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Novo recurso do Pix usa biometria para agilizar pagamentos no celular

Pix por biometria chega ao e-commerce e promete compras mais rápidas e seguras. Veja como funciona, quem poderá usar e quais os benefícios.

Bruna MachadoPor Bruna Machado8 min de leitura
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Fazer uma compra pela internet usando Pix poderá se tornar muito mais simples nos próximos meses. Em vez de copiar um código, abrir o aplicativo do banco e concluir manualmente a operação, bastará confirmar o pagamento com a biometria do celular ou do computador.

A novidade, chamada de Pix por biometria, começou a ganhar espaço no comércio eletrônico brasileiro após uma parceria entre a Getnet e a Mastercard. A solução utiliza a infraestrutura do Open Finance e segue as regras definidas pelo Banco Central (BC), com a promessa de tornar o pagamento praticamente instantâneo, sem que o consumidor precise sair do site da loja.

A expectativa do setor é reduzir um dos maiores problemas do e-commerce: o abandono de carrinho durante o pagamento. Mas como essa tecnologia funciona? Ela é segura? Quem poderá utilizar? E quais mudanças ela pode trazer para consumidores e empresas?

Confira tudo o que já se sabe sobre essa nova etapa da evolução do Pix.

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O que é o Pix por biometria

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Pix por biometria é uma nova forma de concluir pagamentos online utilizando a autenticação biométrica do próprio dispositivo do usuário.

Na prática, o consumidor poderá confirmar uma compra usando:

  • reconhecimento facial;
  • impressão digital;
  • PIN do aparelho.

Tudo isso acontece diretamente na página da loja virtual, sem necessidade de abrir o aplicativo do banco ou copiar códigos.

O objetivo é tornar o processo semelhante ao que já acontece em carteiras digitais e pagamentos por aproximação.

Por que essa novidade foi criada

Desde o lançamento do Pix, em novembro de 2020, milhões de brasileiros passaram a utilizar o sistema diariamente.

No entanto, no comércio eletrônico ainda existe uma etapa considerada pouco prática.

Hoje, normalmente o consumidor precisa:

  1. escolher o Pix como forma de pagamento;
  2. copiar um código ou escanear um QR Code;
  3. abrir o aplicativo do banco;
  4. fazer login;
  5. confirmar a operação;
  6. voltar para a loja virtual.

Cada uma dessas etapas aumenta o risco de desistência da compra.

Segundo empresas do setor, esse atrito é uma das principais causas do abandono de carrinho.

O Pix por biometria busca eliminar praticamente todo esse processo.

Como funciona o Pix por biometria

A tecnologia utiliza a chamada Jornada Sem Redirecionamento (JSR), desenvolvida dentro do ecossistema do Open Finance.

Isso permite que a autorização do pagamento ocorra sem que o consumidor precise sair da loja virtual.

Primeiro acesso exige autorização

Na primeira utilização, o cliente precisará fazer um vínculo entre sua conta bancária e o serviço.

Esse processo acontece por meio do ambiente seguro do Open Finance.

O usuário concede um consentimento inicial à instituição financeira, conforme as regras do Banco Central.

Essa autorização serve para validar que o titular realmente deseja utilizar o novo método.

Nas próximas compras basta usar a biometria

Depois dessa etapa inicial, a experiência fica muito mais simples.

Sempre que houver uma nova compra, o consumidor apenas selecionará o Pix por biometria no checkout.

Em seguida, bastará confirmar utilizando:

  • Face ID;
  • impressão digital;
  • PIN do dispositivo.

A confirmação ocorre em poucos segundos.

O que é a Jornada Sem Redirecionamento

A Jornada Sem Redirecionamento é uma funcionalidade criada dentro do Open Finance para reduzir etapas durante os pagamentos.

Em vez de enviar o usuário para outro aplicativo, toda a autenticação acontece no próprio ambiente da compra.

Isso oferece uma experiência mais fluida e diminui as chances de interrupção da transação.

Na prática, o consumidor permanece no mesmo site do início ao fim.

Qual o papel do Open Finance

O Open Finance permite que instituições financeiras compartilhem informações e iniciem pagamentos mediante autorização expressa do cliente.

É importante destacar que nada acontece automaticamente.

O consumidor continua tendo total controle sobre seus dados.

Ele escolhe:

  • quais informações compartilhar;
  • por quanto tempo;
  • com quais instituições.

Sem esse consentimento, nenhuma transação pode ser iniciada.

A tecnologia é segura?

A segurança é um dos principais pontos destacados pelas empresas envolvidas no projeto.

O sistema utiliza o padrão internacional FIDO2 (Fast Identity Online).

Essa tecnologia é amplamente utilizada por empresas de tecnologia para autenticação segura.

Na prática:

  • a biometria permanece armazenada apenas no dispositivo do usuário;
  • lojas virtuais não recebem a impressão digital ou o reconhecimento facial;
  • as credenciais biométricas não são compartilhadas com terceiros;
  • as informações são protegidas por criptografia.

Isso reduz significativamente os riscos de vazamento de dados biométricos.

O Banco Central participa desse sistema?

Sim.

O Banco Central regulamenta o funcionamento do Pix e estabelece as regras para o Open Finance.

Além disso, definiu requisitos importantes para esse novo modelo de pagamento, incluindo:

  • autenticação forte;
  • gerenciamento de riscos em tempo real;
  • possibilidade de revogação do consentimento;
  • controle dos dispositivos autorizados;
  • limites operacionais configuráveis.

Essas medidas aumentam a proteção dos consumidores.

Quais são as vantagens para quem compra

O Pix por biometria promete oferecer diversos benefícios.

Entre eles estão:

Mais rapidez

O pagamento pode ser concluído em poucos segundos.

Menos etapas

Não será mais necessário copiar códigos ou alternar entre aplicativos.

Mais praticidade

Toda a compra acontece dentro da mesma tela.

Mais segurança

A autenticação utiliza a biometria do próprio dispositivo.

Melhor experiência

O processo se aproxima da facilidade já encontrada em pagamentos por aproximação e carteiras digitais.

Como o varejo pode ser beneficiado

Para as lojas virtuais, o principal ganho esperado é o aumento da conversão de vendas.

No comércio eletrônico, muitas compras são abandonadas justamente durante a etapa de pagamento.

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Quanto mais simples for esse processo, maiores tendem a ser as chances de conclusão da venda.

Além disso, empresas podem observar benefícios como:

  • redução do abandono de carrinho;
  • maior velocidade no checkout;
  • melhor experiência do cliente;
  • diminuição das etapas operacionais.

Quem poderá utilizar o Pix por biometria

Inicialmente, a solução será disponibilizada em grandes operações de comércio eletrônico atendidas pela parceria entre Getnet e Mastercard.

A expectativa é que, gradualmente, outras empresas também adotem o sistema.

No futuro, a tecnologia poderá chegar a:

  • links de pagamento;
  • marketplaces;
  • aplicativos de serviços;
  • assinaturas digitais;
  • outros canais do varejo eletrônico.

O Pix continua gratuito para pessoas físicas?

Sim.

O lançamento dessa tecnologia não altera as regras atuais do Pix.

Para pessoas físicas, os pagamentos continuam seguindo as normas estabelecidas pelo Banco Central.

Eventuais custos dependerão das políticas comerciais das instituições financeiras e das empresas envolvidas, mas a novidade, por si só, não cria uma tarifa para o consumidor.

O Brasil continua liderando a inovação em pagamentos?

Desde seu lançamento, o Pix tornou-se uma das maiores referências mundiais em pagamentos instantâneos.

Nos últimos anos, o Banco Central também implementou funcionalidades como:

  • Pix Agendado;
  • Pix Automático;
  • Pix por Aproximação;
  • integração com Open Finance.

Agora, o Pix por biometria representa mais um passo na evolução do sistema, aproximando a experiência de compra online da praticidade já observada em pagamentos presenciais.

O que muda para o consumidor na prática

Imagine a compra de um eletrodoméstico em uma loja virtual.

Hoje, após escolher o Pix, o consumidor normalmente precisa abrir o aplicativo do banco para concluir o pagamento.

Com a nova tecnologia, basta tocar no sensor biométrico ou utilizar o reconhecimento facial.

A confirmação acontece imediatamente no próprio site da loja.

Isso reduz etapas, economiza tempo e torna a experiência mais intuitiva.

Conclusão

O Pix por biometria representa uma das mudanças mais importantes desde o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos no Brasil. Ao eliminar etapas durante o checkout, a tecnologia promete tornar as compras online mais rápidas, seguras e convenientes para milhões de consumidores.

Embora a implantação ocorra de forma gradual, a tendência é que cada vez mais empresas adotem esse modelo à medida que a infraestrutura do Open Finance evolui. Se as expectativas do setor se confirmarem, o Pix poderá consolidar ainda mais sua posição como um dos sistemas de pagamento mais inovadores do mundo.

Perguntas frequentes

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O que é o Pix por biometria?

É uma modalidade de pagamento que permite autorizar compras online usando impressão digital, reconhecimento facial ou PIN do dispositivo, sem abrir o aplicativo do banco.

O Pix por biometria já está disponível?

A tecnologia começou a ser implementada em parceria entre Getnet e Mastercard e deve ser expandida gradualmente para mais empresas.

O Pix por biometria é seguro?

Sim. O sistema utiliza autenticação biométrica, criptografia e segue as regras do Banco Central e do Open Finance.

Preciso autorizar o uso?

Sim. Na primeira utilização é necessário conceder um consentimento para vincular a conta bancária ao serviço.

A biometria fica armazenada na loja?

Não. As informações biométricas permanecem protegidas no próprio dispositivo do usuário.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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