Criado pelo Banco Central do Brasil, o Pix revolucionou os pagamentos instantâneos dentro do território nacional. Agora, o sistema ultrapassa as fronteiras brasileiras e começa a ganhar espaço em estabelecimentos estratégicos fora do país, oferecendo a praticidade dos pagamentos rápidos para turistas e brasileiros no exterior.
Pix sem fronteiras: veja onde já é possível pagar com o sistema brasileiro no exterior
Descubra onde pagar com Pix fora do Brasil e aproveite a facilidade de pagamentos instantâneos. Confira e use já no exterior!
Sem depender de acordos oficiais entre governos, a internacionalização do Pix acontece por meio de parcerias entre fintechs brasileiras e internacionais. Essas fintechs atuam como intermediárias, permitindo que brasileiros paguem em reais, via Pix, com conversão automática para a moeda local e recebimento imediato pelo comerciante.
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Como funciona o Pix internacional?

Lógica por trás da operação
O sistema usa um modelo simples: o consumidor brasileiro acessa seu aplicativo bancário, escaneia um QR Code exibido pelo estabelecimento estrangeiro e realiza o pagamento em reais via Pix. A fintech parceira converte automaticamente o valor para a moeda local do país onde a compra foi feita e o lojista recebe o dinheiro em sua moeda, normalmente com uma taxa de serviço em torno de 3%.
Benefícios para turistas e comerciantes
- Para o turista brasileiro: não é necessário fazer câmbio antecipado, carregar dinheiro em espécie ou pagar taxas altas de cartão internacional. A transação é feita diretamente pelo celular, de forma prática e segura.
- Para o comerciante: o recebimento é imediato e na moeda local, facilitando o fluxo de caixa e atraindo turistas brasileiros, que já conhecem e confiam no Pix.
Onde o Pix já pode ser usado fora do Brasil?
Paris: o charme do sistema brasileiro em solo francês
Na capital francesa, locais com grande fluxo de turistas brasileiros, como a famosa farmácia CityPharma, em Saint-Germain, e perfumarias renomadas como Fragrance de l’Opéra e Grey, já aceitam pagamentos via Pix. A operação acontece com apoio da fintech PagBrasil, que facilita a conversão e pagamento.
Lisboa: o Pix no coração de Portugal
Em Lisboa, o Pix funciona com a fintech Braza Bank, que converte os valores baseando-se na média entre dólar e euro para efetuar o pagamento ao comerciante em euro. O modelo pode operar com ou sem credenciador local, ampliando as possibilidades de aceitação do Pix na capital portuguesa.
Miami e Ciudad del Este: expansão em locais turísticos
Embora de forma mais tímida, cidades como Miami, nos Estados Unidos, e Ciudad del Este, no Paraguai, começam a receber estabelecimentos que aceitam o sistema brasileiro. Fintechs como VoucherPay, Eupago e Wipay têm investido em regiões turísticas com grande fluxo de brasileiros.
Argentina: Pix na terra vizinha
Na Argentina, o Pix está sendo aceito através de dispositivos Clover e também por meio de aplicativos e um site desenvolvido pela Fiserv, integrando estabelecimentos que utilizam máquinas PosNet. O processo é semelhante ao brasileiro, com pagamento via QR Code. O valor é convertido para reais, já incluindo a taxa de IOF, tornando o método mais econômico que o uso de cartão de crédito.
Futuro do Pix internacional: regulamentação e Nexus
Por que o Pix ainda não é oficialmente internacional?
Até o momento, o sistema do Banco Central do Brasil não possui regulamentação formal para operação internacional. A expansão atual é fruto de soluções privadas e da demanda dos consumidores brasileiros que viajam ao exterior.
Projeto Nexus e integração global
O Banco de Compensações Internacionais (BIS) lidera o projeto Nexus, que tem como objetivo conectar diversas plataformas de pagamentos instantâneos ao redor do mundo. Caso seja implementado com sucesso, o Nexus permitirá que o Pix funcione oficialmente como um sistema global, facilitando transações entre países com total segurança e rapidez.
Sistemas similares ao Pix ao redor do mundo
Muitos países já possuem suas próprias versões de pagamentos instantâneos que funcionam 24 horas por dia, com liquidação imediata:
- Reino Unido: Faster Payments System;
- União Europeia: SEPA Instant Credit Transfer (SCT Inst);
- Estados Unidos: FedNow (lançado em 2023);
- Índia: Unified Payments Interface (UPI);
- Austrália: New Payments Platform (NPP).
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Esses sistemas são independentes, mas compartilham a mesma essência do Pix: pagamento rápido, seguro e disponível a qualquer hora.
Vantagens do Pix internacional para o turismo e comércio global
Para o turista brasileiro
- Pagamentos instantâneos e sem complicações, diretamente pelo celular;
- Redução de custos com câmbio e taxas de cartão internacional;
- Segurança e controle direto pelo app bancário.
Para os estabelecimentos
- Aumento de vendas com turistas brasileiros;
- Recebimento em moeda local e de forma imediata;
- Diferencial competitivo no mercado turístico.
Como usar o Pix no exterior: passo a passo

- Confirme se o estabelecimento aceita Pix internacional;
- Abra o aplicativo bancário que oferece o sistema do Brasil;
- Escaneie o QR Code fornecido pelo comerciante;
- Informe o valor em reais que será convertido automaticamente;
- Finalize o pagamento e aguarde a confirmação instantânea;
- Receba o comprovante no app e o comerciante confirma o pagamento.
Considerações finais
O Pix já é uma realidade que ultrapassa o Brasil, facilitando a vida de brasileiros no exterior e incentivando a digitalização dos pagamentos internacionais. Com a expansão por meio das fintechs e o projeto Nexus no horizonte, o sistema promete se tornar uma ferramenta global indispensável.
Para turistas, essa é uma grande oportunidade de economizar e simplificar transações no exterior. Para comerciantes, é uma forma moderna e eficiente de captar clientes brasileiros. Fique atento às novidades e aproveite as facilidades do sistema do Banco Central do Brasil onde estiver!
Imagem: Diego Thomazini / Shutterstock
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