca que o sistema “facilita a vida, inclusive no exterior”, uma vez que não é seguro circular com dinheiro em espécie. Essa praticidade também é confirmada pela jornalista Verônica Soares, que durante uma viagem a Paris utilizou Pix para transferir dinheiro para sua conta em um aplicativo multimoeda, convertendo reais em euros instantaneamente, sem precisar passar por casas de câmbio.

O futuro do Pix internacional

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

A ideia do Pix internacional, segundo Hoffmann, nasceu de sua experiência em Punta del Este, no Uruguai, onde a maioria dos turistas é brasileira. “Fazia muito sentido oferecer o Pix como meio de pagamento naquele local.” Em poucos meses, o serviço já estava em operação, hoje bastante disseminado no Uruguai, Argentina, Paraguai e em pontos turísticos com grande fluxo de brasileiros.

Além da América Latina, o Pix vem se expandindo para Estados Unidos, Portugal, França, Chile e Panamá. Recentemente, a PagBrasil e a Verifone firmaram parceria para oferecer o Pix nos EUA, com conversão em tempo real de dólar para real, especialmente em locais com grande concentração de turistas brasileiros, como Flórida e Nova York.

Apesar de o presidente Donald Trump ter determinado uma investigação sobre o Brasil por supostas práticas desleais envolvendo o Pix, especialistas acreditam que o avanço da tecnologia é irreversível.

“Não tem como parar a história. O Pix é imparável pela qualidade dele. É o sistema de transferências e pagamento mais versátil do mundo”, afirma Hoffmann, destacando os recursos do Pix que incluem pagamentos por QR Code, recorrência, aproximação e o futuro Pix garantido, que deve permitir parcelamentos.

Com informações de: EXTRA

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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