Recentemente, foi comunicado um aumento nos preços dos planos de saúde individuais e familiares. Esse reajuste, validado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), será aplicado a partir de maio de 2024. Neste contexto, muitos beneficiários e possíveis novos clientes têm várias questões sobre como esse ajuste foi determinado e quais serão os impactos diretos para eles.
A medida afeta aproximadamente 8 milhões de consumidores, que correspondem a 15,6% do total de usuários de planos de saúde no Brasil. Este ajuste, portanto, é de grande relevância e impacto, suscitando dúvidas e preocupações entre os consumidores. Adentraremos no cálculo deste reajuste e entender o porquê deste percentual específico.
Como foi calculado o reajuste de 6,91%?

A ANS utiliza uma metodologia consolidada para definir o reajuste dos planos individuais e familiares. Esta fórmula incorpora a variação das despesas assistenciais dos beneficiários (VDA), juntamente com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desconsiderando o subitem relacionado a planos de saúde.
O percentual de 6,91% se situa acima da inflação observada nos últimos 12 meses, que foi de 3,69%. Isso se deve, principalmente, ao fato de que os custos na área da saúde tendem a crescer em um ritmo mais acelerado do que a inflação geral. Dessa maneira, novas tecnologias, tratamentos mais modernos e uma demanda crescente por serviços de saúde são alguns dos fatores que pressionam esse crescimento.
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Impacto diferente para planos de saúde coletivos
Diferentemente dos indivíduos e famílias, os planos de saúde na modalidade coletiva, não estão submetidos à regulação da ANS no que tange aos limites de reajuste. Esses planos, que geralmente são contratados por meio de empresas e cobrem grupos de 30 ou mais beneficiários, têm seus preços reajustados conforme negociações diretamente entre as operadoras e as empresas.
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- Índice de Reajuste Anual: Definido pela ANS e aplicado conforme o mês de contratação do plano.
- Metodologia de Cálculo: Inclui IPCA e variações das despesas assistenciais.
- Diferença Entre Planos: Planos individuais/familiares e coletivos têm regras de reajuste distintas.
Entender esses aumentos e os métodos utilizados é essencial para qualquer beneficiário de plano de saúde no Brasil. Assim, pode-se planejar adequadamente e garantir que as necessidades de saúde sejam atendidas sem surpresas financeiras.
Imagem: Fabio Balbi / shutterstock.com
