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Quais são os planos do Governo Lula para o Auxílio Brasil?

Após o resultado das eleições no segundo turno, Lula tem pouco tempo para reajustar o Orçamento para 2023 e conta com Alckmin para isso.

Ana Beatriz AlvesPor Ana Beatriz Alves2 min de leitura
Auxílio Brasil

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB-SP) como coordenador geral da transição do novo governo. A partir disso, o seu primeiro desafio como governante é negociar as alterações do projeto do Orçamento para 2023 que foi enviado para o Congresso.

O principal foco do novo governo é manter o Auxílio Brasil, que voltará a ser chamado de Bolsa Família, no valor de R$600. Essa é uma prioridade porque a validade do texto atual é até dezembro, ou seja, em janeiro as mudanças deverão entrar em vigor. Outra prioridade é o reajuste do salário mínimo acima da inflação para 2023.

Segundo analistas, sustentar o valor de R$600 vai custar cerca de R$50 bilhões aos cofres públicos. Já o salário mínimo, cerca de R$6 bilhões. De acordo com o senador eleito Wellington Dias, a intenção é oferecer um reajuste entre 1,3% e 1,4% acima da inflação.

O tempo está passando

O senador Marcelo Castro afirmou que não há espaço para inserção de novos planos por conta do teto de gastos, que será estourado. Por conta disso, a ideia é resolver o problema do orçamento até dezembro deste ano. O plano é enviar uma solução para a Lei Orçamentária antes do fim de novembro.

Por conta do tempo apertado, Alckmin deve se preparar para fazer novas reuniões e encontros para negociações. O próximo, que já está marcado, será com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), que é o responsável pelo processo do lado de Jair Messias Bolsonaro, atual presidente da república.

Imagem: rafapress/shutterstock.com

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