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Pix Internacional: meio de pagamento brasileiro começa a ser aceito em comércios do mundo todo

Pix ganha adesão internacional e já é aceito em Paris, Lisboa, Miami e mais. Fintechs viabilizam pagamentos em reais com conversão instantânea.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
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O Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, conquistou em poucos anos o cotidiano do consumidor brasileiro.

Agora, essa inovação começa a ganhar espaço também no exterior, sendo aceita em estabelecimentos de cidades como Paris, Lisboa, Ciudad del Este e Miami, graças à atuação de fintechs especializadas.

A expansão internacional do Pix não depende, por enquanto, de acordos entre governos ou regulamentações multilaterais.

Em vez disso, ela ocorre por meio de soluções privadas e parcerias comerciais que permitem a conversão automática de valores em reais para a moeda local. O modelo beneficia turistas brasileiros ao oferecer praticidade, economia e rapidez nas transações.

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Como funciona o Pix fora do Brasil

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Pagamento em reais, recebimento em moeda local

A operação internacional do Pix ocorre com a mediação de fintechs que atuam como pontes entre consumidores e lojistas estrangeiros.

O cliente realiza o pagamento no Brasil, em reais, escaneando um QR Code com seu aplicativo bancário. A fintech converte o valor para a moeda local — como euro ou dólar — e o comerciante recebe o pagamento na hora, com uma pequena taxa de serviço, geralmente em torno de 3%.

Onde o Pix já é aceito no exterior

Paris: a nova vitrine do Pix europeu

Na capital francesa, lojas frequentadas por turistas brasileiros já aderiram ao modelo. Farmácias populares como a CityPharma, em Saint-Germain-des-Prés, e perfumarias como a Fragrance de l’Opéra e a Grey, aceitam Pix como forma de pagamento.

A operação é realizada com apoio da PagBrasil, fintech brasileira que intermedia as transações entre os apps bancários nacionais e os caixas europeus.

Lisboa: a primeira capital da aceitação formal

Em Lisboa, a atuação da fintech Braza Bank impulsiona a aceitação do Pix em diversos estabelecimentos turísticos.

A conversão ocorre com base em uma média cambial entre o dólar e o euro, e o valor chega ao lojista automaticamente. O serviço facilita as compras de brasileiros sem a necessidade de cartão de crédito internacional.

Ciudad del Este e Miami: Pix em centros comerciais

Na cidade paraguaia de Ciudad del Este, destino frequente de brasileiros para compras, o Pix começa a ser aceito em lojas de eletrônicos e duty-free com apoio de empresas como VoucherPay e Wipay.

Em Miami, a aceitação ainda é limitada, mas cresce nos outlets e lojas que recebem um alto volume de turistas brasileiros.

Argentina: novo mercado para o Pix

Na Argentina, a fintech Fiserv está em fase de implementação de um sistema que aceita Pix diretamente nos terminais Clover e por meio de aplicativo.

As máquinas PosNet vão integrar essa funcionalidade com experiência semelhante à brasileira: o consumidor escaneia um QR Code, paga em reais e vê o valor convertido automaticamente.

Fintechs viabilizam operação sem bancos centrais

A internacionalização do Pix só é possível graças à atuação de fintechs que criam soluções independentes para uso do sistema no exterior. Elas cuidam da conversão cambial, do processamento da transação e da liquidação instantânea com o comerciante.

As principais empresas envolvidas são:

  • PagBrasil (França)
  • Braza Bank (Portugal)
  • Fiserv (Argentina)
  • VoucherPay e Wipay (América Latina e EUA)

Essas empresas permitem que o Pix funcione como uma solução global mesmo sem uma regulamentação formal que o torne um meio de pagamento oficial fora do Brasil.

Vantagens do Pix para quem viaja

Economia nas taxas

Um dos grandes atrativos do Pix internacional é o custo reduzido. Em comparação com o cartão de crédito, o Pix não exige pagamento de tarifas bancárias ou conversões desfavoráveis feitas por operadoras de cartão.

A taxa de IOF já vem embutida na transação e o câmbio costuma ser mais próximo ao comercial.

Transações imediatas e em tempo real

O pagamento é realizado em poucos segundos, e o cliente recebe a confirmação na hora, com a certeza de que o valor foi convertido e recebido. O modelo é prático, sem necessidade de digitação de senhas ou autorizações adicionais.

Sem necessidade de abrir conta ou fazer câmbio

Diferente de outras soluções digitais, como contas globais ou cartões pré-pagos, o Pix internacional permite que o turista use sua própria conta bancária brasileira, eliminando a necessidade de abrir novas contas ou carregar dinheiro em espécie.

Desafios e futuro do Pix internacional

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Falta de regulamentação oficial

Atualmente, o Pix ainda não possui um protocolo formal de aceitação internacional estabelecido pelo Banco Central.

A expansão se dá unicamente por iniciativas privadas. Para que o sistema se torne oficialmente transnacional, será necessário aguardar o desenvolvimento do Nexus, projeto do Banco de Compensações Internacionais (BIS).

O Nexus visa integrar diferentes plataformas de pagamentos instantâneos de diversos países. Com isso, um sistema como o Pix poderia se comunicar com o FedNow dos EUA, o SEPA Instant da União Europeia ou o UPI da Índia.

Concorrência internacional

Outros países já possuem sistemas de pagamento instantâneo:

  • FedNow (Estados Unidos)
  • Faster Payments (Reino Unido)
  • SEPA Instant Credit Transfer (SCT Inst) (União Europeia)
  • UPI (Índia)
  • NPP (Austrália)

Apesar de semelhantes ao Pix, essas soluções ainda carecem de um modelo interoperável global.

Questões cambiais e tributárias

Outro desafio é o controle cambial e a aplicação correta de taxas, como o IOF e outras tarifas locais. O avanço do Pix depende também da definição de regras claras sobre conversão de moedas e fiscalização internacional.

O impacto no turismo e no comércio exterior

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Mais facilidade para brasileiros no exterior

A aceitação do Pix no exterior é um diferencial competitivo para o comércio local. Estabelecimentos que oferecem essa facilidade atraem mais turistas brasileiros, impulsionando as vendas.

Benefício para o comércio e para fintechs

Lojistas ganham agilidade e segurança, ao mesmo tempo em que fintechs ampliam sua base de clientes e serviços. A tendência é que, com o crescimento do turismo internacional, mais países passem a adotar esse modelo.

Conclusão

O Pix internacional é mais do que uma inovação: é um reflexo do protagonismo brasileiro em soluções de pagamento digital.

Embora ainda não regulamentado globalmente, o sistema começa a ser aceito em locais estratégicos ao redor do mundo, facilitando a vida dos turistas e abrindo novas oportunidades para o comércio e a tecnologia financeira.

Com o avanço do projeto Nexus e o fortalecimento das fintechs, é provável que o Pix se consolide como uma solução de pagamentos globais — e que seu modelo seja replicado por outros países. Por enquanto, os brasileiros continuam a liderar essa revolução, QR Code a QR Code, de São Paulo a Paris.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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