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Pix já é mais utilizado do que dinheiro e cartão de débito, aponta estudo do BC

Pesquisa do Banco Central revela que o Pix superou o uso de dinheiro e cartão de débito, sendo utilizado por 76,4% dos brasileiros em 2024. Saiba mais sobre as tendências de pagamento no Brasil

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins7 min de leitura
Pix

A pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, divulgada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 4 de dezembro de 2024, trouxe uma informação que marca um novo capítulo na história dos pagamentos no Brasil. O Pix, sistema de pagamento instantâneo, superou o uso de dinheiro em espécie e o cartão de débito como a forma de pagamento mais utilizada pelos brasileiros. 

Esse resultado é reflexo de uma transformação digital que vem ganhando força no país desde o seu lançamento em 2020. De acordo com o levantamento, 76,4% da população brasileira já utiliza o Pix, e 46,1% dessas pessoas fazem uso dessa ferramenta com frequência. 

O impacto dessa mudança é significativo e pode trazer novas implicações para o setor financeiro e para o comportamento do consumidor. A seguir, vamos analisar os detalhes dessa pesquisa e o que ela revela sobre os hábitos de consumo e as tendências de pagamento no Brasil.

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O Crescimento do Pix no Brasil

O Pix foi lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central com o objetivo de simplificar os pagamentos, tornando-os mais rápidos e acessíveis para toda a população. 

Desde então, o sistema tem demonstrado uma expansão impressionante, especialmente em 2024. Com 76,4% de adesão entre os brasileiros, o Pix já é a principal forma de pagamento, superando o uso de dinheiro em espécie e o cartão de débito.

Pix 13º
Imagem: Gustavomellossa / Shutterstock.com

A Adoção do Pix entre os Brasileiros

A pesquisa do Banco Central mostra que, embora o Pix tenha sido introduzido recentemente, ele conquistou uma base de usuários muito ampla em um curto período de tempo. O sistema foi adotado por 46,1% dos brasileiros com maior frequência, um número que impressiona, considerando que em 2021 o Pix era usado por 46,1% da população, mas com apenas 16,7% de frequência.

Esse aumento no uso frequente do Pix é indicativo de como o brasileiro está se acostumando com as vantagens desse sistema, como a rapidez nas transações, a gratuidade das operações e a praticidade do pagamento por meio de celulares e dispositivos móveis. 

Além disso, a crise econômica e a digitalização dos serviços financeiros ajudaram a acelerar essa adoção.

Comparação com Outras Formas de Pagamento

O levantamento também aponta que, em 2024, o Pix superou o uso de dinheiro e cartões de débito, que, até então, eram as formas de pagamento mais populares no país.

Cartão de Débito

Em segundo lugar no ranking de formas de pagamento mais usadas está o cartão de débito, utilizado por 69,1% da população. Esse percentual representa um aumento em relação a 2021, quando o cartão de débito era usado por 61,7% dos brasileiros. A frequência de uso também aumentou, atingindo 17,4%, contra 16,7% dois anos antes.

Os cartões de débito continuam sendo uma opção segura e prática para muitos consumidores, especialmente aqueles que preferem não usar o crédito ou que buscam mais controle sobre seus gastos. Porém, com a popularização do Pix, o cartão de débito tem enfrentado uma concorrência crescente.

Dinheiro em Espécie

O dinheiro em espécie, tradicionalmente a forma de pagamento mais utilizada no Brasil, sofreu uma queda significativa. Em 2021, 83,6% da população usava dinheiro para suas compras. Em 2024, esse número caiu para 68,9%, o que representa uma mudança substancial nos hábitos de pagamento dos brasileiros. 

A utilização de cédulas e moedas ainda é mais frequente entre as camadas da população com menor poder aquisitivo, com 75% dos brasileiros que recebem até dois salários mínimos utilizando dinheiro em espécie.

No entanto, a tendência é que o uso do dinheiro continue a diminuir à medida que as opções digitais, como o Pix, se tornam mais acessíveis e mais comuns no dia a dia dos brasileiros.

A Relação da Renda com as Formas de Pagamento

O estudo também destacou como a renda influencia as escolhas de pagamento no Brasil. Aqueles com menor renda continuam a utilizar mais o dinheiro em espécie, enquanto as pessoas de maior renda têm se afastado dessa prática em favor de opções mais digitais, como o Pix e o cartão de débito.

Renda Baixa e o Uso do Dinheiro

A pesquisa revelou que 75% das pessoas que recebem até dois salários mínimos ainda preferem usar dinheiro para realizar suas compras. Entre aqueles que ganham entre dois e cinco salários mínimos, esse percentual é de 69%. 

Esses números indicam que, embora a digitalização dos pagamentos esteja em alta, a falta de acesso à internet ou a outros meios de pagamento digitais pode dificultar a adoção do Pix entre as classes mais baixas.

Renda Alta e a Digitalização dos Pagamentos

Já entre os brasileiros que recebem entre cinco e dez salários mínimos, o uso do dinheiro caiu para 59,4%, e entre os que ganham mais de dez salários, esse percentual é ainda menor, 58,3%. Isso reflete a tendência de que, à medida que a renda aumenta, a preferência por métodos de pagamento mais rápidos e digitais, como o Pix e os cartões de débito, se torna mais forte.

O Impacto do Pix na Economia Brasileira

O crescimento do Pix não é apenas uma mudança nos hábitos de pagamento dos consumidores, mas também um reflexo da transformação digital que o Brasil está vivendo. O sistema tem contribuído para uma maior inclusão financeira, especialmente entre aqueles que não tinham acesso a outras formas de pagamento digitais ou bancárias.

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Inclusão Financeira

O Pix tem desempenhado um papel crucial na inclusão financeira no Brasil. Antes do seu lançamento, muitas pessoas dependiam de dinheiro em espécie para realizar transações diárias, principalmente aquelas em áreas com baixa cobertura bancária. 

Com o Pix, essas barreiras foram parcialmente eliminadas, permitindo que mais brasileiros participassem da economia digital, mesmo aqueles sem conta bancária.

Redução de Custos e Aumento da Eficiência

O uso do Pix também tem um impacto positivo na economia em termos de eficiência e redução de custos. As transações instantâneas, gratuitas para pessoas físicas e com custos reduzidos para empresas, trazem uma série de vantagens, como a diminuição dos custos operacionais dos estabelecimentos comerciais e a maior agilidade nas transações financeiras.

Perspectivas para o Futuro dos Pagamentos no Brasil

O futuro dos pagamentos no Brasil parece cada vez mais digital. A tendência é que o Pix continue a crescer e a superar outras formas de pagamento, como o cartão de débito e o dinheiro em espécie. 

Com isso, o Banco Central já começou a planejar inovações e melhorias no sistema, visando aumentar a segurança, a agilidade e a abrangência do Pix, tornando-o ainda mais acessível e eficiente.

Inovações no Sistema Pix

O Banco Central está constantemente trabalhando em inovações para o Pix, como o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem que os usuários retirem dinheiro em espécie diretamente em estabelecimentos comerciais ao realizar um pagamento. 

Essas inovações visam atender às necessidades de quem ainda prefere utilizar dinheiro em algumas situações, oferecendo a conveniência do Pix sem abrir mão da possibilidade de sacar dinheiro quando necessário.

Pix Adultos | Pix Parcelado
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Expansão dos Meios de Pagamento

Além do Pix, outros meios de pagamento digitais, como carteiras digitais e criptomoedas, podem ganhar mais espaço nos próximos anos. 

A adoção de tecnologias como o 5G e o aumento da digitalização dos serviços financeiros devem continuar a impulsionar o crescimento do sistema de pagamentos no Brasil, tornando-o cada vez mais eficiente e acessível para todos os brasileiros.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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